10 outubro 2010

As Trilobites em Portugal

As trilobites, são parentes afastadas dos crústaceos actuais, foram as principais representantes dos artrópodes (grupo a que pertencem por exemplos os caranguejos e os insectos) nos mares do Paleozóico (há 540 a 250 milhões de anos). Dominaram todos os ambientes marinhos e eram de tal modo abundantes que esse período de tempo geológico também é denominado como " Era das Trilobites".



Esses organismos surgiram do Big Bang biológico que ficou conhecido por " Explosão Câmbrica" e que correspondeu a uma enorme diversificação evolutiva dos animais, em que a maioria dos filos actuais e outros extintos surgiram. São consideradas bons fósseis de idade, por terem ampla distribuição geográfica e tempo de vida relativamente curto, permitindo assim datar as rochas onde se encontram.

 
Atingiram o seu auge durante o Ordovícico (500 M.a.), entrando em progressivo declínio que culminou com o seu desaparecimento em fins do Pérmico(280 a 230 M.a.), época em que a maior extinção em massa ocorreu, terão desaparecido cerca de 90% das espécies vivas.

A designação de Trilobite tem origem na sua morfologia, por o seu corpo estar segmentados em três lobos, também apresentam uma nítida divisão transversal em três partes articuladas entre si (céfalo, tórax e pigídio). O lobo central continha a maioria dos órgão vitais. Como os seus segmentos torácicos eram articulados, esta característica permitia que se enrolassem como resposta a alterações bruscas no meio ou, quiçá quando pressentiam perigo.

O seu tamanho varia entre alguns milímetros até algumas dezenas de centímetros. Em Portugal, mais em detalhe nas ardósias do Ordovícico com 465 M.a., extraídas na Pedreira do Valério em Canelas (Arouca), são algo comuns espécimes com mais de 30 cm.

São provenientes desta jazida fossílifera as maiores trilobites do mundo, chegando a uns estonteantes 70 cm (Ogyginus forteyi).

Uma viagem pelos tempos geológicos pelo magnífico canhão fluvial do rio Ponsul mostra, as famosas "cobras pintadas", que fazem parte da memória colectiva local desde esses tempos imemoriais. No entanto, são icnofósseis (cruzianas) sendo muito diversificadas e de várias dimensões.
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Fonte:
Revista Superinteressante

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