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13 dezembro 2016

Mineração submarina nos Açores em negociação

A mineração submarina volta a estar na ordem do dia em Portugal com a intenção da Ministra do Mar em impulsionar esta atividade. De facto, a empresa canadiana Nautilus entregou em 2008 um pedido de prospeção e pesquisa de minerais em seis pontos do Mar dos Açores, o qual caducou entretanto face à regulamentação que institui o Parque Marinho dos Açores. Contudo, esta empresa continua interessada neste projeto e decorrem negociações com o Governo português sobre este assunto.

Recorde-se que a Nautilus tem vindo a desenvolver um projeto na Papua Nova Guiné (Solwara 1) que consiste na exploração submarina de nódulos polimetálicos de sulfuretos de cobre, ferro e prata (a 1.600 metros de profundidade), com concentrações de cobre de cerca de 8%. Este projeto tem sofrido atrasos, mas pensa-se que irá arrancar em 2018,pese embora a forte contestação que o afeta. A Nautilus recebeu já a maquinaria que irá ser colocada no fundo do mar e irá receber em breve o navio de apoio às atividades de mineração.

10 dezembro 2016

Investimento em ativos mineiros portugueses – O lítio

Realização de sondagens em Sepeda (Lusidakota Minerals Lda.)
O risco associado a um país é um factor crucial para a decisão de investimento. Este risco cobre uma série de fatores tais como a evolução política, conflitos armados e situação financeira do Estado. Estes factores, por sua vez, estão relacionados com estabilidade legislativa e fiscal, risco de confisco, agitação civil, guerra, controlos cambiais e desvalorização da moeda. 

O risco de um país tem em consideração a sua vontade soberana e a capacidade de pagar e o impacte que isto tem na capacidade de entidades públicas e privadas satisfazerem o cumprimento das suas obrigações transfronteiriças. A classificação e o comportamento do nível de risco do país é assim um forte indicador estratégico e operacional para o investimento estrangeiro. 

05 abril 2013

Petróleo e Gás: A Nova Oportunidade

   O primeiro grande choque petrolífero ocorre em 1973, quando a Organização de Países Produtores de Petróleo (OPEP) eleva o preço do barril de 3 para 12 US$, baixando a produção e decretando o embargo à Europa (devido ao apoio a Israel na guerra de Yom Kipur). 


   O 25 de Abril de 1974 decorre neste contexto. Com a independência de Angola (país produtor de petróleo) e a nacionalização das empresas petrolíferas nacionais, o Governo português abandona toda a área da exploração e produção, ficando apenas ligado à refinação e distribuição. Desaparece aqui a oportunidade de criar uma boa empresa nacional de exploração e produção e a oportunidade de construir uma boa escola da área de petróleos. "Faltou-nos aqui visão, cultura e governança".

   Até ao virar do século, existia mais atracção em se investir no Norte de África do que em Portugal. Como tal, pode-se dizer que não se conhece as reversas de petróleo e gás do país, principalmente nas águas profundas do "offshore", no entanto, actualmente existe um grande esforço de prospecção  devido às mudanças na legislação.
   A decisão de fazer um primeiro poço exploratório será tomada ainda em 2013, após a fase de prospecção sísmica 3D na zona de Peniche e Alentejo. No Algarve, os estudos indicam um potencial de gás elevado, sendo o primeiro furo iniciado pelo menos em 2014, pela Repsol aliada à Partex Oil anda Gas. No "onshore", a Mohave Oil & Gas e a Galp Energia passaram à fase de desenvolvimento da concessão de Aljubarrota.

   Quanto aos recursos não convencionais, denominados shale-oil e shale-gas, que revolucionaram o mercado do gás, Portugal apenas tem de iniciar o caminho dos recursos convencionais, atraindo empresas para a prospecção.


   As empresas nacionais da área também sofreram uma grande transformação. A Galp (que se tornou numa empresa de produção e exploração no virar do século) e a Partex Oil and Gas possuem parceiras no Brasil, Moçambique, Angola, Timor, Médio Oriente, Cazaquistão, etc., com exploração de reservas bastante significativas.
   Para além do aspecto financeiro, uma componente estratégica muito relevante é o "know-how" nacional e a consequente criação de uma cultura empresarial, numa área que irá desempenhar  um papel crucial na politica energética mundial, durante muitos anos. Como tal, as decisões técnicas e de gestão são fundamentais em grandes projectos, com os maiores desafios tecnológicos da actualidade: a exploração em águas ultra profundas e a exploração do pré-sal.  Estes desafios passam pelas seguintes áreas de engenharia:

"Up-stream"
  • Avaliação de risco nas fases de prospecção e avaliação;
  • Caracterização de reservatórios;
  • Integração sísmica;
  • Modelização geomecânica;
  • Campos digitais inteligentes.
Desenvolvimento e Produção
  • Técnicas de furação;
  • Técnicas de recuperação (Enhanced Oil Recovery);
  • Simulação de reservatórios;
  • Riscos tecnológicos;
  • Riscos ambientais;
  • Logística e gestão de risco.



   "As oportunidades estão criadas para a criação de uma escola e uma cultura empresarial na área dos petróleos. Temos a obrigação, para com as gerações futuras, de não as desperdiçar."


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Adaptado de:
SOARES, Almicar (2012). "Petróleo e Gás - A Nova Oportunidade na Exploração e Produção". Ingenium, 131, pág. 38-39.