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27 junho 2012

Parceria entre a FCT da UNL e a Universidade de Évora promove Mestrado em Paleontologia



O plano de estudos do Mestrado em Paleontologia conta com uma dissertação de 60 ECTS, 8 unidades curriculares obrigatórias com 48 ECTS, e 2 unidades curriculares optativas com 12 ECTS. O aluno necessita de 120 ECTS (incluindo a tese), para que lhe seja atribuído o grau de Mestre.

Metade das unidades curriculares será leccionada pela Universidade de Évora e a outra metade pela Universidade Nova de Lisboa, tendo sido distribuídas de forma o mais agregada possível por semestres de forma a utilizar os recursos laboratoriais, humanos e experimentais das duas instituições envolvidas. A dissertação desenvolve-se no segundo ano, podendo o aluno escolher em que Instituição a fará.

São objectivos específicos do Mestrado em Paleontologia:

 1. Aprofundar a formação na área da Paleontologia, a fim de adquirir bases sustentáveis para transmissão de conhecimentos relacionados com esta área científica.

 2. Adquirir formação científica e técnica no domínio da Paleontologia, permitindo compreender e resolver novos paradigmas em contextos multidisciplinares, nomeadamente para um melhor e mais consciente desempenho de actividades técnicas de classificação e gestão do meio natural, particularmente do Paleontológico, da responsabilidade de entidades públicas (Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e autarquias).

 3. Desenvolver capacidades de integração de conhecimentos em situações complexas de âmbito geológico.

 4. Desenvolver uma visão crítica sobre o registo fóssil e sua importância para a compreensão dos processos evolutivos.

 5. Analisar e discutir os aspectos biológicos dos organismos do passado.

 6. Discutir e aplicar teorias, paradigmas e conceitos a fim de obter uma visão global e adequada da História da Terra e da Vida.

 7. Adquirir competências e autonomia para a formulação de propostas de projectos científicos a submeter, especialmente, a programas nacionais da responsabilidade da administração central e regional, num país com uma riqueza paleontológica ainda por explorar.

 8. Ganhar competências que permitam continuar a desenvolver e a adquirir formação ao longo da vida nas áreas disciplinares e afins da Paleontologia, com elevado grau de autonomia, nomeadamente a progressão para um 3º ciclo ciclo de estudos.

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Fonte/Source:
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Departamento Ciências de Terra - http://www.dct.fct.unl.pt/noticias/2012/06/mestrado-em-paleontologia#.T-slOCW-MB8.facebook

19 novembro 2011

Evolução dos continentes na história da Terra

Este post pretende demonstrar a evolução paleogeográfica do planeta Terra, por períodos, desde o Pré-Câmbrico (Era Proterozóica) até ao Quaternário, com o auxilio de imagens.
Pré-Câmbrico:

Fig. 1 - Planeta Terra há 650 Ma. Nessa altura existia o supercontinente Rodinia (ao centro), formado há 1100 Ma, e os oceanos Panafriano e Pantalassa (à esquerda e à direita, respectivamente).
Câmbrico:
Fig. 2 - Planeta Terra há 514 Ma. Passou a existir o supercontinente Gonfwana (em baixo do lado direito, os continentes Laurentia (ao centro), Báltica (entre Laurentia e Gondwana) e Sibéria (do lado direito de Báltica). O oceano Pantalassa migrou e passou a ocupar o hemisfério Norte do planeta e entre Laurentia e Gondwana formou-se o oceano Iapetus, portanto no hemisfério Sul.
Ordovício:
Fig. 3 - Planeta Terra há 458 Ma. Deu-se a migração para Norte dos continentes Gondwana e Sibéria, e formou-se Avalonia (a Sul de Baltica). Em relação aos oceanos, formou-se o oceano Paleo-Thetis entre os continentes Sibéria, Baltica e Gondwana.
Silúrico:
Fig. 4 - Planeta Terra há 425 Ma. Os continentes Baltica e Laurentia chocaram e formaram o "Old Red Sandstone", Avalonia aproximou-se deste novo supercontinente e Sibéria continuou a migrar para Norte. Relativamente aos oceanos, originou-se o Rheic entre "Old Red Sandstone", Avalonia e Gondwana.
Devónico:
Fig. 5 - Planeta Terra há 390 Ma. Neste Período os oceanos Lapetus, Rheic e Paleo-Thetis começaram a fechar-se, formando uma Pré-Pangea. Os continentes "Old Red Sanstone" e Avalonia juntaram-se e deram origem à Euroamerica.
Carbonífero:
Fig. 6 - Planeta Terra no início do Carbonífero, há 356 Ma. Os continentes Euroamerica e Gondwana começaram a fechar para dar origem ao supercontinente Pangea, e formou-se entr eles as montanhas Appalachian e Varisca.

Fig. 7 - Planeta Terra no final do Carbonífero, há 306 Ma. Os continentes Euroamerica e Gondwana finalmente colidiram e originaram o supercontinente Pangea.
Pérmico:
Fig. 8 - Planeta Terra há 255 Ma. O supercontinente Pangea ficou mais consolidado e originaram-se nele vastos desertos e as montanhas Appalachian Variscan consolidaram formando a cadeia montanhosa Central da Pangea. O oceano Thetis iniciou a sua formação entre a Infochina e a Australia.
Triásico:
Fig. 9 - Planeta Terra há 237 Ma. O continente Sibéria juntou-se à Pangea preparando-se a formação da Laurásia no hemisfério Norte, e o oceano Thetis continuou a sua abertura.
Jurássico:
Fig. 10 - Planeta Terra no início do Jurássico, há 195 Ma. Originou-se o supercontinente Laurásia, no hemisfério Norte, e o oceano Paleo-Thetis acabou por se fechar, dando espaço para a expansão do Thetis.

Fig. 11 - Planeta Terra no final do Jurássico, há 152 Ma. O supercontinente separou-se na zona do Equador, passando a existir os supercontinentes Laurásia, no hemisfério Norte, e Gondwana, no hemisfério Sul. Esta separação deu origem ao oceano Atlântico Central e ao oceano Pantalassa, que passou a chamar-se Pacífico.
Cretácico:
Fig. 12 - Planeta Terra há 94 Ma. Os supercontinentes existentes fragmentaram-se. O supercontinente Laurásia fragmentou-se nas montanhas Rocky, na América do Norte e na Eurásia (da esquerda para a direita), e a Gondwana fragmentou-se na América do Sul, na África, na Índia e na Antárctica e Austrália (da esquerda para a direita, e em baixo, respectivamente). Com a fragmentação dos supercontinentes o oceano Atlântico Central migrou para Norte e passou a chamar-se Atlântico Norte, entre as montanhas Rocky e a América so Sul originaram-se o mar Proto-Carabian e o Golfo do México, e entre a América do Norte e a Eurásia formou-se o oceano Árctico.
Paleogénico:
Fig. 13 - Planeta Terra no início do Paleogénico, há 66 Ma, após a grande extinção do Cretácico. Os continentes já estavam encaminhados para as suas posições actuais. As montanhas Rocky colidiram com a América do Norte, a Eurásia passou a formar a Europa e a Ásia, e a Índia iniciou a sua migração para Norte, em direcção à Ásia. Em relação aos oceanos, o Atlântico Norte continuou a sua expansão, formou-se o Atlântico Sul entre a América do Sul e África, e originou-se o oceano Indico entre África, Ásia e Antérctica e Austrália.

Fig. 14 - Planeta Terra a meio do Paleogénico, há 50,2 Ma. A Índia continuou a migrar em direcção à Ásia e inicia-se a formação do Himalaias, a Antárctica separou-se da Austrália e os oceanos Atlântico Norte e Atlântico Sul continuaram a sua expasão.
Neogénico:
Fig. 15 - Planeta Terra há 14 Ma. A Índia finalmente colide com a Ásia e termina a formação dos Himalaias, a Antárctica migra para Sul e a Austrália migra para Norte para as suas posições actuais, e o mar Proto-Carabian deixa de existir com a aproximação da América do Sul com a América do Norte.
Quaternário:
Fig. 16 - Planeta Terra na actualidade. Finalmente os continentes adquirem as posições actuais. No entanto, o ciclo continua.
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Bibliografia:

Scotese, Christopher R. – PALEOMAP Project. Página consultada a 30 de Dezembro de 2010, <http://moodle.fct.unl.pt/mod/resource/view.php?id=132909>.
Pais, João & Rocha, R. (2010) – Quadro de divisões estratigráficas.

06 outubro 2010

Apoio ao estudo - EstPal e PIM

Disponibilizamos duas sebentas para este 1º Semestre.
Lembramos que são meros apoios ao estudo e que não substituem de maneira nenhuma a presença nas aulas. É possível que contenham alguns erros, mas por favor, caso os detectem, contactem-nos para os podermos corrigir.

Estratigrafia e Paleontologia


Petrologia Ígnea e Metamórfica

Obrigado a todos,
A equipa ENGEOweb

Para ter acesso às sebentas ENGEOweb, bastará contactar-nos em: engeo.web@hotmail.com