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23 agosto 2013

Contra a Chevron, contra o gás de xisto na Polónia

Os habitantes da aldeia de Zurawlow, no distrito de Grabowiec, Sudoeste da Polónia, ocupam desde dia 3 de Junho uma área onde a norte-americana Chevron pretende explorar gás de xisto.

Numa luta de David contra Golias, os agricultores de Zurawlow já ganharam uma batalha no ano passado, quando acusaram a multinacional petrolífera de violar a directiva europeia sobre a conservação das aves silvestres. 

Agricultores polacos temem a poluição provocada pela exploração do gás de xisto
Mas a Chevron não se deu por vencida e, apoiada pelo governo de Donald Tusk (centro-direita), voltou à região e começou por tentar vedar a zona da concessão. Os habitantes locais ofereceram-lhe resistência, mantendo os terrenos sob ocupação desde há dois meses, alegando que a Chevron não pode vedar a propriedade que lhe foi concedida para fins públicos e exigem que a comunidade tenha conhecimento prévio e possa escrutinar as suas actividades. 

30 junho 2013

Shale Gas/gás de xisto - E Portugal?

As maiores concentrações de shale gas/gás de xisto no mundo
Locais com potencial para formação de "recursos energéticos não convencionais"
 
Nos EUA, os preços do gás caíram 32% no ano passado, a indústria renasceu e há muitos novos empregos. Há, de facto, grandes alterações na paisagem mas se a extracção for bem feita, não há problemas ambientais e, depois de desmontados os poços, a paisagem volta ao normal”, garante o director de Economia Energética da BP, Paul Appleby.

É com base nestes números que países como a China, o Reino Unido ou a Polónia estão já a investir milhões na exploração, mas outros, como França, proibiram as técnicas de extracção. Em Portugal, a contestação só chegou ao Parlamento quarta-feira, pela voz da deputada d’Os Verdes, Heloísa Miranda, mas o país está mais atento que nunca.

Portugal aparece em vários mapas como tendo potencial de gás de xisto e já estamos a fazer os primeiros estudos. Estamos numa fase muito inicial e há grandes pontos de interrogação, mas há também muita informação que nos permite já fazer um ranking das melhores zonas”, diz a investigadora do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), Zélia Pereira.

17 junho 2013

Shale Gas e Fracking: Um recurso não-convencional, novos desafios e riscos

"Gás de Xisto"?! Sim? Não? Porquê? Como? Onde?

04/06/2013

Shale Gas e Fracking: Um recurso não-convencional, novos desafios e riscos

18 de Junho de 2013

Departamento de Geologia, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Campus FCUL, Edifício C6, sala 6.2.56. 16h30 - 18h00

Oradores:

Rui Baptista - FCUL

Hidrocarbonetos não-convenconais - algumas ideias

Sheila Lucas - Baker Hughes, Canada

Shale-Gas e Fracking - Novas fronteiras da energia

05 abril 2013

Petróleo e Gás: A Nova Oportunidade

   O primeiro grande choque petrolífero ocorre em 1973, quando a Organização de Países Produtores de Petróleo (OPEP) eleva o preço do barril de 3 para 12 US$, baixando a produção e decretando o embargo à Europa (devido ao apoio a Israel na guerra de Yom Kipur). 


   O 25 de Abril de 1974 decorre neste contexto. Com a independência de Angola (país produtor de petróleo) e a nacionalização das empresas petrolíferas nacionais, o Governo português abandona toda a área da exploração e produção, ficando apenas ligado à refinação e distribuição. Desaparece aqui a oportunidade de criar uma boa empresa nacional de exploração e produção e a oportunidade de construir uma boa escola da área de petróleos. "Faltou-nos aqui visão, cultura e governança".

   Até ao virar do século, existia mais atracção em se investir no Norte de África do que em Portugal. Como tal, pode-se dizer que não se conhece as reversas de petróleo e gás do país, principalmente nas águas profundas do "offshore", no entanto, actualmente existe um grande esforço de prospecção  devido às mudanças na legislação.
   A decisão de fazer um primeiro poço exploratório será tomada ainda em 2013, após a fase de prospecção sísmica 3D na zona de Peniche e Alentejo. No Algarve, os estudos indicam um potencial de gás elevado, sendo o primeiro furo iniciado pelo menos em 2014, pela Repsol aliada à Partex Oil anda Gas. No "onshore", a Mohave Oil & Gas e a Galp Energia passaram à fase de desenvolvimento da concessão de Aljubarrota.

   Quanto aos recursos não convencionais, denominados shale-oil e shale-gas, que revolucionaram o mercado do gás, Portugal apenas tem de iniciar o caminho dos recursos convencionais, atraindo empresas para a prospecção.


   As empresas nacionais da área também sofreram uma grande transformação. A Galp (que se tornou numa empresa de produção e exploração no virar do século) e a Partex Oil and Gas possuem parceiras no Brasil, Moçambique, Angola, Timor, Médio Oriente, Cazaquistão, etc., com exploração de reservas bastante significativas.
   Para além do aspecto financeiro, uma componente estratégica muito relevante é o "know-how" nacional e a consequente criação de uma cultura empresarial, numa área que irá desempenhar  um papel crucial na politica energética mundial, durante muitos anos. Como tal, as decisões técnicas e de gestão são fundamentais em grandes projectos, com os maiores desafios tecnológicos da actualidade: a exploração em águas ultra profundas e a exploração do pré-sal.  Estes desafios passam pelas seguintes áreas de engenharia:

"Up-stream"
  • Avaliação de risco nas fases de prospecção e avaliação;
  • Caracterização de reservatórios;
  • Integração sísmica;
  • Modelização geomecânica;
  • Campos digitais inteligentes.
Desenvolvimento e Produção
  • Técnicas de furação;
  • Técnicas de recuperação (Enhanced Oil Recovery);
  • Simulação de reservatórios;
  • Riscos tecnológicos;
  • Riscos ambientais;
  • Logística e gestão de risco.



   "As oportunidades estão criadas para a criação de uma escola e uma cultura empresarial na área dos petróleos. Temos a obrigação, para com as gerações futuras, de não as desperdiçar."


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Adaptado de:
SOARES, Almicar (2012). "Petróleo e Gás - A Nova Oportunidade na Exploração e Produção". Ingenium, 131, pág. 38-39.