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27 setembro 2013

Reservas de água subterrânea encontradas no Quénia

   Uma exploração dos recursos hídricos subterrâneos, resultado do projecto Gridmap (Groundwater Resources Investigation for Drought Mitigation in Africa Programme) liderado pela UNESCO em parceria com o governo do Quénia e com o financiamento do Governo do Japão, identificou importantes reservas de água em Turkana, uma área devastada pela seca no norte do Quénia. 


   Foram identificados dois aquíferos - Lotikipi e Lodwar - utilizando tecnologia de satélite avançada, que combina detecção remota, sísmica e informação convencional de águas subterrâneas, para explorar e mapear a ocorrência de águas subterrâneas em grandes áreas em curtos períodos de tempo. A existência destes aquíferos já foi confirmada por perfuração, no entanto há necessidade de mais estudos para quantificar adequadamente as reservas e avaliar a qualidade da água.Também foram identificados três aquíferos adicionais em outras partes do Turkana, estes ainda não confirmados por perfuração.

13 agosto 2012

Subsolo dos EUA pode armazenar 100 anos de emissões de CO2


   O subsolo dos Estados Unidos tem capacidade para armazenar o CO2 que vai ser emitido a mais durante os próximos cem anos, devido ao aumento da queima de carvão e gás natural, e manter o nível das emissões do gás na atmosfera iguais às de hoje, sugere um artigo na revista Proceedings of the National Academy of Science.



   Os autores do artigo partem do princípio que a passagem dos combustíveis fósseis para os combustíveis verdes será gradual nos EUA. Em particular, a utilização de carvão para a produção de electricidade, responsável por 40% do CO2 emitido a nível mundial, é demasiado barata para que seja abandonada nas próximas décadas.

   Uma alternativa para mitigar o aumento das emissões de CO2 é armazenar este gás – um dos principais gases que provocam o efeito de estufa – em aquíferos salinos, ou seja, em reservatórios subterrâneos de água carregados de sal. Já se sabe que estes aquíferos têm uma boa capacidade para guardar o CO2, mas os números actuais sobre a capacidade de armazenamento destes aquíferos nos EUA vão desde cinco anos de emissões até vários milhares de anos.

   A nova investigação teve em conta a reacção das partículas, a possibilidade do gás provocar pressões debaixo da terra que causem falhas sísmicas na crosta ou que permitam a libertação do CO2 de volta para a superfície. “Começámos por uma série de equações complicadas para a circulação dos fluidos, e depois simplificámos [o mecanismo]”, disse Christopher MacMinn, um dos autores do estudo. Quando o CO2 entra em contacto com a água salgada, dissolve-se, tornando o fluido mais denso, o qual se afunda nestas cavidades subterrâneas. “Assim que o CO2 é dissolvido, ganha-se o jogo”, simplificou Ruben Juanes, do Massachussets Institute of Technology, em Cambridge. Este líquido mais denso dificilmente volta a escapar para a superfície. Os cientistas aplicaram estas equações a 11 aquíferos nos EUA.
   Uma outra variável que foi tida em conta no estudo foi a velocidade com que se injecta o CO2. A dissolução do gás na água é lenta, e um fluxo excessivo pode aumentar a pressão nos aquíferos, pondo em perigo a sua utilização.

   Os Estados Unidos já têm uma longa experiência em injectar CO2 debaixo de terra para rentabilizar o processo de extracção em explorações petrolíferas. Mas o armazenamento do CO2 em aquíferos salinos não é tão bem visto já que vai aumentar o custo dos combustíveis fósseis. Apesar de este factor não ser discutido no artigo, há especialistas que defendem a necessidade de implementar uma taxa para as emissões de carbono para tornar esta alternativa rentável.

   “Acho realmente que a captura e o armazenamento de carbono têm um papel a desempenhar”, afirma Juanes. “Não é a salvação, é uma ponte, mas pode ser essencial porque aborda de facto [o problema] das emissões derivadas do consumo de carvão e gás natural.”


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Adaptado de:
http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1538718

21 abril 2012

África Está Sobre Uma Vasta Reserva De Água



Um estudo revela que o continente africano está sobre uma vasta reserva de águas subterrâneas. As bolsas agora mapeadas podem dar de beber a mais de 300 milhões de africanos que vivem hoje sem água potável. 

Segundo os cientistas britânicos, os aquíferos subterrâneos têm um volume de água total 100 vezes superior à água encontrada na superfície.

Os principais aquíferos localizam-se no norte do continente e cerca de metade desta reserva estará no subsolo da Líbia, Argélia e Chade, revelam os cientistas da "British Geological Survey", que, juntamente com a Universidade de Londres, mapearam em detalhe a quantidade e potencial rendimento do recurso.

Os geólogos britânicos encontraram também grandes reservas nas costas da Mauritânia, Senegal, Gâmbia e parte da Guiné-Bissau, assim como no Congo e na região limítrofe entre a Zâmbia, Angola, Namíbia e Botswana, detalha o estudo publicado esta quinta-feira na revista científica "Environmental Research Letters".

Os especialistas recolheram os planos hidrológicos elaborados por diferentes países africanos e os resultados de 283 estudos regionais anteriores.

Mais de 300 milhões em África não têm acesso a água potável.

"Estas grandes bolsas de água poderiam aliviar a situação de mais de 300 milhões de africanos que não dispõem de água potável e melhorar a produção de culturas", afirmou o especialista do British Geological Survey, à BBC.

Em muitas zonas áridas e semi-áridas do continente seria possível extrair facilmente água destas reservas, em muitos casos localizadas a menos de 25 metros de profundidade. Já nalguns países do norte, como a Líbia, as reservas estão a mais de 250 metros de profundidade.

"O Corno de África é onde se encontram os aquíferos mais pequenos, mas ainda assim haveria uma quantidade suficiente para o consumo humano e uma extração por poços não seria cara. Além disso, não seria necessário investir no tratamento da água, porque a sua qualidade é muito boa", disse McDonald.

O aumento da população aumenta as necessidades de água, para consumo e rega, sendo que as projeções demográficas para as próximas décadas apontam para a continuação desse crescimento. 

Hoje, apenas cinco por cento dos terrenos férteis de África são irrigados.
Ainda assim, segundo MacDonald, a exploração das reservas através de grandes perfurações não é a melhor estratégia, devendo antes ser extraída apenas a quantidade de água que possa ser reposta pelas precipitações.

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Retirado de:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=2432754&page=-1