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05 setembro 2013

15º Aniversário da SHN - "Darwin, a Geologia e o paradoxo da Biodiversidade"



No âmbito do Ciclo de Conferências comemorativo do 15º aniversário da Sociedade de História Natural, realizar-se-á mais uma conferência, proferida pelo Prof. Carlos Marques da Silva (Departamento de Geologia da Universidade de Lisboa) e intitulada de: "Darwin, a Geologia e o paradoxo da Biodiversidade".

02 julho 2013

Ciência Viva no Verão 2013

   De 15 de Julho a 15 de Setembro de 2013, passeios científicos, observações astronómicas, visitas a obras de engenharia, castelos e faróis, em todo o território nacional, na companhia de especialistas de instituições científicas, museus, centros ciência viva, associações e empresas. 

   A participação nas acções é gratuita, mas de inscrição obrigatória ( a partir das 15 horas do dia 5 de Julho).



24 janeiro 2013

JORTEC 2013 - Geociências na Sociedade: perspectivas


Evento, de entrada gratuita, a decorrer durante o dia 19 de Fevereiro de 2013 no Campus de Caparica (FCT UNL) organizado pelos colaboradores do ENGEOweb.

A manhã irá ser preenchida por várias palestras, participando os seguintes oradores:
  • Professor Doutor António Costa e Silva (Partex Oil and Gas);
  • Doutor João Lobo-Ferreira (LNEC);
  • Mestre Luís Martins (Colt Resources);
  • Engenheiro Carlos Baião (CENOR);
  • Engenheiro José Arega Lopes (Galp Energia).
Moderação: Professora Doutora Ana Paula Silva (FCT UNL)

Da parte da tarde haverá uma Mostra de Empresas & Associações ligadas às Geociências.

Inscrições disponíveis AQUI!

Toda a informação constantemente actualizada em:

eventos.fct.unl.pt/engeojortec13

21 outubro 2012

Workshop de Cartografia Geológica - 23, 24 e 25 de Novembro de 2012

O GEOCLUBE da Universidade de Évora está a organizar, em parceria com o NEGFCUL (Nucleo de Estudantes de Geologia da Faculdade de Ciências de Lisboa), um Workshop de Cartografia Geológica que se irá realizar no Convento das Maltezas nos dias 23, 24 e 25 de Novembro de 2012.


Esta actividade será realizada no pólo de Estremoz da Universidade de Évora e terá como coordenadores os Professores Rui Dias e Alexandre Ara, ambos do Departamento de Geologia da Universidade de Évora e investigadores do Centro de Geofísica de Évora, e Noel Moreira, investigador do mesmo centro.

Terá um preço de 25 EUROS (Workshop + Alojamento + Jantar) e os módulos a serem leccionados serão:
  • Modulo I: Cartografia de Orógenos, uma introdução... – Alexandre Araújo;
  • Modulo II: Do Mapa de geologia de Portugal à evolução Paleozoica da Iberia – Rui Dias;
  • Modulo III: Aplicação de SIG’S à Cartografia – Noel Moreira.
Mais informações em:


07 fevereiro 2012

Lisboa e Geologia 1. - Introdução





Infelizmente, para poucos, é clara a estreita ligação que uma cidade tem com a geologia. Não só pelo facto de ser nela que se cravam as fundações dos mais grandiosos palácios, das mais esplendorosas igrejas e das mais humildes das casas. A cidade cresce e vive de toda uma rede de recursos, dos quais o mais importante é a água. Nós vivemos da água, sim. Tiramos dela sustento. Mas também se cultivam os solos e também se extrai pedra para construir. Toda a construção de uma cidade está dependente da proximidade dos recursos naturais. Não será por acaso que Lisboa é, sem sombra de dúvida, a Capital do Lioz.



Mas não é só do chão propriamente dito que se faz a cidade. A sua forma também é importante. Colinas e vales, terrenos mais aplanados, cursos de ribeiras, todos estes «acidentes» condicionam o crescimento, expansão e organização de uma cidade. Vejam-se as colinas e os «Altos», vejam-se os terreiros e os cabeços, vejam-se as praias. Beba-se das fontes!

E o que é que condiciona tudo isso?
A geologia. As rochas em que se fundou a cidade, são também quem lhe dá as colinas solarengas e os vales cada vez mais escondidos.
 

Lisboa não é (e ainda bem) a planura que há noutros sítios. Como o Marquês de Pombal descobriu, a cidade não pode ser erguida a régua e esquadro. E ainda bem.




Com o crescimento dos bairros, com os anos, as pedreiras que havia nos «arrabaldes», foram ficando esquecidas, passando a fazer cada vez mais parte do coração cosmopolita. E assim se encontram as inúmeras ruas das «pedreiras». E não só.

Lisboa é muita mais rica em toponímia geológica do que os mais desatentos possam pensar. Viajemos, então, às ruas da capital, e descubramos mais algumas das estórias que a História não deve esquecer. 



Mais fotos da antiga Lisboa AQUI

06 fevereiro 2012

Sopas de Pedra

Como nem tudo o que se encontra pela vastidão que é a internet é necessariamente mau, desta vez, chamados à atenção por um colega e leitor do engeoweb, vimos "promover" um outro blog.




Talvez conheçam o autor.
Talvez já tenham ouvido falar no "Senhor dos Dinossauros".
Talvez o conheçam mas não sabem.
Talvez o queiram conhecer.
Falamos de Galopim de Carvalho.



07 janeiro 2011

Apontamentos de Geologia Geral I -Sismos e sismologia I


Sismos, terramotos ou abalos sísmicos, todos são movimentos naturais, bruscos e de duração relativamente curta. O seu estudo, assim como dos abalos artificiais provocados pelo Homem, é feito pela Sismologia, área científica que se tem vindo a revelar ser de grande importância para a compreensão das principais características do interior da Terra.

Os sismos podem ocorrer naturalmente devido a movimentos de origem tectónica, actividade vulcânica, deslocamentos superficiais de terreno (abatimentos, escorregamentos). No caso de serem induzidos pelo Homem, podem resultar de explosões nucleares subterrâneas, grandes barragens, da injecção de fluidos em furos profundos, etc.

Um sismo consiste na vibração das partículas do solo produzida por uma brusca libertação de energia acumulada num qualquer ponto no interior da Terra designado de foco ou hipocentro. Esta acumulação de energia resulta da deformação progressiva e elástica das rochas por efeito de enormes forças de tensão que se fazem sentir sobre elas, sobretudo nos limites das placas tectónicas.

De acordo com a Teoria do Ressalto Elástico, a libertação de energia ocorre quando é ultrapassado o limite de elasticidade das rochas sujeitas a deformação, ocorrendo rupturas no interior da massa rochosa. Na zona de fractura, a falha activa, verifica-se o deslizamento brusco (ressalto) de um lado da falha relativamente ao outro. Este fenómeno é seguido de um reajustamento elástico que tende a repor a posição original dos dois blocos da falha.

O epicentro não é mais do que o ponto geográfico na superfície terrestre directamente acima do foco, e, como tal, o ponto à superfície onde o sismo se faz sentir com maior força.
A ocorrência de um sismo de grande expressão é muitas vezes precedida de pequenos abalos conhecidos por abalos premonitórios. Igualmente frequentes, são as réplicas ocorridas após os sismos, que, podendo suceder-se em número variável, são abalos de menor dimensão que traduzem a existência de movimentos de reajustamento junto à falha gerada pelo sismo.


A medição dos sismos
Actualmente, um sismo é medido através da sua intensidade e/ou da sua magnitude.
A intensidade sísmica é uma grandeza subjectiva, uma vez que é determinada em função dos efeitos provocados pelas ondas sísmicas nas regiões atingidas. A escala mais utilizada para medir a intensidade é a escala modificada de Mercalli, de natureza qualitativa e variando em 12 graus. O facto de diferentes regiões atravessadas pelas ondas sísmicas apresentarem diferentes graus de intensidade está relacionado com as características litológicas regionais e com a densidade populacional. A primeira influencia a maneira como o terreno reage à passagem das ondas sísmicas (terrenos mais frágeis têm tendência a quebrar e estabilizar após a passagem das ondas, enquanto zonas pouco rígidas, como as areias, têm tendência para continuar a reproduzir os efeitos das ondas sísmicas, funcionando quase como que «amplificadores»). A segunda está relacionada com o carácter subjectivo da escala de Mercalli, isto é, não poderá ser atribuída uma intensidade sísmica a uma região se ninguém recolher dados sobre o que nela se passou. 


A magnitude é uma grandeza definida em função da amplitude máxima das ondas sísmicas verificada nos sismogramas. Este parâmetro, conjugado matematicamente com a distância epicentral, permite quantificar a energia libertada no foco de um sismo, independentemente do local onde as captações tenham sido feitas. Dado o seu carácter objectivo, é possível atribuir um único valor de magnitude a um sismo, utilizando-se para esse efeito a escala de Richter. Esta é uma escala logarítmica com base dez, o que, em termos práticos, significa que um sismo de intensidade 5, será 10 vezes maior do que um com intensidade 4, e por aí em diante. 


03 novembro 2010

Jovens geólogos emigram para a Mongólia

A falta de ofertas de emprego em Portugal levou quatro jovens licenciados em geologia a emigrar para a Mongólia, onde trabalham para uma empresa de exploração de carvão no deserto de Gobi, "no meio de nada". Sara Ferreira, um dos membros do grupo, disse à Lusa que tudo começou há pouco mais de um ano, quando, concluída a licenciatura, procurava em vão um trabalho de geologia em Portugal. Sem encontrar oportunidades de emprego soube então, através de ex-colegas do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da oferta de trabalho na Mongólia. 

 "Decidi concorrer e fui aceite, mesmo sem experiência em exploração geológica", afirmou, acrescentando que fez a primeira viagem até à Mongólia em meados de Agosto de 2005. Mais tarde, em Outubro, juntaram-se a ela os colegas João Geraldes e Rita Ferreira e, em Fevereiro passado, chegou Sónia Coelho, todos finalistas de 2004, com idades entre os 25 e os 26 anos, e amigos desde os tempos da faculdade.
O trabalho envolve uma equipa de 70 pessoas - entre geólogos, geofísicos, perfuradores e pessoal de apoio -, que estão instaladas em Gobi sul, a 60 quilómetros de Dalanzdgag, "precisamente no meio de nada", explicou Sara Ferreira.  "O grupo é bastante internacional e, além de mongóis, tem norte-americanos, australianos, irlandeses, búlgaros, sul-africanos, russos, neo-zelandeses, canadianos, panamenses e colombianos". E afirmou: "O nosso contingente é o maior a seguir aos mongóis".
 
Todos eles trabalham e vivem no deserto, um campo composto unicamente por "gers", as habitações tradicionais mongóis, durante períodos de seis semanas intervalados por duas semanas de férias, geralmente gozadas em casa, em Portugal , referiu. "O trabalho é duro, uma vez que envolve turnos de entre 12 e 14 horas, sem dias de descanso", contou. Além disso, acrescentou, "a língua é das mais difíceis que conheço e o tempo é de extremos, com calor no Verão e temperaturas até 30 graus negativos no Inverno".


Boas condições de trabalho

Porém, tendo em conta o local, as condições de trabalho são boas: "Temos Internet, computadores, um 'ger' para ver televisão e DVDs, e as casas de banho, também em 'gers' são bastante aceitáveis". O trabalho resume-se a um projecto de exploração de carvão e vai desde o reconhecimento à cartografia, passando pela perfuração, até à modelação de recursos e aos estudos geotécnicos que precederão a abertura de uma mina.

"O projecto dura há dois anos e é neste momento incerto quando acabará" para passar à fase de abertura da mina, disse ainda. Localizado no centro-leste da Ásia, a Mongólia é um vasto país de 1.565 .000 kms2 e apenas 2,3 milhões de habitantes, ocupado em grande parte pelo deserto de Gobi. Independente da China desde 1921, o país passou a República Popular em 1924 e autonomizou-se da ex-URSS, de que era estado satélite, a partir de 1990.

Mas apesar da distância e da dureza das condições de vida, Sara Ferreira sente que teve "muita sorte" em trabalhar na Mongólia, "ainda por cima como primeiro emprego", e considera os mongóis gente "bastante amigável, hospitaleira e humilde". "Gostam de comer, rir e beber, como qualquer português", concluiu.
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Fonte: Ciência Hoje (2006)