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20 junho 2013

1ª Saída de Campo do ENGEOweb - rescaldo



No passado dia 6 de Junho decorreu a primeira saída de campo, integralmente organizada pelo ENGEOweb, na região do litoral de Sintra. Apesar da manhã ter prometido um dia cinzento e triste, o sol acabou por brilhar e apadrinhar e abençoar esta estreia. Segue-se uma pequena amostra dos vários locais visitados ao longo do dia (em breve publicamos mais algumas fotos na nossa página do Facebook).

30 maio 2013

Geologia no litoral de Sintra - 1ª Saída de Campo do ENGEOweb

A Equipa ENGEOweb tem o prazer de apresentar a sua primeira saída de campo. Realizar-se-á na próxima 5ª feira, dia 6 de Junho, no litoral de Sintra-Cascais, entre Oitavos e a Praia Grande, e contará com a orientação do Professor Nuno Leal (FCT UNL).

Mais informações no cartaz:


Inscrições em: engeo.web@hotmail.com

CONTAMOS COM A VOSSA PRESENÇA!

14 novembro 2011

Greenwalk - roteiro geo-acessível

A região de Sintra é bem conhecida pela sua paisagem paradisíaca, florestas luxuriantes, história, cultos e mitos. Toda esta riqueza cultural e biótica tem sua razão de existir na própria geologia da região. Greenwalk criou lá os seus georoteiros e mais recentemente lançou o roteiro Geo Acessível, onde a geologia e geomorfologia são temas didácticos, lazer e mesmo lúdicos para aqueles que são deficientes visuais.

Desde cultos pré-históricos que os povos se relacionam com a geografia do seu território contemplando as paisagens pela sua beleza cénica ou por formas pitorescas de certos penedos. Entre os lugares mais venerados encontram-se os penhascos ou promontórios do litoral ou cumeadas das terras altas, os primeiros porque configuram o limite das terras sobre o mar a as segundas pela relação mítica com a esfera celeste.

A virtude do geoturismo em propiciar novas experiências para estes visitantes é imensurável. Como em qualquer outro roteiro da greenwalk, o Geo Acessível, integra o passeio de jipe, passeio pedestre, visitação dos geossítios, interpretação da paisagem, relevo, fósseis e inclui a vegetação endémica e relação ao microclima.

Para a definição do roteiro propriamente dito, a Greenwalk efectuou vários estudos e experiências no terreno, sistematizou informação e registou as motivações destes visitantes. Para tal cedo obtivemos apoio da ACAPO e mais recentemente pela APEDV no sentido de credibilizar a empresa e o Geo Acessível junto do público-alvo como também foram fundamentais em pareceres técnicos.

Assim, o Geo Acessível foi constituído após longo período de trabalho. Este roteiro é então composto com dois itinerários principais em áreas contrastadas, cobrindo o máximo de diversidade de modo a transmitir de como a geologia condiciona o ambiente.

O primeiro itinerário, ao longo da linha de costa, áreas cobertas por rochas sedimentares e metamórficas e expostas ao longo do ano a ventos fortes. Aqui a vegetação é rasteira, adaptada ao clima seco, ventoso e de solos inférteis. Descrito assim, parece desadequado a um roteiro para deficientes visuais, contudo, as experiências proporcionaram vivências inesquecíveis. Este permite visitar uma pequena praia com areias e calhaus redondos, atravessar o leito de pequena ribeira de calhaus angulosos, onde a água ocorre após chuvas persistentes, seguindo para as arribas por declives pouco acentuados, ao cimo das quais se estende uma planura coberta de obstáculos serpenteados por trilhos, tratando-se de campos de lapiás, rochas muito fossilizadas, nas quais é possível tactear os fósseis de rudistas e colónias de corais.

O segundo, marcante pelo contraste do microclima, da vegetação e da geologia. Trilhado pela cumeada da serra por densa floresta e entre enormes blocos de rocha ígnea. Aqui o visitante entra em contacto tanto com os troncos das árvores como os rochedos, persistentemente cobertos por musgo ou por heras. Somam-se sensações que despertam todos os seus sentidos, perscrutam-se os ruídos da floresta, sente-se a frescura do alto da serra, saboreia-se o orvalho, tacteia-se o musgo e as heras, os troncos de cedros do Buçaco e o granular das rochas eruptivas.
Geo Acessível é então uma realidade com a Greenwalk, tendo a base do geoturismo para uma inclusão social.

Greenwalk dispõe outros roteiros para o público geral em Sintra, Arouca, Sabugal e Arrábida. Tanto em jipe, BTT e pedestrianismo. Consultar greenwalk.org.pt ou no facebook em greenwalk geotourism

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Fonte: Naturlink.pt

09 novembro 2011

Melhores zeólitos encontrados em Portugal

Lomba dos Pianos, Magoito, Sintra, Distrito de Lisboa, Portugal.


Os melhores exemplares de Zeólitos reconhecidos em Portugal Continental, encontram-se num afloramento que se insere no Complexo Vulcânico de Lisboa, situado entre as praias da Samarra e Magoito, atinge uma espessura de 20 metros, e abrange uma área com cerca de 3 quilómetros.

Minerais observados:
Estruturas globulares de Natrolite:
Thomsonite:Estilbite

Analcima

Heulandite

Alguns exemplares de Calcite

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Fontes: Fotografias de Rui Nunes, Pesquisa em Mindat.org

03 outubro 2010

A actividade ígnea em Portugal e a abertura do Atlântico

Os maciços de Sintra, Sines e Monchique


Os três maciços têm em comum a forma elipsoidal, orientados paralelamente, com direcção W-E.


O núcleo do maciço de Sintra é sienítico, com um anel gabro-diorítico descontínuo a circundá-lo, estando a Este, em contacto com o granito, que é a rocha dominante. Devido à fracturação do complexo e das encaixantes, ocorrem filões em toda a área, tendo estes uma composição variada.


O maciço de Sines metamorfiza rochas carbonatadas do Jurássico a Norte e rochas pelíticas do Carbónico a Sul, originando corneanas calci-silicatadas e corneanas pelíticas, respectivamente. Os gabro-dioritos dominam o maciço, existindo uma rede de filões de composição variada. Este maciço data do Cretácico Superior (aproximadamente 72 Ma).


O maciço de Monchique intersecta xistos e grauvaques. A rocha dominante é o sienito nefelínico, mas existem outros sienitos com sodalite e hauina.


É de notar a variação da composição em sílica nas rochas tendo em conta a posição dos maciços. Em Sintra, o magma era muito rico em sílica, possibilitando a formação de granito em enormes quantidades. Em Sines, essa quantidade diminui drasticamente, visto que as rochas aqui encontradas são sienitos, inferindo-se que não havia mais sílica disponível. Já em Monchique, a quantidade de sílica diminui mais, ainda já que só chegam a ser constituídos sienitos ricos em feldspatóides, indicando uma deficiência em sílica do magma.


Verifica-se, assim, uma diminuição da quantidade de sílica presente no magma, de Norte para Sul. Em comum, os três maciços têm o sienito, que em Monchique é especial pela abundância da nefelina na sua constituição (sienito nefelínico).