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18 outubro 2013

Encontrado fragmento do meteorito que caiu na Rússia em Fevereiro de 2013

De acordo com a televisão russa, um fragmento gigante do meteorito que caiu em Fevereiro passado na região dos montes Urais (centro-oeste da Rússia), e que provocou na altura mais de mil feridos, foi hoje retirado do lago Tchebarkoul.

Fragmento do meteorito resgatado do lago Tchebarkoul (fonte:RTP)

Em declarações à agência Interfax, Serguei Zamozdra, professor da universidade de Tcheliabinsk, sublinhou que este achado“estará, provavelmente, entre os 10 maiores meteoritos alguma vez encontrados”.

29 junho 2012

Marte está Cheio de água!



Existem enormes reservas subterrâneas de água em Marte, sugere um artigo recentemente publicado na revista Geology de acordo com o jornal espanhol ABC. A descoberta reforça a ideia de que o planeta vermelho pode ou poderia, eventualmente, hospedar vida. E aumenta as hipóteses de estabelecer colónias humanas no futuro próximo.

Esta é a primeira vez que um grupo de investigadores, liderado por Francis McCubbin, da Universidade do Novo México,EUA, consegue fornecer fortes evidências de que há água no interior de Marte. E, por sinal, muita. Pelo menos a mesma que existe na Terra.

15 novembro 2011

Descoberto em meteorito mineral anterior à formação da Terra

Uma equipa de geólogos da City University of New York (CUNY) e do museu norte-americano de História Natural anunciaram na revista «American Mineralogist» a descoberta de um mineral desconhecido até agora.

O mineral, baptizado como crotita, é o componente principal de uma série de inclusões de um meteorito encontrado no norte de África, o NWA 1934. Este pequeno grão, que devido à sua aparência foi chamado de “ovo partido”, intrigou desde logo os investigadores. Com alguma frequência, os meteoritos contêm pequenos fragmentos ou inclusões de outros materiais cujo estudo se tem revelado uma fonte inesgotável de informação sobre os inícios do sistema solar.

Este terá sido um dos primeiros a formar-se no sistema solar. É um componente original da maior parte dos planetas do sistema e existiu mesmo antes do começo da formação da Terra e dos seus vizinhos.

Encontrar este composto formado naturalmente há mais de 4500 milhões de anos é um “tesouro”, visto que contém informação que pode ajudar a decifrar a origem do sistema solar.

Devido a tais caracteristicas, o Mineral foi alvo de vários estudos para identificação mais precisa do material em questão, sendo assim: foi enviado para o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) onde foi submetido a análises de nanomineralogia para que fossem determinados os seus componentes; Posteriormente, foi estudado com raios-X no Museu de História Natural de Los Angeles, onde se confirmaram os componentes: óxido de cálcio-alumínio, algo nunca observado antes na natureza.

Este é uma rara mistura refractária de cálcio e alumínio. O termo refractário refere-se ao facto de que os grãos contêm minerais que permanecem estáveis a temperaturas muito altas, prova da sua antiguidade, já que se terá condensado nas altas temperatura da nebulosa solar.


O NWA 1934, o "ovo partido", contém crotita, uma mistura refractária de cálcio e alumínio

Fabricar artificialmente este material requer que se utilizem temperaturas de, pelo menos, 1500 graus centígrados. Este “ovo partido” formou-se a baixas pressões, o que é consistente com o facto de que a sua origem data das fases iniciais da nebulosa solar primogénita, da qual se formaram os planetas.


Fontes:
Artigo: Krotite, CaAl2O4, a new refractory mineral from the NWA 1934 meteorite
www.cienciahoje.pt

02 março 2011

Componente de meteoritos importante para o aparecimento da vida na Terra

A análise de um meteorito mostrou que estas rochas vindas do espaço forneceram quantidades apreciáveis de amónia à Terra, uma molécula fundamental para a formação das moléculas da vida como os aminoácidos ou o ADN. A descoberta foi publicada ontem na revista Proceedings of The National Academy of Science.

O meteorito chamado Grave Nunataks 95229 foi encontrado em 1995 na Antárctica e pesa 128,9 gramas. Os cientistas da Universidade Estatal do Arizona submeteram quatro gramas da rocha a uma temperatura de 300ºC e altas pressões, uma estimativa das condições hidrotermais que existiam no início da história da Terra. Este tratamento fez com que a rocha libertasse enormes quantidades de amónia.

“Isto mostra que existem asteróides no espaço que quando são fragmentados e transformam-se em meteoritos podem ter banhado a Terra com uma mistura atractiva de componentes incluindo grandes quantidades de amónia”, disse Sandra Pizzarello, líder da equipa e a primeira autora do artigo.

A amónia foi muito importante para o caldo que permitiu o aparecimento da vida. A molécula, que tem três átomos de hidrogénio ligados a um átomo de azoto, é uma fonte importante de azoto para os aminoácidos ou o ADN - moléculas da vida que integram as células dos seres-vivos.

Mas uma das dúvidas sobre o aparecimento da vida é o fornecimento desta amónia. A informação que se conhece é que na Terra primitiva esta molécula existente seria degradada facilmente pela luz do Sol. “Este material extraterrestre tem o que é necessário”, disse a cientista citada pela BBC News.
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Fonte: publico.pt