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11 abril 2012

Monitor Sismico / Seismic Monitor

Se queres/precisas de saber a actividade sísmica a tempo real e nos últimos 30 dias, então visita:




If you want/need to know the seismic activity in real time and in the last 30 days, thus visit:




Fig. 1 - Visualização do Monitor Sísmico / Preview of Seismic Monitor.


07 janeiro 2011

Apontamentos de Geologia Geral I -Sismos e sismologia I


Sismos, terramotos ou abalos sísmicos, todos são movimentos naturais, bruscos e de duração relativamente curta. O seu estudo, assim como dos abalos artificiais provocados pelo Homem, é feito pela Sismologia, área científica que se tem vindo a revelar ser de grande importância para a compreensão das principais características do interior da Terra.

Os sismos podem ocorrer naturalmente devido a movimentos de origem tectónica, actividade vulcânica, deslocamentos superficiais de terreno (abatimentos, escorregamentos). No caso de serem induzidos pelo Homem, podem resultar de explosões nucleares subterrâneas, grandes barragens, da injecção de fluidos em furos profundos, etc.

Um sismo consiste na vibração das partículas do solo produzida por uma brusca libertação de energia acumulada num qualquer ponto no interior da Terra designado de foco ou hipocentro. Esta acumulação de energia resulta da deformação progressiva e elástica das rochas por efeito de enormes forças de tensão que se fazem sentir sobre elas, sobretudo nos limites das placas tectónicas.

De acordo com a Teoria do Ressalto Elástico, a libertação de energia ocorre quando é ultrapassado o limite de elasticidade das rochas sujeitas a deformação, ocorrendo rupturas no interior da massa rochosa. Na zona de fractura, a falha activa, verifica-se o deslizamento brusco (ressalto) de um lado da falha relativamente ao outro. Este fenómeno é seguido de um reajustamento elástico que tende a repor a posição original dos dois blocos da falha.

O epicentro não é mais do que o ponto geográfico na superfície terrestre directamente acima do foco, e, como tal, o ponto à superfície onde o sismo se faz sentir com maior força.
A ocorrência de um sismo de grande expressão é muitas vezes precedida de pequenos abalos conhecidos por abalos premonitórios. Igualmente frequentes, são as réplicas ocorridas após os sismos, que, podendo suceder-se em número variável, são abalos de menor dimensão que traduzem a existência de movimentos de reajustamento junto à falha gerada pelo sismo.


A medição dos sismos
Actualmente, um sismo é medido através da sua intensidade e/ou da sua magnitude.
A intensidade sísmica é uma grandeza subjectiva, uma vez que é determinada em função dos efeitos provocados pelas ondas sísmicas nas regiões atingidas. A escala mais utilizada para medir a intensidade é a escala modificada de Mercalli, de natureza qualitativa e variando em 12 graus. O facto de diferentes regiões atravessadas pelas ondas sísmicas apresentarem diferentes graus de intensidade está relacionado com as características litológicas regionais e com a densidade populacional. A primeira influencia a maneira como o terreno reage à passagem das ondas sísmicas (terrenos mais frágeis têm tendência a quebrar e estabilizar após a passagem das ondas, enquanto zonas pouco rígidas, como as areias, têm tendência para continuar a reproduzir os efeitos das ondas sísmicas, funcionando quase como que «amplificadores»). A segunda está relacionada com o carácter subjectivo da escala de Mercalli, isto é, não poderá ser atribuída uma intensidade sísmica a uma região se ninguém recolher dados sobre o que nela se passou. 


A magnitude é uma grandeza definida em função da amplitude máxima das ondas sísmicas verificada nos sismogramas. Este parâmetro, conjugado matematicamente com a distância epicentral, permite quantificar a energia libertada no foco de um sismo, independentemente do local onde as captações tenham sido feitas. Dado o seu carácter objectivo, é possível atribuir um único valor de magnitude a um sismo, utilizando-se para esse efeito a escala de Richter. Esta é uma escala logarítmica com base dez, o que, em termos práticos, significa que um sismo de intensidade 5, será 10 vezes maior do que um com intensidade 4, e por aí em diante. 


22 dezembro 2010

Açores dão sinal de vida - actividade sísmica ao largo da ilha das Flores (Azores seismic activity)

 Nos últimos dias tem se vindo a verificar a ocorrência de sucessivos sismos na Crista Média Oceânica, gigantesca cadeia montanhosa submarina sob a qual estão as ilhas dos Açores. Admite-se uma possível origem vulcânica para os mais de 100 abalos que se têm registado.


Os sismos de comportamento irregular, têm tido magnitudes entre os 3 e 4 graus na escala de Richter, e,  por isso não têm sido notados pelas populações mais próximas (na ordem dos 120/150km  de distância).

Dada a posição e origem da próprias ilhas dos Açores, admite-se que os recentes abalos estejam directamente relacionados com actividade vulcânica localizada entre os 800 e 2000m de profundidade.

Tendo em conta a profundidade a que se está a desenrolar a actividade sísmica mais significativa, seria necessária uma elevadíssima quantidade de material vulcânico para que se formasse um novo ilhéu. Apesar de tudo, no passado há registos de ilhéus que surgiram desta forma nos Açores. Em 1811 surgiu um ao largo da ilha de S. Miguel, onde o mar é menos profundo do que na zona em que se registaram os sismos mais recentes. No entanto, esse novo ilhéu, que chegou a receber o nome de ilha Sabrina, não resistiu intacto até ao fim desse mesmo ano devido à erosão marinha.

As populações insulares não correm quaisquer riscos, sendo que os únicos cuidados a ter vão para os navios que naveguem na zona da possível erupção.


Quando ocorrem próximo da superfície, os vulcões submarinos podem projectar cinzas para a atmosfera, no entanto, e este é o caso, quando ocorrem a maiores profundidades na ordem dos mil metros, o material expelido é lava, que pelo contacto brusco do material escaldante com as águas a muito menor temperatura, vai assumindo uma forma característica: as «lavas em almofada» ou pillow-lavas.


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In the last few days it has been observed the occurrence of successive earthquakes in the Mid-Atlantic Ridge Ocean, a vast underwater mountain range beneath which are the islands of the Azores. It is assumed a possible volcanic origin for the more than 100 quakes that have occurred.
  
The earthquakes have an erratic behavior, with magnitudes ranging between 3 and 4 degrees on the Richter scale.

Given the depth where more significant seismic activity  is taking place, it would be necessary a enormous amount of volcanic material in order to form a new island. After all, in the past there are records of small islands which born this way in the Azores. In 1811, off the coast of the island of St. Miguel, where the sea is shallower than the zone in which earthquakes have been recorded more recently, a new island emerged. However, this new island, which came to be named after Sabrina Island, did not survive intact until the end of that same year due to sea erosion. 

The islanders are not at risk, and the only care to have  is with ships sailing in the area of the possible eruption.

When eruptions occur near the surface, the submarine volcanoes can project ash into the atmosphere, however, and this is the case, when they occur at greater depths in the order of one thousand meters, the expelled material is lava, which at the sudden contact with water at much lower temperature, takes on a characteristic shape: the pillow lavas.