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28 outubro 2013

Solo de Marte tem água

    O robô Curiosity da NASA permitiu descobrir que o solo de Marte é composto por cerca de 2% de água, o que dá esperança de hidratar os humanos que um dia explorem o planeta vermelho, anunciaram os cientistas.
Robô Curiosity, Fotografia © NASA / JPL-Caltech (Fonte: DNciência)
    A primeira amostra de solo marciano retirado pelo robô Curiosity revela a presença de materiais com grande percentagem de água. Os resultados foram publicados na revista Science em formato de um artigo especial com mais de cinco páginas dedicadas à missão do robô.

    "Um dos resultados mais interessantes desta primeira amostra solida é a revelação que existe água misturada com partículas do solo”, disse Laurie Lashin, autora do artigo e reitora do Rensselaer Polytechinic Institute. “Cerca de 2% do solo em Marte contem água, e isso é bem interessante”. "Nós víamos Marte como um deserto muito seco e embora isto não seja a quantidade de água que encontramos no solo da Terra (...) é substancial", A amostra também revela grande quantidade de dióxido de carbono, oxigénio e compostos de enxofre.

Amostra de solo de Marte, JPL-Caltech/NASA and MSSS (Fonte: PortalCiência)

  Segundo a mesma cientista, em 0,03 metros cúbicos de solo marciano, o que corresponde, aproximadamente, a um bloco com um pé de largura, altura e profundidade, é possível obter 0,47 litros de água.

    O robô Curiosity pousou na cratera Gale da superfície de Marte em 06 de Agosto de 2012. A sua missão era responder à pergunta: “já existiu vida em Marte, ao longo da sua história?” Para isso, o Curiosity foi carregado de equipamentos que são perfeitos para o processamento de amostras de rocha e solo, os chamados Analisadores de Amostras Marcianas (SAM- Sample Analysis at Mars). Dentro deles podemos destacar um cromatógrafo a gás e um espectrômetro de massa a laser. Estas ferramentas permitem que o robô identifique uma vasta gama de compostos químicos e determine as proporções dos diferentes isótopos de elementos essenciais existentes no planeta.

    No trabalho publicado com a participação de 34 pesquisadores, a amostra de solo marciano foi aquecida até 835ºC. Este procedimento permite uma melhor separação dos isótopos e identificação de elementos químicos. Os autores revelam que o solo marciano pode ser considerado lama. Entretanto compostos orgânicos que sugerem a evidência que o planeta já sustentou vida não foram encontrados.

    Para já, nenhuma agência espacial tem planos para enviar humanos a Marte, mas os Estados Unidos já disseram que pretendem fazer chegar lá os primeiros seres humanos por volta de 2030.

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Adaptado de: 



22 outubro 2013

Imagens mais detalhadas de sempre do 'Grand Canyon' de Marte

    O "Grand Canyon" de Marte pode ser visto com mais pormenor que nunca graças a imagens 3D captadas pela sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia.

"Grand Canyon" de Marte (Fonte: VISÃO)

09 outubro 2013

Marte teve vulcões gigantes, muito explosivos, no início da sua formação



O estudo, liderado pelo investigador Joseph Michalski, do Instituto de Ciência Planetária de Tucson, nos EUA, sugere novas evidências de que Marte pode ter tido vulcões gigantes no passado. A descoberta foi publicada na revista “Nature” e segundo os cientistas, pode mudar o actual panorama sobre a actividade vulcânica e a evolução climática de Marte.

22 janeiro 2013

'Mars Express' mostra leito de rio com 1500 quilómetros em Marte

O rio Reull Vallis é o leito de um rio com vários afluentes que corta as montanhas de Promethei Terra, onde a altitude atinge os 2500 metros, antes de correr na vasta bacia de Hellas, no planeta Marte.

Foi fotografado em alta resolução pela Mars Express (sonda da Agência Espacial Europeia (ESA), organização a que Portugal pertence) e mede 1500 quilómetros de comprimento, tendo 300 metros de profundidade na região que é mostrada na Fig. 1.

Fig. 1 - Pormenor do leito do rio Reull Vallis, no planeta Marte.

A bacia de Hellas é uma bacia de impacto circular localizada no hemisfério sul de Marte e tem um diâmetro de 2300 quilómetros, sendo a maior do planeta. Foi formada provavelmente pelo impacto de um grande asteróide há cerca de 3,9 mil milhões de anos.


Torrentes de água no estado líquido

Os investigadores dizem que o rio Reull Vallis terá sido formado pela passagem de grandes quantidades de água no estado líquido num passado distante do planeta, tendo os sulcos paralelos no leito do rio resultado da ação de detritos e gelo. 

Tudo isto aconteceu no chamado período Hesperiano de Marte, que terminou há 1,8 a 3,5 mil milhões de anos, mas os cientistas acreditam que os sulcos são ricos em gelo e podem também ser encontrados em muitas das crateras próximas do rio Reull Vallis.

Os geólogos da ESA afirmam que toda esta região tem muitas semelhanças com a morfologia das regiões da Terra moldadas pela passagem de glaciares.


A primeira missão planetária da ESA

A Mars Express foi lançada em 2003 e é a primeira missão planetária da ESA. O seu principal objectivo é procurar água no subsolo de Marte, mapear os minerais existentes na superfície do planeta, estudar a composição e circulação da atmosfera.

Apesar do sucesso desta missão em termos de recolha de dados e de descobertas científicas, que já levou ao seu prolongamento até 2014, houve uma parte que correu mal: a aterragem da nave Beagle 2 que a Mars Express transportava, destinada a detectar sinais de vida e a estudar a geoquímica do planeta.

Os cientistas perderam o contacto com a nave antes de pousar em solo marciano e calculam que se tenha despenhado, sendo oficialmente dada como perdida.

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Adaptado de:
Azevedo, V., Expresso, página consultada a 21 de Janeiro de 2013, <http://expresso.sapo.pt/sonda-mostra-leito-de-rio-com-1500-quilometros-em-marte=f780208#ixzz2IJsAA4zx>.

30 setembro 2012

NASA capta imagens de rochas que evidenciam transporte pela água


   O robô Curiosity, enviado pela NASA a Marte, captou imagens do interior da cratera Gale, mais precisamente nos afloramentos rochosos Link e Hottah, localizados na base da parede da cratera (com mais de 5 mil metros de altitude). As fotografias mostram rochas com seixos, possivelmente transportados por um curso de água.



   Em Missões anteriores ao 'Planeta Vermelho' já tinham sido detectados fortes indícios da presença de água, mas só agora se encontraram este tipo de evidências. “É a primeira vez que estamos de facto a ver seixos transportados pela água em Marte. É uma transição entre a especulação sobre o tamanho dos materiais dos leitos dos rios e a sua observação directa”, diz William Dietrich, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, um dos investigadores principais da missão Curiosity. 

   O tamanho e a forma dos constituintes destas rochas dão pistas sobre a velocidade a que a água fluía à superfície e também sobre a sua profundidade. “As formas indicam que foram transportadas e o tamanho indica que não podem ter sido transportadas pelo vento”, diz Rebecca Williams, do Instituto de Ciência Planetária de Tucson, no Arizona. A granulometria varia, desde areia até seixos com o tamanho de uma bola de golfe, sendo a sua maioria arredondada. “Pelo seu tamanho, calculamos que a água se movia a cerca de um metro por segundo, com uma profundidade até à altura do tornozelo ou da anca”, disse Dietrich. 

   “Especula-se muito e há várias teorias sobre os canais de Marte. Esta é a primeira vez que realmente vimos rochas que foram transportadas por água. Já não estamos a especular sobre os sedimentos, estamos sim a observá-los directamente”, diz Dietrich . Os cientistas não conseguem precisar a idade exacta das rochas nem quando estes riachos correram, mas “terão vários milhares de milhões de anos”, indica John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).

   O robô Curiosity é um complexo laboratório científico, capaz de se deslocar com facilidade sobre a superfície de Marte, recolher e analisar amostras e obter imagens mais detalhadas do planeta. Foi lançado no espaço a 26 de Novembro de 2011 e aterrou em Marte a 6 de Agosto de 2012. A sua missão principal é investigar se o planeta teve condições para a existência de vida microbiana, mas também o potencial de habitabilidade do planeta. Um rio de grandes dimensões poderia proporcionar um ambiente habitável. “Ainda que esta não seja a zona em que mais apostávamos para detectar material orgânico, acredito que já encontrámos o primeiro sítio potencialmente habitável”.



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Adaptado de:
http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/robo-da-nasa-encontra-novas-provas-de-exist-1564969
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=55692&op=all

20 setembro 2012

Conferências GeoFCUL - "Marte: da Astronomia à Geologia"

   O Núcleo de Estudantes de Geologia da FCUL irá realizar a sua primeira actividade deste ano lectivo, a palestra "Marte: da Astronomia à Geologia". Com a presença de José Saraiva, doutorando e investigador do CERENA no IST na área de aplicação de metodologias de análise de imagem no estudo da superfície de Marte e da sua evolução geológica.
   A actividade decorrerá no próximo dia 25 de Setembro, a partir das 18H30, na sala 6.2.53. do edifício C6 na FCUL, Campo Grande, Lisboa.



Entrada LIVRE!




Para mais informações contactar negfcul@gmail.com

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29 junho 2012

Marte está Cheio de água!



Existem enormes reservas subterrâneas de água em Marte, sugere um artigo recentemente publicado na revista Geology de acordo com o jornal espanhol ABC. A descoberta reforça a ideia de que o planeta vermelho pode ou poderia, eventualmente, hospedar vida. E aumenta as hipóteses de estabelecer colónias humanas no futuro próximo.

Esta é a primeira vez que um grupo de investigadores, liderado por Francis McCubbin, da Universidade do Novo México,EUA, consegue fornecer fortes evidências de que há água no interior de Marte. E, por sinal, muita. Pelo menos a mesma que existe na Terra.