A Petrobras, parceira da Galp na prospecção de petróleo em sete
blocos de águas profundas em Peniche e no Alentejo, vai encerrar as
actividades em Portugal, disse ao PÚBLICO fonte oficial da empresa.
A Galp energia assinou ontem, 6 de Agosto, no Rio de Janeiro, os contratos de concessão para exploração de petróleo no Brasil adquiridos durante a 11ª ronda de licitações realizada pelo Governo brasileiro, em Maio deste ano.
A partir da assinatura do contrato, a empresa iniciará, em conjunto com os seus parceiros, o início dos trabalhos preliminares de avaliação, que devem durar cerca de quatro anos.
"Teremos a partir de agora quatro anos para explorar, o que significa fazer sísmica em duas ou três dimensões e posteriormente fazer perfurações, conforme o compromisso assumido nos contratos", disse à imprensa o administrador executivo da Galp, Ferreira de Oliveira, à margem do evento.
Actualmente, a Petrobras situa-se numa posição estratégica
frente à produção mundial de energia. Desde o inicio da extracção, em 2008, a produção ultrapassou 100 milhões de barris de petróleo, com mais de 200 mil barris diários, nas bacias de Santos e de Campos, estimando alcançar 1 milhão de
barris por dia em 2017.
A Petrobras é pioneira e líder na exploração em águas ultraprofundas. Para descobrir as actuais reservas e operar com eficiência nestas condições foi necessário desenvolver imensa pesquisa e tecnologia própria, actuando em parceria com universidades e centros de investigação.
O que é o Pré-Sal?
O termo pré-sal, tal como o nome indica, refere-se a um reservatório localizado abaixo de uma extensa camada de sal, que chega a atingir 2 mil metros de espessura. A profundidade deste reservatório pode atingir os 7 mil metros de profundidade, encontrando-se a 300 km da costa de grande parte do litoral brasileiro, em águas ultraprofundas, com cerca de 2 mil metros de coluna de água.
As maiores descobertas foram no Brasil, pela Petrobras, na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontram grandes volumes de óleo leve. Por exemplo, na Bacia de Santos o óleo identificado tem uma densidade de 28,5º API, baixa acidez e baixo teor de enxofre, características que conferem alta qualidade e elevado valor comercial.
Volume Recuperável
Os números são bastante consideráveis, o volume de petróleo e gás no pré-sal no Campo de Lula, Campo de Sapinhoa e Cessão Onerosa equivale a todo o volume produzido pela Petrobras, desde a sua fundação até 2011.
Os valores declarados até Setembro de 2012 são de 6,5 bilhões de barris no Campo de Lula, 1,8 bilhões de barris no Campo de Cernambi e 2,1 bilhões de barris no Poço de Sapinhoá.
Investimentos
Actualmente, as estimativas do potencial do pré-sal são superiores aquando a primeira descoberta. A excelência exigida, desde a concepção e gestão de projectos ao fornecimento de bens e serviços, com ênfase especial na habilitação de pessoal, requer grandes investimentos, que rondam o total de US$ 93 mil milhões, cerca de 72 mil milhões de euros.
O aumento da exploração, dada as crescentes necessidades energéticas mundiais, exige procurar novas soluções, enfrentar novos desafios, desenvolver uma nova geração de tecnologias. Na Petrobras, existem projectos que garantem a expansão dos limites exploratórios, por exemplo, identificando produtos que aumentam a resistência à corrosão dos equipamentos usados no pré-sal. Também a optimização de resultados é tema de investigação, testando o fluido injectado no poço para facilitar a extracção de óleo.
______________ Retirado de:
http://www.petrobras.com.br/minisite/presal/pt/perguntas-respostas/
http://www.youtube.com/watch?v=gp-zoYRxvvY&feature=relmfu
A Petrobras instalará o primeiro terminal flutuante do mundo capaz de abastecer directamente em alto-mar os barcos que transportam petróleo, informou a empresa.
"Esta solução logística inédita, a Unidade Offshore de Transferência e Armazenamento (Uota), permitirá armazenar o petróleo em alto-mar e transferi-lo a navios de exportação", afirmou a Petrobras.
Até agora o petróleo era levado desde as plataformas offshore até a costa, onde os navios mercantes reabastecem. "A nova tecnologia garantirá a economia de custos, ao reduzir a distância percorrida pelos navios de transporte de hidrocarbonetos", disse o comunicado.
A Uota, instalada a 90 km da costa do Rio de Janeiro, entrará em serviço em Junho de 2014, e estará situada num navio estacionado na proximidade das plataformas de extracção, sendo capaz de armazenar 2 milhões de barris de petróleo, um volume equivalente à produção diária do Brasil. Um sistema de condutores submarinos e de válvulas transportará o petróleo da plataforma até o barco de armazenamento.
A fabricação desta unidade é estimada em 318 milhões de dólares, sem contar os custos de transporte do navio, que é construído na China pela companhia indiana Tanker Pacific.