No âmbito do Ciclo de Conferências comemorativo do 15º aniversário da Sociedade de História Natural, realizar-se-á mais uma conferência, proferida por Mário Cachão (Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) e intitulada de: "Fósseis em Vulcões: o caso do Porto Santo".
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02 novembro 2013
11 outubro 2013
15º Aniversário da SHN - "Das Estrelas aos Sirénios: a ponte entre a Paleontologia e a Cosmologia"
No âmbito do Ciclo de Conferências comemorativo do 15º aniversário da Sociedade de História Natural, realizar-se-á mais uma conferência, proferida por Gonçalo Prista (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) e intitulada de: "Das Estrelas aos Sirénios: a ponte entre a Paleontologia e a Cosmologia".
17 setembro 2013
15º Aniversário da Sociedade de História Natural - "Geossítios de Portugal com pegadas de dinossáurios"
No âmbito do Ciclo de Conferências comemorativo do 15º aniversário da Sociedade de História Natural, realizar-se-á mais uma conferência, proferida pela Vanda Faria dos Santos (Museu Nacional de História Natural e da Ciência) e intitulada de: "Geossítios de Portugal com pegadas de dinossáurios".
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05 setembro 2013
15º Aniversário da SHN - "Darwin, a Geologia e o paradoxo da Biodiversidade"
No âmbito do Ciclo de Conferências comemorativo do 15º aniversário da Sociedade de História Natural, realizar-se-á mais uma conferência, proferida pelo Prof. Carlos Marques da Silva (Departamento de Geologia da Universidade de Lisboa) e intitulada de: "Darwin, a Geologia e o paradoxo da Biodiversidade".
01 julho 2013
15º Aniversário da Sociedade de História Natural - "Das Estrelas aos Sirénios: A Ponte entre a Paleontologia e a Cosmologia"
No âmbito do 15º aniversário da Sociedade de História Natural de Torres Vedras, está a ser organizado um Ciclo de Conferências sobre Paleontologia para o público em geral, que irá decorrer até Dezembro de 2013.
A próxima será no dia 6 de Julho pelas 16.30h na Azenha de Santa Cruz, Praia de Santa Cruz, Torres Vedras. Proferida por Gonçalo Prista (SHN e FCUL) e intitulada: "Das estrelas aos sirénios: a ponte entre a paleontologia e a cosmologia".
Morada e contactos:
Museu Municipal Leonel Trindade,
Praça 25 de Abril, Convento de Nossa Senhora da Graça, Torres Vedras
Terça a Domingo: das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
tlf.: 261 094 746
email:
www.cm-tvedras.pt
https://www.facebook.com/alt.shn?ref=ts&fref=ts
16 maio 2013
15º Aniversário da Sociedade de História Natural - Exposição: “Dinossauros que viveram na nossa terra”
No âmbito da celebração do seu 15º aniversário (1998-2013), a Sociedade de História Natural de Torres Vedras mostra pela primeira vez, numa cooperação com o Museu Municipal Leonel Trindade, os resultados da sua atividade científica através da exposição “Dinossauros que viveram na nossa terra”, exibindo ao público fósseis de dinossauros do Jurássico Superior, e o que se pode aprender com a geologia de Torres Vedras para reconstruir o habitat dos dinossauros que aqui viveram.
Esta viagem no tempo permitirá ao público ver restos de vários grupos de dinossauros, desde carnívoros como o Allosaurusde cambelas, mas também herbívoros como os estegossaurídeos, ornitópodes e os gigantes saurópodes.
Poderão também ser vistos outros grupos de fósseis do Jurássico Superior de Torres Vedras, como restos de peixes, crocodilos, corais e tartarugas, destacando-se destas últimas um exemplar de Selenemys lusitanica, o mais antigo representante do seu grupo conhecida na Europa e escavada na Praia de Santa Rita.
Visite a exposição e surpreenda-se!
Morada e contactos:
Museu Municipal Leonel Trindade,
Praça 25 de Abril, Convento de Nossa Senhora da Graça, Torres Vedras
Terça a Domingo: das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
tlf.: 261 094 746
email:
www.cm-tvedras.pt
15 maio 2013
15º Aniversário da Sociedade de História Natural - Ciclo de Conferências sobre Paleontologia
No âmbito do 15º aniversário da Sociedade de História Natural de Torres Vedras, está a ser organizado um Ciclo de Conferências sobre Paleontologia para o público em geral, que irá decorrer até Dezembro de 2013.
A primeira conferências é já no dia 17 de Maio e conta com as seguintes palestras:
- 21h00 - Francisco Ortega Coloma, Sociedade de História Natural (Torres Vedras, Portugal) e Grupo de Biologia Evolutiva da UNED (Madrid, Espanha) - "Los ultimos ecosistemas com dinosaurios de la Peninsula Iberica";
- 22h00 - Adán Pérez-Garcia, Sociedade de História Natural (Torres Vedras, Portugal) e Universidad Complutense de Madrid (Espanha) - "Historia evolutiva de las tortugas mesozoicas portuguesas y relaciones en el contexto europeo".
Local:
- Sala Polivalente do Convento da Graça (Museu Municipal Leonel Trindade), Torres Vedras
A presença na conferência inclui entrada gratuita na exposição: “Dinossauros que viveram na nossa terra”.
Praça 25 de Abril, Convento de Nossa Senhora da Graça, Torres Vedras
Terça a Domingo: das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
tlf.: 261 094 746
email:
museu@cm-tvedras.pt
educacao@alt-shn.org
www.alt-shn.org
Morada e contactos:
Museu Municipal Leonel Trindade,Praça 25 de Abril, Convento de Nossa Senhora da Graça, Torres Vedras
Terça a Domingo: das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
tlf.: 261 094 746
email:
museu@cm-tvedras.pt
educacao@alt-shn.org
www.alt-shn.org
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15 setembro 2011
A Tartaruga mais antiga da Europa... em Torres Vedras
É a tartaruga de água doce mais antiga da Europa, com 145Ma... e é de Torres Vedras
Vivia numa zona de pântanos e linhas de água sinuosas. O seu fóssil pertence a um género e a uma espécie novos para a ciência. Não muito longe do local onde nadava, o Atlântico Norte começava a formar-se e a separar a Europa da América do Norte.
Estavam a escavar os ossos de um dinossauro num morro junto à foz do rio Alcabrichel, perto de Torres Vedras, quando um deles, Bruno Teodoso, literalmente tropeçou numa tartaruga jurássica. Escorregou e, ao roçar com um braço por cima dos sedimentos, destapou acidentalmente o fóssil de uma tartaruga com 145 milhões de anos.
A equipa de escavação percebeu logo que tinha em mãos uma tartaruga, recorda Bruno Camilo Silva, director do Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia da ALT. "Mas estava muito danificada e não dava para perceber que tipo de tartaruga seria. Só quando se fez o trabalho de preparação em laboratório e a colagem dos fragmentos e se analisou a sistemática filogenética [a relação evolutiva com outras tartarugas] é que percebemos que estávamos perante um animal novo."
Além de ser a tartaruga de água doce mais antiga da Europa, do Jurássico Superior, pertence a um género e espécie novos para a ciência. Selenemys lusitanica é o nome científico que lhe deram.
"Em Portugal, Espanha, Alemanha, França e Inglaterra, já se tinham encontrado placas soltas desta tartaruga, mas ninguém sabia que tartaruga era. Sabia-se que eram de tartaruga, mas não de que tipo", refere Bruno Camilo Silva. "Como esta é a mais completa e articulada, deu para estudá-la e definir que todas as placas que se apanharam na Europa pertencem a um novo género e espécie."(…)
Uma descoberta deste calibre ajuda a completar o puzzle geográfico dos continentes, neste caso no Jurássico Superior. Há 145 milhões de anos, a Europa e a América do Norte começavam a afastar-se uma da outra e, entre as duas, ia nascendo o Atlântico Norte. Não era um oceano a perder de vista, como agora. Com o início da sua abertura, formava-se na faixa oeste da Península Ibérica, em águas pouco profundas, a Bacia Lusitânica. Era a maior das bacias portuguesas interiores de então, que se estendeu desde o Triásico (235 milhões de anos) até ao Cretácico Inferior (que terminou há 99 milhões de anos), estando o Jurássico entre aqueles dois períodos geológicos.
Os fósseis encontrados nos sedimentos da Bacia Lusitânica permitem conhecer os grupos de animais que povoaram a Europa no momento em que ocorria a sua separação da América do Norte.
"Temos grupos de répteis que parecem ser próprios da Península Ibérica, que é o caso desta tartaruga. Com o processo de abertura do Atlântico, podia haver uma ligação terrestre, mas as barreiras naturais impediam as formas mais pequenas de passar de um lado para o outro." Por isso, os fósseis de tartarugas dão pistas importantes para o estudo das descontinuidades geográficas. No caso da Selenemys lusitanica, ela pertence a um grupo de tartarugas que estava presente tanto na América do Norte como na Europa, um grupo que ainda hoje existe, chamado pleurosternídeo. Mas é mais aparentada com outras tartarugas europeias do que com formas da América do Norte suas contemporâneas. Esta evolução separada nos dois continentes, gerando espécies próprias em cada um, deveu-se provavelmente à capacidade de dispersão limitada das tartarugas. "Podemos concluir - remata Francisco Ortega - que existiam tartarugas deste grupo para as quais o Atlântico era uma barreira intransponível no final do Jurássico."
A Selenemys lusitanica era pequena, com cerca de 40 centímetros de comprimento. O local onde foi descoberta estava perto do mar da Bacia Lusitânica, mas, pelo tipo de sedimentos, sabemos que era ainda uma zona continental. Era um ambiente fluvial, com linhas de água sinuosas, em forma de meandros, e que seria muito propício à preservação e fossilização de restos de animais do Jurássico Superior.
Adaptado de: Fórum Estudante
Vivia numa zona de pântanos e linhas de água sinuosas. O seu fóssil pertence a um género e a uma espécie novos para a ciência. Não muito longe do local onde nadava, o Atlântico Norte começava a formar-se e a separar a Europa da América do Norte.
A equipa de escavação percebeu logo que tinha em mãos uma tartaruga, recorda Bruno Camilo Silva, director do Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia da ALT. "Mas estava muito danificada e não dava para perceber que tipo de tartaruga seria. Só quando se fez o trabalho de preparação em laboratório e a colagem dos fragmentos e se analisou a sistemática filogenética [a relação evolutiva com outras tartarugas] é que percebemos que estávamos perante um animal novo."
Além de ser a tartaruga de água doce mais antiga da Europa, do Jurássico Superior, pertence a um género e espécie novos para a ciência. Selenemys lusitanica é o nome científico que lhe deram.
"Em Portugal, Espanha, Alemanha, França e Inglaterra, já se tinham encontrado placas soltas desta tartaruga, mas ninguém sabia que tartaruga era. Sabia-se que eram de tartaruga, mas não de que tipo", refere Bruno Camilo Silva. "Como esta é a mais completa e articulada, deu para estudá-la e definir que todas as placas que se apanharam na Europa pertencem a um novo género e espécie."(…)
Uma descoberta deste calibre ajuda a completar o puzzle geográfico dos continentes, neste caso no Jurássico Superior. Há 145 milhões de anos, a Europa e a América do Norte começavam a afastar-se uma da outra e, entre as duas, ia nascendo o Atlântico Norte. Não era um oceano a perder de vista, como agora. Com o início da sua abertura, formava-se na faixa oeste da Península Ibérica, em águas pouco profundas, a Bacia Lusitânica. Era a maior das bacias portuguesas interiores de então, que se estendeu desde o Triásico (235 milhões de anos) até ao Cretácico Inferior (que terminou há 99 milhões de anos), estando o Jurássico entre aqueles dois períodos geológicos.
Os fósseis encontrados nos sedimentos da Bacia Lusitânica permitem conhecer os grupos de animais que povoaram a Europa no momento em que ocorria a sua separação da América do Norte.
"Temos grupos de répteis que parecem ser próprios da Península Ibérica, que é o caso desta tartaruga. Com o processo de abertura do Atlântico, podia haver uma ligação terrestre, mas as barreiras naturais impediam as formas mais pequenas de passar de um lado para o outro." Por isso, os fósseis de tartarugas dão pistas importantes para o estudo das descontinuidades geográficas. No caso da Selenemys lusitanica, ela pertence a um grupo de tartarugas que estava presente tanto na América do Norte como na Europa, um grupo que ainda hoje existe, chamado pleurosternídeo. Mas é mais aparentada com outras tartarugas europeias do que com formas da América do Norte suas contemporâneas. Esta evolução separada nos dois continentes, gerando espécies próprias em cada um, deveu-se provavelmente à capacidade de dispersão limitada das tartarugas. "Podemos concluir - remata Francisco Ortega - que existiam tartarugas deste grupo para as quais o Atlântico era uma barreira intransponível no final do Jurássico."
A Selenemys lusitanica era pequena, com cerca de 40 centímetros de comprimento. O local onde foi descoberta estava perto do mar da Bacia Lusitânica, mas, pelo tipo de sedimentos, sabemos que era ainda uma zona continental. Era um ambiente fluvial, com linhas de água sinuosas, em forma de meandros, e que seria muito propício à preservação e fossilização de restos de animais do Jurássico Superior.
23.02.2011 por Teresa Firmino, in Publico.pt
Adaptado de: Fórum Estudante
30 março 2011
Associação Leonel Trindade - Sociedade de História Natural
A ALT-Sociedade de História Natural, é uma organização científica sem fins lucrativos, sediada em Torres Vedras (Portugal) e que desenvolve trabalhos de investigação paleontológica, em particular sobre vertebrados fósseis, tendo igualmente como objectivo a promoção do património paleontológico e geológico.
Outras iniciativas no domínio da investigação científica e actividades pedagógicas, nomeadamente na área da arqueologia e da paleobiologia humana são também desenvolvidas no âmbito da instituição. Para além da investigação científica, a ALT-Sociedade de História Natural assume-se como uma entidade vocacionada para a gestão do património paleontológico e geo-histórico, tendo ao seu cuidado uma das maiores colecções paleontológicas do país, composta por fósseis de vertebrados e invertebrados do Jurássico superior.
A associação promove vários cursos e workshops nomeadamente de iniciação aos SIG, bases de dados, webmapping, etc... Também oferece workshops de geoarquelogia, ilustração paleontológica, entre outros.
http://www.alt-shn.org
Outras iniciativas no domínio da investigação científica e actividades pedagógicas, nomeadamente na área da arqueologia e da paleobiologia humana são também desenvolvidas no âmbito da instituição. Para além da investigação científica, a ALT-Sociedade de História Natural assume-se como uma entidade vocacionada para a gestão do património paleontológico e geo-histórico, tendo ao seu cuidado uma das maiores colecções paleontológicas do país, composta por fósseis de vertebrados e invertebrados do Jurássico superior.
A associação promove vários cursos e workshops nomeadamente de iniciação aos SIG, bases de dados, webmapping, etc... Também oferece workshops de geoarquelogia, ilustração paleontológica, entre outros.
http://www.alt-shn.org
25 janeiro 2011
O novo dinossauro de Torres Vedras (e outros dinossauros da Ibéria)
Uma primeira aproximação a um novo tipo de ornitópode Camptosaurídeo do Jurássico Superior, de Torres Vedras (Bacia Lusitaniana, Portugal), e as suas relações de parentesco com os membros desta linhagem da América do Norte foi apresentada durante a reunião científica – «70th Annual Meeting Society of Vertebrate Paleontology» – que decorreu na instalações da sociedade, em Pittsburgh (Pensilvânia, Estados Unidos). Os recentes dados serão publicados no blog da ALT-Sociedade de História Natural.
A atribuição contemplou o espécime da colecção de referência da ALT-Sociedade de História Natural (ALTSHN.0015) – Camptosaurus aphanoecets, recentemente descrita (Carpenter & Wilson, 2008) na Morrison Formation (EUA).
Uma vez mais, Portugal e a Península Ibérica (em particular com a presença do dinossauro saurópode espanhol Turiasaurus em Torres Vedras e Lourinhã) apresentam-se como um espectacular cenário biogeográfico, com faunas de dinossauros endémicas e partilhadas com a América do Norte.
A presença de formas estreitamente relacionadas com faunas sincrónicas no registo norte-americano, em simultâneo com formas endémicas e outras partilhadas pelo registo europeu, está ainda muito dependente da interpretação das relações de parentesco de muitos grupos representados.
A presença de formas estreitamente relacionadas com faunas sincrónicas no registo norte-americano, em simultâneo com formas endémicas e outras partilhadas pelo registo europeu, está ainda muito dependente da interpretação das relações de parentesco de muitos grupos representados.
Intercâmbio de dinossauros
Os terópodes Lourinhanosaurus e Aviatyrannis são, de momento, exclusivos da Península Ibérica e Ceratosaurus e Torvosaurus seriam formas partilhadas (pelo menos a nível genérico) com o registo sincrónico de América do Norte. A ocorrência de Allosaurus em Portugal é muito mais conclusiva. Surgindo em Pombal e em Torres Vedras (nas arribas da Praia de Cambelas), a descrição destes exemplares constitui a primeira referência robusta de um Allossaurídeo na Europa, do género fora da América do Norte e de uma espécie de dinossauro partilhada entre a Europa e os EUA.
Os restos de Allosaurus conhecem-se bem nas camadas sincrónicas da Formação Morrison, nos Estados Unidos, mas o achado dos exemplares portugueses sugere uma distribuição mais ampla da espécie ao largo da Laurasia. Esta presença de faunas partilhadas leva a supor a existência de uma ligação terrestre, pontualmente emersa ao largo do Atlântico Norte, e que permitiria o intercâmbio de dinossauros entre os dois continentes. A estas espécies, juntam-se ainda Stegosaurus armatus de Casal Novo (Batalha).
Acima: representação interpretativa de Lourinhanosaurus
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