Durante os dias 5 e 7 de Fevereiro de 2014 decorrerá o I Encontro Luso-Brasileiro de Património Geomorfológico e Geoconservação, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O património geomorfológico, além do seu valor científico, educativo e cultural, assume um significado crescente em termos de lazer, desporto e turismo, importante em termos económicos e de desenvolvimento local.
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25 outubro 2013
Formação rochosa descrita por Darwin ameaçada pela construção de complexo portuário
9 de Abril de 1832. O naturalista britânico, hoje mundialmente famoso pela sua Teoria da Selecção Natural, Charles Darwin encontra-se no Brasil a propósito da sua expedição a bordo do HMS Beagle. É neste dia que Darwin faz as primeiras descrições de beachrocks em terras brasileiras, que em 1841 viriam seriam publicadas com o título "On a remarkable bar of sandstone off Pernambuco, on the coast of Brazil". A existência de beachrocks na praia de Jaconé, passou, no entanto, despercebida por mais de 150 anos, uma vez que acabaram por não ser publicadas.
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| Os afloramentos rochosos em causa ganham particular relevância por terem sido descritos por Charles Darwin, em 1832. (fonte: Folha de S. Paulo) |
181 anos volvidos e Jaconé, a faixa de areia entre as praias de Ponta Negra e Saquarema que abriga os afloramentos referidos por Darwin, está prestes a mudar. Para esta área turística e pesqueira do município de Maricá está projectado um complexo portuário com estaleiro para reparação de navios e um armazém para gás e petróleo (em cavernas subterrâneas).
23 outubro 2013
Descoberta nova grande jazida petrolífera no Brasil - Galp energia
Um consórcio de exploração integrado pela Galp energia anunciou que terminou a perfuração do poço Bracuhy, no pré-sal do Brasil, onde identificou a existência uma grande jazida de petróleo, gás natural e condensado.
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| Concessões da Galp energia no Brasil e, especificamente, na Bacia de Santos (adaptado de Galp energia) |
07 agosto 2013
Galp assina contrato de exploração de petróleo no Brasil
A Galp energia assinou ontem, 6 de Agosto, no Rio de Janeiro, os contratos de concessão para exploração de petróleo no Brasil adquiridos durante a 11ª ronda de licitações realizada pelo Governo brasileiro, em Maio deste ano.
A partir da assinatura do contrato, a empresa iniciará, em conjunto com os seus parceiros, o início dos trabalhos preliminares de avaliação, que devem durar cerca de quatro anos.
"Teremos a partir de agora quatro anos para explorar, o que significa fazer sísmica em duas ou três dimensões e posteriormente fazer perfurações, conforme o compromisso assumido nos contratos", disse à imprensa o administrador executivo da Galp, Ferreira de Oliveira, à margem do evento.
10 julho 2013
14º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental
Nos dias 1 a 6 de Dezembro de 2013 irá realizar-se o 14º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental (CBGE), na Ilha do Fundão, cidade do Rio de Janeiro.
O tema central intitula-se "Políticas Públicas, Planeamento e Tecnologias em prol do Desenvolvimento Socio-económico" e o formato proposto é o mesmo da edição anterior: Cursos pré-Congresso, Simpósios Temáticos com Sessões Técnicas e Mesas Redondas, Conferências, Visitas Técnicas Pós-Congresso, Apresentações de Patrocinadores e Espaço de Exposições de Empresas. Em paralelo haverá Reunião de Integração de associações de Geologia de Engenharia e Ambiental da América do Sul.
O tema central intitula-se "Políticas Públicas, Planeamento e Tecnologias em prol do Desenvolvimento Socio-económico" e o formato proposto é o mesmo da edição anterior: Cursos pré-Congresso, Simpósios Temáticos com Sessões Técnicas e Mesas Redondas, Conferências, Visitas Técnicas Pós-Congresso, Apresentações de Patrocinadores e Espaço de Exposições de Empresas. Em paralelo haverá Reunião de Integração de associações de Geologia de Engenharia e Ambiental da América do Sul.
28 junho 2013
Reconhecimento de graus académicos entre Portugal e o Brasil
O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) estabeleceu, a 10 de Junho, um acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), entidade representativa das universidades federais brasileiras, que permitirá agilizar os processos de reconhecimento de graus académicos portugueses no Brasil nas áreas da Engenharia e Arquitectura.
25 junho 2013
Como a Galp Energia está a extrair petróleo do fundo do mar?
A FPSO Cidade de Paraty é o segundo centro flutuante de produção de petróleo e gás natural da Galp Energia. Com capacidade para processar, diariamente, até 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de m3 de gás natural. A FPSO está ancorada a uma profundidade de 2120 metros, a cerca de 300 km do Rio de Janeiro, e será interligada a oito poços produtores e seis injectores.
Em 2017, a Galp terá 12 centros flutuantes semelhantes a este. Descubra como funcionam:
![]() |
| Clique aqui para aumentar |
______________________________________
Adaptado de:
http://www.dinheirovivo.pt/Graficos/Detalhe/CIECO187799.html
http://www.galpenergia.com/PT/investidor/Noticias/Paginas/In%C3%ADciodaproducaocomercialdaareadeLulaNordestenopresaldabaciadeSantos.aspx
05 junho 2013
Escavação em Rocha a Céu Aberto e Subterrânea com uso de Explosivos
Escavação em Rocha a Céu Aberto e Subterrânea com uso de Explosivos, nos dias 13 e 14 de Agosto de 2013 em São Paulo, Brasil.
O Curso tem como objectivo capacitar os participantes de conhecimentos básicos de escavação de rocha a céu aberto e subterrânea em obras civis, com uso de explosivos, de modo que possam planear, detectar, alertar e corrigir desvios de procedimentos e execução das escavações que possam ter impactos negativos na segurança, qualidade e custo do empreendimento.
Informações:
Ministrante: Geól. Luiz Alberto Minicucci
Data: 13 a 14 de agosto de 2013
Horário: das 8:00 às 17:00 horas
Carga Horária: 16 horas
Local: CPRM – Serviço Geológico do Brasil – Rua Costa, 55 – Cerqueira César – São Paulo/SP
Investimento
Sócio ABGE: R$ 600,00 (seiscentos reais) [215€]
Não sócio: R$ 800,00 (oitocentos reais) [287€]
O Curso tem como objectivo capacitar os participantes de conhecimentos básicos de escavação de rocha a céu aberto e subterrânea em obras civis, com uso de explosivos, de modo que possam planear, detectar, alertar e corrigir desvios de procedimentos e execução das escavações que possam ter impactos negativos na segurança, qualidade e custo do empreendimento.
Informações:
Ministrante: Geól. Luiz Alberto Minicucci
Data: 13 a 14 de agosto de 2013
Horário: das 8:00 às 17:00 horas
Carga Horária: 16 horas
Local: CPRM – Serviço Geológico do Brasil – Rua Costa, 55 – Cerqueira César – São Paulo/SP
Investimento
Sócio ABGE: R$ 600,00 (seiscentos reais) [215€]
Não sócio: R$ 800,00 (oitocentos reais) [287€]
INSCRIÇÕES: AQUI
Etiquetas:
Brasil,
Curso,
Explosivos,
Geotecnia,
São Paulo
04 maio 2013
“MONOPÓLIO” BRASILEIRO DO NIÓBIO GERA COBIÇA MUNDIAL
Um metal raro no mundo, mas
abundante no Brasil, considerado fundamental para a indústria de alta
tecnologia e cuja demanda tem aumentado nos últimos anos, tem sido objecto de
controvérsia e de uma série de suspeitas e informações desencontradas que se
multiplicam na internet – alimentando teorias conspiratórias e mitos sobre a dimensão
da sua importância para a economia mundial e do seu potencial para elevar o
Produto Interno Bruto (PIB) do país.
15 março 2013
Forests and Caves of Iron: An Amazon Dilemma
by David Shukman (Science Editor - BBC News)
In the heart of the Amazon rainforest in Brazil,
giant diggers tear into the rock 24 hours a day to extract a dark grey
ore rich in the iron on which every modern economy depends.
The Carajás complex is the largest iron ore mine on the
planet and at any one time 3,000 people are toiling here in the tropical
heat using a fleet of giant machines including trucks the size of
houses.
Amid an ocean of lush green jungle, a series of four manmade
chasms stretching deep into the rock represents an ugly first step in
the long process involved in making steel.
The company operating the mine, the Brazilian giant Vale,
often criticised for causing environmental devastation, claims it is
planning to restore this landscape to its original state.
The conundrum of Carajás is that we all make use of steel but that comes at a price to the natural world.
Constant struggle
This is the source of a constant struggle between Vale's
desire to reach new seams of ore and attempts by the environmental
authorities to keep the expansion under control.
It is also at the core of the debate on sustainable development at the Rio+20 summit under way this week.
I reported on a similar contest in the UK last week, over plans for the expansion of Lydd Airport in Kent close to the wildlife reserve of Romney Marsh.
The iron rush here at Carajás was only triggered by a chance discovery.
An American geologist, whose helicopter needed refuelling at
Carajás in 1967, reputedly bent down to retie a shoelace and noticed the
Amazonian soil littered with chunks of rich ore.
The lumps he found here, almost as black as coal, are
surprisingly heavy - I picked one up - because this ore has one of the
highest iron contents anywhere in the world.
Huge operation
Nearly half a century later, the mine processes a staggering
300,000 tonnes every day and last year generated an immense total of 109
million tonnes - snapped up by the fast-industrialising economies of
Asia.
At first sight the mining operation appears breathtakingly destructive.
For a start the mine is smack in the middle of a National
Forest and what was once a landscape of dense vegetation is a now a
moonscape of bare cliffs and billowing dust.
The whoops and cries of jungle birdsong are replaced by the constant roar and grind of hundreds of massive engines.
But Vale, like most multinationals these days, is eager to
promote the idea that sustainability is embedded in its thinking and
points to a series of measures designed to limit the mine's impact.
The operations manager of the mine, Jaymilson Magalhães, tells me
that the mine complex only covers about 3% of the area of the national
forest and that before any digging can start, the company has to have a
restoration plan to return the area to its original state.
That includes using spoil to fill in the mines once they are
exhausted to reshape the topography - a process we witnessed in one
small area - and undertake a massive replanting programme using native
species.
"I believe we genuinely can restore the forest and we have a strategy to do that," Jaymilson tells me.
"What we do is very careful planning so that when we finish
we know exactly the plants we need to replant and we have nurseries with
the original vegetation.
"When we grow them we will reposition the soil so the forest can grow back to its original state."
| The area is one of great natural beauty |
Trying to be green
Vale also highlights its support for an extensive monitoring
operation in the forest run by the Brazilian Government's conservation
agency ICMBio - so we checked with the agency to get their perspective.
Frederico Drumond Martins of ICMBio is the manager of the
national forest and agrees that Vale is trying to be greener - for
example, he says, he only has 12 rangers but Vale pays for a further 80,
plus cars, boats and the use of a helicopter, all vital to guard
against illegal logging and poaching.
"Vale is really trying to operate sustainably but there's a
long way to go - for Vale the iron comes first and Nature second or
third."
Frederico and his colleagues are locked in a series of disputes with Vale over its plans for new mines in the forest.
"My job," he tells me, "is not to stop the mining - it is
good for the economy and it puts Brazil in a good position in the world -
but it is to control it."
Precious caves
One of his greatest concerns is to preserve a surprising and
recently discovered world beneath the Amazon - a series of caves lurking
in the iron ore under the forest floor.
In this one region, some 2,000 caverns have been found and
scientists regard them as potentially precious features because of their
iron content, unusual biology and archaeological remains.
A cave we descended into hosts four species of bat - only one
of them carnivorous, luckily - and excavations in its floor have
revealed evidence of human habitation as long as 9,000 years ago.
The air inside was cool and musty and there was a constant squeaking from the bats as they fluttered above our heads.
ICMBio and Vale are surveying the caves to rank their importance -
only those granted the highest grade will be saved from mining while
some may be destroyed if others are preserved.
The status of the cave we visited has yet to be decided so its fate is unclear.
| The caves are thought to contain unusual biology |
It lies within a zone identified for potential mining by Vale
but any bid to start digging will require a lengthy planning battle.
The rainforest is under assault from a variety of sources
and, compared to soya planting and cattle grazing, iron ore mining
causes relatively minor damage.
And there's an irony: the vehicles used by the conservation
rangers around are made with steel that may have had its origins in this
very landscape.
Expansion of the mines would create new jobs and lead to
valuable exports. An informal estimate of one planned project is that
the ore could yield, at current prices, a staggering $800bn.
Set against that is a growing awareness of the uniqueness of
the forest, not only with the ecosystems thriving within and below its
canopy, but also a dark and largely unknown realm under the forest
floor.
As Frederico of ICMBio puts it: "The iron is for this generation but the forest is for the next generation."
As the host of the Rio+20 summit this week, Brazil faces its
own difficult choices over how to define the much-disputed phrase
'sustainable development' and what it means for the jungles and caves of
the Amazon.
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Retirado de:
08 março 2013
A Conquista do Pré-Sal
"O pré-sal é hoje uma realidade"
Actualmente, a Petrobras situa-se numa posição estratégica
frente à produção mundial de energia. Desde o inicio da extracção, em 2008, a produção ultrapassou 100 milhões de barris de petróleo, com mais de 200 mil barris diários, nas bacias de Santos e de Campos, estimando alcançar 1 milhão de
barris por dia em 2017.
A Petrobras é pioneira e líder na exploração em águas ultraprofundas. Para descobrir as actuais reservas e operar com eficiência nestas condições foi necessário desenvolver imensa pesquisa e tecnologia própria, actuando em parceria com universidades e centros de investigação.
O que é o Pré-Sal?
O termo pré-sal, tal como o nome indica, refere-se a um reservatório localizado abaixo de uma extensa camada de sal, que chega a atingir 2 mil metros de espessura. A profundidade deste reservatório pode atingir os 7 mil metros de profundidade, encontrando-se a 300 km da costa de grande parte do litoral brasileiro, em águas ultraprofundas, com cerca de 2 mil metros de coluna de água.
As maiores descobertas foram no Brasil, pela Petrobras, na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontram grandes volumes de óleo leve. Por exemplo, na Bacia de Santos o óleo identificado tem uma densidade de 28,5º API, baixa acidez e baixo teor de enxofre, características que conferem alta qualidade e elevado valor comercial.
Volume Recuperável
Os números são bastante consideráveis, o volume de petróleo e gás no pré-sal no Campo de Lula, Campo de Sapinhoa e Cessão Onerosa equivale a todo o volume produzido pela Petrobras, desde a sua fundação até 2011.
Os valores declarados até Setembro de 2012 são de 6,5 bilhões de barris no Campo de Lula, 1,8 bilhões de barris no Campo de Cernambi e 2,1 bilhões de barris no Poço de Sapinhoá.
Investimentos
Actualmente, as estimativas do potencial do pré-sal são superiores aquando a primeira descoberta. A excelência exigida, desde a concepção e gestão de projectos ao fornecimento de bens e serviços, com ênfase especial na habilitação de pessoal, requer grandes investimentos, que rondam o total de US$ 93 mil milhões, cerca de 72 mil milhões de euros.
O aumento da exploração, dada as crescentes necessidades energéticas mundiais, exige procurar novas soluções, enfrentar novos desafios, desenvolver uma nova geração de tecnologias. Na Petrobras, existem projectos que garantem a expansão dos limites exploratórios, por exemplo, identificando produtos que aumentam a resistência à corrosão dos equipamentos usados no pré-sal. Também a optimização de resultados é tema de investigação, testando o fluido injectado no poço para facilitar a extracção de óleo.
O aumento da exploração, dada as crescentes necessidades energéticas mundiais, exige procurar novas soluções, enfrentar novos desafios, desenvolver uma nova geração de tecnologias. Na Petrobras, existem projectos que garantem a expansão dos limites exploratórios, por exemplo, identificando produtos que aumentam a resistência à corrosão dos equipamentos usados no pré-sal. Também a optimização de resultados é tema de investigação, testando o fluido injectado no poço para facilitar a extracção de óleo.
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Retirado de:
http://www.petrobras.com.br/minisite/presal/pt/perguntas-respostas/
http://www.youtube.com/watch?v=gp-zoYRxvvY&feature=relmfu
14 novembro 2011
Rio subterrâneo corre debaixo do Amazonas
Investigadores
brasileiros descobriram indícios da existência de um rio subterrâneo de mais de
seis mil quilómetros de extensão, que corre abaixo do Amazonas, no Brasil,
segundo informa o Observatório Nacional. A descoberta, que faz parte de um
trabalho de doutoramento realizado na instituição, foi feita a partir da
análise das temperaturas de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras, nas
décadas de 1970 e 1980.
“A partir
dos resultados obtidos, foi possível identificar a movimentação de águas
subterrâneas em profundidades de quatro mil metros nesta região”, explica, em
comunicado, a instituição responsável pela investigação. O curso de água
subterrâneo encontrado possui um percurso similar ao do rio Amazonas, e corre a
um fluxo de três mil metros cúbicos por segundo.
Essas
características, segundo Valiya Hamza, o professor orientador da investigação,
levada a cabo por Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do
Amazonas, são semelhantes às de um rio subterrâneo. A metodologia utilizada
baseou-se na identificação de sinais térmicos típicos de movimentos de fluidos
em meios porosos.
O estudo
abrange as áreas das bacias sedimentares dos rios Acre, Solimões, Amazonas,
Marajó e Barreirinhas, todos com leitos nas regiões norte e nordeste do Brasil.
O rio
Amazonas é considerado o segundo rio mais extenso do mundo e o de maior fluxo
de água por vazão. A nascente deste rio está localizada no sul do Peru, mas a
maior parte do leito corre em território brasileiro, no estado do Amazonas.
Em homenagem
ao orientador das investigações, do Laboratório de Geotermia do Observatório
Nacional, os cientistas nomearam este fluxo subterrâneo de «Rio Hamza».
______________________________________
Fonte:http://www.cienciahoje.pt
02 junho 2011
Terceira maior barragem do mundo
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu nesta quarta-feira a licença para a construção da polémica barragem de Belo Monte, na Amazónia, que será a terceira maior do mundo.
A licença para a construção da barragem hidroeléctrica foi concedida à empresa brasileira Norte Energia, anunciou o Ibama em comunicado. O projecto irá inundar uma área de cerca de 500 quilómetros quadrados nas margens do rio Xingu, na parte oriental do estado do Pará, na Amazónia. Representa um investimento de cerca de 12 mil milhões de euros e terá uma capacidade de 11200 megawatts de energia - duas vezes e meia a capacidade somada de todas as barragens de Portugal ou nove vezes a potência da central térmica de Sines.
As autoridades brasileiras têm defendido que a construção da barragem é fundamental para assegurar o fornecimento de energia, mas o projecto tem sido duramente criticado por grupos de ambientalistas e pelas comunidades indígenas da região, uma vez que obrigará ao deslocamento de cerca de 16 mil pessoas, segundo as estimativas oficiais. Várias figuras públicas juntaram-se nos últimos meses aos protestos contra a barragem, incluindo o cineasta James Cameron, realizador de “Avatar”, que já esteve várias vezes no Brasil para apoiar as comunidades indígenas. A Comissão Interamericana para os Direitos do Homem e a Organização dos Estados Americanos chegaram a pedir ao Brasil para suspender a construção.
O Ibama garante, no entanto, que o projecto prevê compensações sociais e ecológicas para a região afectada e sublinha que haverá vazão suficiente numa das zonas afectadas, a Volta Grande do Xingu, de modo a preservar o ecossistema e o modo de vida das populações ribeirinhas. O acordo para a criação da barragem já tinha sido assinado em Agosto pelo ex-Presidente Lula da Silva.
A obra é uma peça importante do Programa de Aceleração e Crescimento do Brasil, lançado pelo Governo Lula da Silva em 2007 e na altura coordenado pela então ministra-chefe da Casa Civil, a actual Presidente Dilma Rousseff. O projecto encontrou resistências, porém, dentro do próprio Governo. O Ibama resistiu à sua aprovação e dois dos seus presidentes demitiram-se, alegadamente perante a pressão para dar luz verde ao projecto. A insistência do Governo no projecto é também apontada como uma das causas que levaram, em 2008, a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a apresentar a sua demissão do Executivo.
A actual ministra brasileira do Ambiente, Izabella Teixeira, defende a barragem como necessária para suprir o grande aumento previso no consumo eléctrico do país. "Eu prefiro discutir energia hidráulica do que energia nuclear no Brasil", disse Izabella Teixeira, numa entrevista ao PÚBLICO, que será publicada na íntegra no próximo fim-de-semana. Segundo Izabella Teixeira, só o nuclear seria uma alternativa à barragem, por representar uma disponibilidade constante de energia eléctrica em grande quantidade. A ministra rejeitou alguns dos argumentos contra o projecto, como a possibilidade de virem a ser inundadas áreas indígenas, algo que, segundo afirma, não irá acontecer.
Belo Monte será a terceira maior barragem do mundo, depois da barragem das Três Gargantas, na China, e a de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. A primeira turbina deverá começar a funcionar em 2015 e a última em 2019. Actualmente, três quartos de toda a electricidade consumida no Brasil vêm de barragens.
As autoridades brasileiras têm defendido que a construção da barragem é fundamental para assegurar o fornecimento de energia, mas o projecto tem sido duramente criticado por grupos de ambientalistas e pelas comunidades indígenas da região, uma vez que obrigará ao deslocamento de cerca de 16 mil pessoas, segundo as estimativas oficiais. Várias figuras públicas juntaram-se nos últimos meses aos protestos contra a barragem, incluindo o cineasta James Cameron, realizador de “Avatar”, que já esteve várias vezes no Brasil para apoiar as comunidades indígenas. A Comissão Interamericana para os Direitos do Homem e a Organização dos Estados Americanos chegaram a pedir ao Brasil para suspender a construção.
O Ibama garante, no entanto, que o projecto prevê compensações sociais e ecológicas para a região afectada e sublinha que haverá vazão suficiente numa das zonas afectadas, a Volta Grande do Xingu, de modo a preservar o ecossistema e o modo de vida das populações ribeirinhas. O acordo para a criação da barragem já tinha sido assinado em Agosto pelo ex-Presidente Lula da Silva.
A obra é uma peça importante do Programa de Aceleração e Crescimento do Brasil, lançado pelo Governo Lula da Silva em 2007 e na altura coordenado pela então ministra-chefe da Casa Civil, a actual Presidente Dilma Rousseff. O projecto encontrou resistências, porém, dentro do próprio Governo. O Ibama resistiu à sua aprovação e dois dos seus presidentes demitiram-se, alegadamente perante a pressão para dar luz verde ao projecto. A insistência do Governo no projecto é também apontada como uma das causas que levaram, em 2008, a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a apresentar a sua demissão do Executivo.
A actual ministra brasileira do Ambiente, Izabella Teixeira, defende a barragem como necessária para suprir o grande aumento previso no consumo eléctrico do país. "Eu prefiro discutir energia hidráulica do que energia nuclear no Brasil", disse Izabella Teixeira, numa entrevista ao PÚBLICO, que será publicada na íntegra no próximo fim-de-semana. Segundo Izabella Teixeira, só o nuclear seria uma alternativa à barragem, por representar uma disponibilidade constante de energia eléctrica em grande quantidade. A ministra rejeitou alguns dos argumentos contra o projecto, como a possibilidade de virem a ser inundadas áreas indígenas, algo que, segundo afirma, não irá acontecer.
Belo Monte será a terceira maior barragem do mundo, depois da barragem das Três Gargantas, na China, e a de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. A primeira turbina deverá começar a funcionar em 2015 e a última em 2019. Actualmente, três quartos de toda a electricidade consumida no Brasil vêm de barragens.
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Fonte: www.publico.pt
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