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17 dezembro 2016

A concessão das minas de Moncorvo foi formalizada

No final de Novembro de 2016, o Estado Português atribuiu a concessão da mina de Moncorvo à empresa MTI – Ferro de Moncorvo, num contrato que permite a exploração no Concelho de Torres de Moncorvo, segundo a secretaria de Estado da Energia.

http://www.fluordesign.com/pt/work/mti--ferro-de-moncorvo

A empresa MTI já “desenvolveu trabalhos de prospeção e pesquisa prévios ao abrigo do contrato de 2008, bem como atividade de exploração experimental no âmbito de contrato de 2013, pelo que a presente atribuição de concessão de exploração decorre desses trabalhos de revelação e evidenciação deste recurso geológico”, refere o comunicado.

O contrato agora assinado conta com várias fases, desde a execução de operações de extração e beneficiação simplificada, até ao período de produção de concentrados de ferro. Em Janeiro, a MTI afirmou que queria investir 114 milhões de euros até 2026 e produzir seis toneladas de minério nos primeiros cinco anos de atividade, segundo a Lusa.
Sobre o impacto da exploração de minério de ferro no PIB, a MTI aponta que o valor anual da produção de concentrados a partir do oitavo ano de produção representará 0,2% do valor total das exportações nacionais e 0,07% do PIB.

O responsável da MTI avança que a transformação do minério em concentrado de ferro será realizada na lavaria situada junto à área de exploração e que toda a produção se destina a exportação para as siderurgias europeias. A via navegável do Douro será sempre uma opção "importante" para o transporte do minério de ferro. Prevê-se que na fase inicial do projeto o escoamento da produção seja feito por via ferroviária e rodoviária, dados os actuais condicionalismo da via navegável.
Em comunicado, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, salientou a “importância para a região e para o país” deste contrato. Para o Secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, “esta iniciativa insere-se na estratégia de dinamização do setor mineiro, com vista à criação de oportunidades de investimento para as empresas do setor, num processo de envolvimento simultâneo das populações e respetivas autarquias”. Até ao momento, foram desbloqueados mais de 100 processos pendentes no Ministério da Economia, alguns desde 2012. Em declarações à Lusa o presidente da câmara de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, referiu que a exploração será iniciada no prazo de 18 meses. A expectativa é que sejam criados mais de 200 postos de trabalho diretos e 800 indiretos.

A última vez que começou a ser extraído minério de uma nova exploração foi há 34 anos, desde a abertura da Mina de Neves Corvo em 1989. Privatizada há mais de dez anos e actualmente nas mãos da multinacional canadiana Lundin Mining, a mina de Neves Corvo exportou em 2015 para todo o mundo 55.800 toneladas de cobre e 61.921 toneladas de zinco.
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Adaptado de: Dinheiro Vivo, Publico (1)(2)

29 junho 2013

Empresa Mineira Indiana Quer Investir Em Moncorvo

Os indianos da multinacional mineira Zarmin acabam de fazer um acordo com a Companhia Portuguesa de Ferro, que tem uma concessão em Torre de Moncorvo.


A Companhia Portuguesa de Ferro (CPF), que detém uma concessão para prospeção e pesquisa de ferro, numa área aproximada de 40 quilómetros quadrados, no concelho de Torre de Moncorvo, acaba de fazer um acordo com a multinacional mineira indiana Zarmin.

Esta zona de intervenção situa-se ao lado da concessão da Mining Technology Investments, que há cerca de um ano foi cobiçada pelo gigante mineiro australiano Rio Tinto, que se propunha investir 1,8 mil milhões em Moncorvo.

O acordo agora firmado entre a CPF e a Zarmin, segundo o Expresso conseguiu apurar, para já prevê apenas a realização conjunta de trabalhos pesquisa de ferro. Numa fase posterior, quando se passar à exploração, o investimento poderá ascender a 1000 milhões de euros.
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Retirado de: Expresso