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05 maio 2015

Os Fósseis - Núcleo de Geologia

No âmbito do Clube Math (Departamento de Matemática FCT/UNL) e enquadrada nas comemorações do Dia do Geológo, o Núcleo de Geologia da AEFCT apresenta a actividade "Os Fósseis".

Breve descrição:
- "Sala prática" - Como se formam os fósseis? Que tipos de fósseis existem? Faz o teu próprio fóssil!
- "Sala museu" - exposição de alguns exemplares de fósseis da colecção do Departamento de Ciências da Terra da FCT/UNL e do Núcleo de Geologia com explicações didáticas sobre a história da vida e o tempo geológico; irá incluir uma mini-exposição de fósseis característicis da região de Almada.

Data e horário de funcionamento: 9 de Maio, 11.00h-18.00h.

Local: Ed. VII, FCT/UNL, Campus de Caparica.

Inscrição: actividade gratuita, dispensa inscrição.

Público-alvo: "Sala prática" ideal para os mais novos (5-15 anos); "Sala museu" para todos os interessados na história da Terra e da vida.

Promotores: Núcleo de Geologia da AEFCT, Lígia Castro e Rogério Rocha (Departamento de Ciências da Terra, FCT/UNL).

O Núcleo de geologia convida todos os interessados para que, no dia 9 de Maio, embarquem numa emocionante viagem ao passado cheia de conhecimento e diversão! Uma oportunidade a não perder!

Para mais informações: Núcleo de Geologia - Os Fósseis


29 maio 2014

Geológica às Quartas - excepcionalmente à quinta!

   O Departamento de Ciências da Terra (DCT) da FCT/UNL está a organizar um ciclo de palestras denominado "Geológica às Quartas".


    Esta sessão, realizada excepcionalmente à quinta-feira, terá lugar no Auditório da Biblioteca FCT/UNL, Campus de Caparica, no próximo dia 5 de Junho pelas 14.30 horas.

Programa

14:30h - "Tectonics and Neotectonics of Western North America and Associated Hazards" (Isabel S. Grilo, Universidade de San Diego).´


15:30h - "Um estratígrafo português na Shell" (Manuel Vieira, Shell UK)



   Pode ainda visitar todas as quintas-feiras até ao final de Julho, das 10 às 18 horas, o "Atelier de dinossauros da Mongolia e outros fósseis" na Biblioteca da FCT-UNL.


Entrada livre!

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Adaptado de: http://www.dct.fct.unl.pt/calendario-actividades

17 novembro 2013

Geosfera - Geoparques e Património Paleontológico

   Os fósseis desde sempre exerceram uma atracção irresistível sobre o Homem, quer como amuletos ou como peças de colecção quer como testemunhos de uma biodiversidade passada e já extinta. A enorme quantidade de conhecimento científico associado a cada fóssil transforma-os em documentos imprescindíveis para responder às três questões existenciais da Humanidade: Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos?


   São diversos os geoparques europeus que têm por destaque as ocorrências paleontológicas do território, como é o exemplo do Geoparque Arouca. Neste documentário explica-se o que é um fóssil, o seu processo de formação, quais os principais grupos de fósseis e a importância dos mesmos. Visita-se o Geoparque Arouca para conhecer o seu património paleontológico, nomeadamente os fósseis de invertebrados do Ordovícico e do Silúrico e de plantas do Carbónico. Fala-se igualmente do Geoparque da Resèrve Géologique de Haute-Provence (França), outro geoparque com importância significativa neste âmbito.

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Retirado de:

02 novembro 2013

15º Aniversário da SHN - "Fósseis em Vulcões: o caso do Porto Santo"



No âmbito do Ciclo de Conferências comemorativo do 15º aniversário da Sociedade de História Natural, realizar-se-á mais uma conferência, proferida por Mário Cachão (Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) e intitulada de: "Fósseis em Vulcões: o caso do Porto Santo".


24 outubro 2013

Fóssil raro de mosquito descoberto com sangue no abdómen

Dale Greenwalt, coordenador do estudo na Academia Nacional de Ciências e pesquisador voluntário do Museu Nacional de História Natural, em Washington, descobriu o fóssil de mosquito depois de este ser dado ao museu como presente.
"É um fóssil extremamente raro, o único do seu género no mundo", disse Dale Greenwalt, o mosquito descoberto tem cerca de 46 milhões de anos e foi encontrado numa zona ribeirinha de Montana, nos Estados Unidos. 

O fóssil de um mosquito encontrado em Montana

20 outubro 2013

Descoberto mais antigo ancestral das aranhas, com 520 MA

A equipa liderada por Nicholas Strausfeld, da Universidade de Arizona, nos Estados Unidos e Gregory Edgecombe, do Museu Natural de Londres, afirmam ter descoberto o fóssil do mais antigo ancestral conhecido dos quelicerados, subfilo que inclui aranhas, escorpiões e o caranguejo-ferradura. O estudo divulgado pela revista Nature, indica que esse grupo de animais surgiu há pelo menos 520 milhões de anos.

Fóssil de ancestral das aranhas e escorpiões descoberto na China

O fóssil do animal com cerca de 3 centímetros, foi encontrado no sudoeste da China, sendo chamado de Alalcomenaeus. Este fóssil chamou a atenção dos investigadores, por ter o sistema nervoso bem preservado.
Pertence ao extinto grupo dos megacheira (“grandes garra” em grego), que possuíam dois grandes apêndices na cabeça, que lembravam um par de tesouras.

19 outubro 2013

Massive Dinosaur Fossil Unearthed by Pipeline Installation Crew


A large dinosaur fossil has been found by a pipeline installation crew, during the works, on Southwest of Spirit River, Alberta (province of Canada).

View of the dinosaur fossil that was found.

12 outubro 2013

Fóssil de peixe que viveu há 419 Ma ajuda a entender a origem da mandíbula


Foi descoberto por um grupo de especialistas internacionais em 2010, nas rochas sedimentares marinhas da Formação Kuanti, no Sul da China. Sendo a pesquisa elaborada por estes especialistas, divulgada na revista Nature.

Visão artística do peixe primitivo descoberto.
Foto: Brian Choo

Este peixe, que viveu nos mares há 419 milhões de anos, durante o período Silúrico e media cerca de 20cm de comprimento, pode ajudar os especialistas a esclarecer o aparecimento dos animais com mandíbulas  um processo essencial para que os vertebrados (incluindo o homem), desenvolvessem a capacidade de morder e mastigar alimentos. Até então, os especialistas tinham que conviver com uma grande lacuna, separando os animais com e sem mandíbula.

11 outubro 2013

15º Aniversário da SHN - "Das Estrelas aos Sirénios: a ponte entre a Paleontologia e a Cosmologia"


No âmbito do Ciclo de Conferências comemorativo do 15º aniversário da Sociedade de História Natural, realizar-se-á mais uma conferência, proferida por Gonçalo Prista (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) e intitulada de: "Das Estrelas aos Sirénios: a ponte entre a Paleontologia e a Cosmologia".

17 setembro 2013

15º Aniversário da Sociedade de História Natural - "Geossítios de Portugal com pegadas de dinossáurios"


No âmbito do Ciclo de Conferências comemorativo do 15º aniversário da Sociedade de História Natural, realizar-se-á mais uma conferência, proferida pela Vanda Faria dos Santos (Museu Nacional de História Natural e da Ciência) e intitulada de: "Geossítios de Portugal com pegadas de dinossáurios".

05 setembro 2013

15º Aniversário da SHN - "Darwin, a Geologia e o paradoxo da Biodiversidade"



No âmbito do Ciclo de Conferências comemorativo do 15º aniversário da Sociedade de História Natural, realizar-se-á mais uma conferência, proferida pelo Prof. Carlos Marques da Silva (Departamento de Geologia da Universidade de Lisboa) e intitulada de: "Darwin, a Geologia e o paradoxo da Biodiversidade".

Descoberto esqueleto quase completo de dinossauro carnívoro na Lourinhã

   O Museu da Lourinhã anunciou esta terça-feira a descoberta daquele que deverá ser o mais completo esqueleto de um dinossauro carnívoro, com cerca de 150 milhões de anos. A campanha de escavações decorreu nos afloramentos do Jurássico Superior, no litoral sul do concelho da Lourinhã, e reuniu uma dezena de voluntários do museu.


   “Este ano, os resultados incluíram pegadas e ossos, com destaque para um dinossauro carnívoro de pequeno porte, com menos de dois metros de comprimento. Este esqueleto de dinossauro não está completo, mas está muito bem conservado e articulado (com os ossos na posição anatómica, tal como em vida), o que é muito raro”, refere o comunicado do museu. “A análise preliminar indica que poderá tratar-se de um representante de um grupo de dinossauros carnívoros raros em Portugal, os celurossauros.”, um grupo de dinossauros carnívoros de pequeno porte (com menos de dois metros de comprimento) do Jurássico Superior, raros em Portugal.

03 setembro 2013

Descoberto fóssil de escorpião com 350 milhões de anos

Um fóssil de um escorpião com 350M.a., o mais velho animal terrestre que viveu no super-continente Gondwana, foi descoberto na África do Sul, anunciou hoje a Universidade de Witswatersrand, em Joanesburgo.

Esta espécie de escorpião, baptizada de Gondwanascorpio emzantsiensis, foi descoberta na África do Sul e é a mais antiga forma de vida alguma vez encontrada em terra firme, no hemisfério sul. 
 



17 julho 2013

Novo fóssil de dinossauro descoberto no Utah



Um novo dinossauro com longos chifres e um nariz grande foi descoberto em Utah, nos Estados Unidos, anunciaram paleontólogos locais. Denominado Nasutoceratops titusi, este dinossauro será da família do triceratops e tem características muito salientes: longos chifres curvados e um nariz grande e excepcionalmente longo.

01 julho 2013

15º Aniversário da Sociedade de História Natural - "Das Estrelas aos Sirénios: A Ponte entre a Paleontologia e a Cosmologia"


No âmbito do 15º aniversário da Sociedade de História Natural de Torres Vedras, está a ser organizado um Ciclo de Conferências sobre Paleontologia para o público em geral, que irá decorrer até Dezembro de 2013.

A próxima será no dia 6 de Julho pelas 16.30h na Azenha de Santa Cruz, Praia de Santa Cruz, Torres Vedras. Proferida por Gonçalo Prista (SHN e FCUL) e intitulada: "Das estrelas aos sirénios: a ponte entre a paleontologia e a cosmologia".


Morada e contactos:
Museu Municipal Leonel Trindade,
Praça 25 de Abril, Convento de Nossa Senhora da Graça, Torres Vedras
Terça a Domingo: das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
tlf.: 261 094 746
email:
www.cm-tvedras.pt
https://www.facebook.com/alt.shn?ref=ts&fref=ts

13 junho 2013

2ª Edição do Mestrado em Paleontologia (UNL & UE)


   Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Mestrado em Paleontologia, uma parceria entre a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Évora.



   No sentido de aproveitar conhecimentos, valências e instalações laboratoriais, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT/UNL) e a Universidade de Évora juntaram-se para propor um 2º ciclo de Paleontologia.
   Este 2º ciclo de estudos está concebido para ser aberto a um público com formação de base diversa, permitindo atrair estudantes de várias áreas do saber. Destacamos os que finalizarem o 1º ciclo de estudos nas áreas da, biologia, geologia, arqueologia e outras. Está também gizado para atrair docentes dos Ensinos Básico e Secundário que, tendo terminado a sua formação no sistema pré Bolonha, queiram agora actualizar os seus conhecimentos e aperfeiçoar competências na área da Paleontologia.
   O objectivo geral do ciclo de estudos é formar alunos pós-graduados sobre as questões actuais da evolução da Terra e da Vida. O mestrado promoverá um conjunto de ensinamentos coeso,com valor de empregabilidade e que actue como protecção e valorização sócio-económica do património paleontológico. Este mestrado preenche uma lacuna, em termos de oferta nacional nesta área de formação.



Mais informações em:

16 maio 2013

15º Aniversário da Sociedade de História Natural - Exposição: “Dinossauros que viveram na nossa terra”


No âmbito da celebração do seu 15º aniversário (1998-2013), a Sociedade de História Natural de Torres Vedras mostra pela primeira vez, numa cooperação com o Museu Municipal Leonel Trindade, os resultados da sua atividade científica através da exposição “Dinossauros que viveram na nossa terra”, exibindo ao público fósseis de dinossauros do Jurássico Superior, e o que se pode aprender com a geologia de Torres Vedras para reconstruir o habitat dos dinossauros que aqui viveram.

Esta viagem no tempo permitirá ao público ver restos de vários grupos de dinossauros, desde carnívoros como o Allosaurusde cambelas, mas também herbívoros como os estegossaurídeos, ornitópodes e os gigantes saurópodes.

Poderão também ser vistos outros grupos de fósseis do Jurássico Superior de Torres Vedras, como restos de peixes, crocodilos, corais e tartarugas, destacando-se destas últimas um exemplar de Selenemys lusitanica, o mais antigo representante do seu grupo conhecida na Europa e escavada na Praia de Santa Rita.

Visite a exposição e surpreenda-se!


Morada e contactos:
Museu Municipal Leonel Trindade,
Praça 25 de Abril, Convento de Nossa Senhora da Graça, Torres Vedras
Terça a Domingo: das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
tlf.: 261 094 746
email:
www.cm-tvedras.pt

15 maio 2013

15º Aniversário da Sociedade de História Natural - Ciclo de Conferências sobre Paleontologia


No âmbito do 15º aniversário da Sociedade de História Natural de Torres Vedras, está a ser organizado um Ciclo de Conferências sobre Paleontologia para o público em geral, que irá decorrer até Dezembro de 2013.

A primeira conferências é já no dia 17 de Maio e conta com as seguintes palestras:

  • 21h00 - Francisco Ortega Coloma, Sociedade de História Natural (Torres Vedras, Portugal) e Grupo de Biologia Evolutiva da UNED (Madrid, Espanha) - "Los ultimos ecosistemas com dinosaurios de la Peninsula Iberica";
  • 22h00 - Adán Pérez-Garcia, Sociedade de História Natural (Torres Vedras, Portugal) e Universidad Complutense de Madrid (Espanha) - "Historia evolutiva de las tortugas mesozoicas portuguesas y relaciones en el contexto europeo".
(Conferência proferida em Espanhol)

Local: 

  • Sala Polivalente do Convento da Graça (Museu Municipal Leonel Trindade), Torres Vedras

A presença na conferência inclui entrada gratuita na exposição: “Dinossauros que viveram na nossa terra”.


Morada e contactos:
Museu Municipal Leonel Trindade,
Praça 25 de Abril, Convento de Nossa Senhora da Graça, Torres Vedras
Terça a Domingo: das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
tlf.: 261 094 746
email:
museu@cm-tvedras.pt
educacao@alt-shn.org
www.alt-shn.org
www.cm-tvedras.pt

27 junho 2012

Parceria entre a FCT da UNL e a Universidade de Évora promove Mestrado em Paleontologia



O plano de estudos do Mestrado em Paleontologia conta com uma dissertação de 60 ECTS, 8 unidades curriculares obrigatórias com 48 ECTS, e 2 unidades curriculares optativas com 12 ECTS. O aluno necessita de 120 ECTS (incluindo a tese), para que lhe seja atribuído o grau de Mestre.

Metade das unidades curriculares será leccionada pela Universidade de Évora e a outra metade pela Universidade Nova de Lisboa, tendo sido distribuídas de forma o mais agregada possível por semestres de forma a utilizar os recursos laboratoriais, humanos e experimentais das duas instituições envolvidas. A dissertação desenvolve-se no segundo ano, podendo o aluno escolher em que Instituição a fará.

São objectivos específicos do Mestrado em Paleontologia:

 1. Aprofundar a formação na área da Paleontologia, a fim de adquirir bases sustentáveis para transmissão de conhecimentos relacionados com esta área científica.

 2. Adquirir formação científica e técnica no domínio da Paleontologia, permitindo compreender e resolver novos paradigmas em contextos multidisciplinares, nomeadamente para um melhor e mais consciente desempenho de actividades técnicas de classificação e gestão do meio natural, particularmente do Paleontológico, da responsabilidade de entidades públicas (Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e autarquias).

 3. Desenvolver capacidades de integração de conhecimentos em situações complexas de âmbito geológico.

 4. Desenvolver uma visão crítica sobre o registo fóssil e sua importância para a compreensão dos processos evolutivos.

 5. Analisar e discutir os aspectos biológicos dos organismos do passado.

 6. Discutir e aplicar teorias, paradigmas e conceitos a fim de obter uma visão global e adequada da História da Terra e da Vida.

 7. Adquirir competências e autonomia para a formulação de propostas de projectos científicos a submeter, especialmente, a programas nacionais da responsabilidade da administração central e regional, num país com uma riqueza paleontológica ainda por explorar.

 8. Ganhar competências que permitam continuar a desenvolver e a adquirir formação ao longo da vida nas áreas disciplinares e afins da Paleontologia, com elevado grau de autonomia, nomeadamente a progressão para um 3º ciclo ciclo de estudos.

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Fonte/Source:
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Departamento Ciências de Terra - http://www.dct.fct.unl.pt/noticias/2012/06/mestrado-em-paleontologia#.T-slOCW-MB8.facebook

13 abril 2012

Parque temático dedicado aos Dinossauros na Lourinhã


O projecto custa dez milhões de euros e já tem investidores alemães que financiam 50%. O resto terão de ser fundos comunitários, já que o município local não tem dinheiro para mais. O parque terá 25 hectares com cinco percursos pelas Eras geológicas (onde haverá réplicas em tamanho real dos seres que as habitavam) e um edifício com 3500 metros quadrados que acolherá também o acervo do actual museu da Lourinhã. O investimento será rentável com um mínimo de 135 mil visitantes por ano a preços de 12 euros por entrada.


A Lourinhã pretende afirmar-se como a capital dos dinossauros e esse sentimento já foi interiorizado pela sociedade civil, que faz jus a essa especificidade local. Existem empresas chamadas Dinorações, Dinopão, Dinodeka, Dinokart e Escola de Condução Dinossauro. E vários logótipos incluem figuras de dinossauros. Para os responsáveis da empresa alemã Dinosaurier-Park este espírito colectivo foi uma das razões que os levou a acreditar que seria viável construir na Lourinhã um parque temático idêntico ao que possuem em Munchehagen, a 40 quilómetros de Hannover.

Fig. 1 - DinoPark em Munchehagen, que serviu de inspiração ao projecto para a Lourinhã.

A ideia desenvolveu-se depois de uma visita de responsáveis lourinhanenses aquela localidade, em busca de inspiração e de ideias para avançar com um projecto que já tinha 11 anos, mas que tardava em concretizar-se. Vital do Rosário, vereador da Câmara Municipal da Lourinhã, conta que o primeiro parque deveria custar 20 milhões de euros, tendo sido depois revisto em alta para 32 milhões. Um tal montante implicava que fosse visitado por 200 mil pessoas por ano com bilhetes a 20 euros cada uma. A crise, contudo, obrigou a que não se avançasse de ânimo leve para um projecto que poderia revelar-se sobredimensionado e custar caro aos cofres da autarquia. Foi então que na visita a Munchehagen o vereador constatou que era possível fazer–se um parque temático que excluísse a componente dos carrosséis e das montanhas russas, um projecto mais barato, mais científico e que fosse, no fim de contas, uma espécie de museu ao ar livre.


A ideia agradou aos donos da Dinosaurieir-Park, que vieram à Lourinhã e gostaram da proposta da autarquia em instalar o parque no pinhal dos Camarnais, na saída norte da vila.
“Eles têm um edifício central com uma zona museológica, administrativa e de restauração e um circuito exterior onde se podem ver réplicas à escala real dos seres existentes nos vários períodos geológicos”, diz Vital do Rosário, explicando que é precisamente isso que pretende fazer na Lourinhã.


Fig. 2 - Autarcas lourinhanenses e empresários alemães após firmarem um acordo de cooperação na Lourinhã.


METADE DO INVESTIMENTO ASSEGURADO

Inspirada no exemplo alemão, a autarquia realizou um concurso público para a construção e exploração do parque temático, ao qual concorreram cinco entidades, uma delas a própria Dinosaurieir-Park, que saiu vencedora.

Na Alemanha a empresa promotora é uma sociedade privada que começou por explorar pedreiras até que resolveu tirar partido da descoberta de achados arqueológicos numa da suas explorações e transformá-la num parque temático. Acabou por se especializar na área e forneceu know how e material para mais oito parques em vários países, três dos quais na Alemanha. O investimento de dez milhões de euros tem, à partida, cinco milhões assegurados pela empresa alemã, devendo o restante ser obtido através de uma candidatura a fundos comunitários. É neste pressuposto que se estima um número mínimo anual de 135 000 visitantes para manter o investimento no limiar da rentabilidade. A preços de 12 euros por entrada.

Caso não haja financiamento por parte do QREN, Vital do Rosário diz que há empresários indianos, belgas e portugueses interessados no projecto, mas nesse caso, este teria de sofrer um up-grade e incluir a componente recreativa fazendo do parque temático uma espécie de "disneylândia" dos dinossauros. O vereador está optimista e espera lançar o concurso para a construção do parque nos próximos meses, podendo o mesmo ser inaugurado na Páscoa de 2013. E não receia o patamar mínimo dos 135 mil habitantes anuais (uma média de 11 mil por mês), pois o de Munchehagen recebe 170 mil pessoas por ano e está fechado nos meses mais frios, enquanto o da Lourinhã estará aberto o ano inteiro.


LOURINHÃ É REFERÊNCIA MUNDIAL NA ÁREA DA PALEONTOLOGIA

Carlos Lobo, da consultora Ernst & Young (e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do governo de Sócrates), que dá apoio ao projecto, diz que “só Óbidos recebe dois milhões de visitantes por ano, o parque Oriental do Joe Berardo no Bombarral tem 500 mil e mesmo o museu da Lourinhã, que são duas assoalhadas, recebe 30 mil pessoas”, concluindo assim que não será difícil assegurar um fluxo contínuo de visitantes. De resto, há ainda Peniche com toda a dinâmica gerada pelo surf e pelas praias durante o verão, não sendo também displicente a relativa proximidade da Grande Lisboa.

Fig. 3 - O projecto prevê, tal como acontece na Alemanha, a colocação de réplicas à escala real e com grande realismo das espécies que existiram nos vários períodos geológicos. Esta componente será uma das mais apelativas do parque.

O paleontólogo do museu da Lourinhã, Octávio Mateus, sublinha o envolvimento da população do concelho na temática pela qual este quer ser conhecido. Por exemplo, o próprio museu dos dinossauros da Lourinhã emerge da sociedade civil. “Não é explorado pela Câmara, mas sim pelo GEAL (Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã) e são as pessoas que nos fazem chegar grande parte dos achados que constituem o nosso acervo”, diz. O também professor universitário de Paleontologia não tem dúvidas que Portugal e a Lourinhã são especialmente ricos em vestígios de dinossauros, não só a nível europeu, como mundial. O parque temático será a cereja em cima do bolo para que a vila se destaque na rede mundial de localidades ligadas a essa temática.

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