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24 novembro 2013

Ponte à Prova de Sismos

    Considerado um marco do século XXI, na Grécia, a ponte Rion-Antirion é considerada a maior ponte do mundo suspensa por cabos.

    Localizada na região Ocidental da Grécia, liga as cidades de Rion e Antirion, ligando a península do Peloponeso ao continente.

   A ponte foi projectada e construída, a fim de lidar com as condições físicas extremamente difíceis entre aquelas duas cidades. Profundidade elevada de água, camadas de solo fraco, actividade sísmica intensa, ventos fortes e deslocamentos numa das falhas mais activas da Europa são algumas das dificuldades que construtores e projectistas tiveram de ultrapassar, e que se explicam neste Documentário da National Geographic.

   Devido ao carácter inovador desta estrutura o projecto foi premiado com nove distinções pela comunidade científica internacional.


    Pode ler mais sobre o projecto aqui.

A ponte Rion-Antirion, ligando o Peloponeso ao continente (Wikipedia)

29 novembro 2012

Tsunami "voltou a invadir" a costa portuguesa

Um tsunami semelhante ao provocado pelo terramoto de 1755, com ondas que podem chegar aos nove metros de altura na ponta de Sagres, foi simulado nos dias 27 e 28 deste mês nos computadores em rede dos centros de alerta de 19 países do nordeste do Atlântico, incluindo Portugal (Fig. 1).

Fig. 1 - Simulação de um tsunami gerado por um maremoto
a 165 km a Sudoeste do Cabo de São Vicente.

Trata-se de um exercício patrocinado pela UNESCO, que estará operacional em 2013, no âmbito da criação do Sistema de Mitigação e Aviso Prévio de Tsunamis para o Nordeste do Atlântico e Mediterrâneo, chamado NEAMWave12. O seu objectivo é testar pela primeira vez e em simultâneo as comunicações e a capacidade de resposta das autoridades de protecção civil ou de gestão de emergência a um evento extremo deste tipo.

As comunicações serão testadas entre os países candidatos à instalação do futuro centro regional de alerta (Portugal, Grécia, Turquia e França) e vão ser utilizados quatro cenários de tsunami, um dos quais para o Atlântico Nordeste, que será gerido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) recentemente criado, onde se integram as estruturas do Instituto de Meteorologia.

Este cenário procura reproduzir o tsunami desencadeado pelo terramoto de 1755, com epicentro a 165 quilómetros a sudoeste do Cabo de S. Vicente, na zona das falhas da Ferradura e do Marquês de Pombal, a 35 quilómetros de profundidade, e com uma magnitude estimada de 8,7 na escala de Richter.
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Adaptado de:

25 novembro 2012

Conferências GeoFCUL - "Sismo e Tsunami de 1755: documentário + apresentações"


   Em parceria com o Departamento de Geologia, o Núcleo de Estudantes de Geologia da FCUL irá realizar uma nova actividade denominada "Sismo e Tsunami de 1755", tendo em conta o interesse demonstrado por muitos dos colegas em Cartografia, Tectónica e Sismologia. 
   A actividade decorrerá no próximo dia 27 de Novembro, das 16 às 18.30 horas, na sala 3.2.14 do edifício C3 na FCUL, Campo Grande, Lisboa.

Programa:
  • 16 Horas - inicio da exibição do documentário "1755 - The Lisbon Earthquake".
  • Coffee-break organizado pelo NEG
  • 17.30 Horas - iniciam-se as apresentações (15 minutos/cada):
-"Depósitos de Tsunami" por César Andrade
-"Cartografia de Estruturas Sismogénicas" por Pedro Terrinha
-"Modelação Neotectónica e Tempo de Retorno de Sismos" por Tiago Cunha
-"Simulações Numéricas do Tsunami de 1755: o que nos dizem sobre a sua fonte?" por Maria Ana Baptista
  • Debate


Entrada livre!

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Adaptado de:
http://www.facebook.com/events/477373008980918/

03 outubro 2012

Divisão da placa Indo-Australiana aumenta magnitude de sismos

   Há quase 50 milhões de anos, a placa Indo-Australiana começou a dividir-se em duas, ou mesmo em três, um processo muito lento que os sismólogos já conheciam. Associado a esta ruptura está o terramoto de 9.2 graus na escala de Richter, com epicentro em Banda Aceh, que ocorreu em Dezembro de 2004, e o posterior tsunami que provocou 228 mil vítimas no sudeste asiático, bem como os sismos que em Abril deste ano se sentiram em Sumatra (Indonésia), que alcançaram 8.7 e 8.2 graus na escala de Richter.



   A actividade sísmica entre a Índia e a Austrália era já significativa antes dos movimentos de Abril passado, mas aumentou consideravelmente desde o terramoto de Banda Aceh, explicam os investigadores. “A deformação da placa pode originar terramotos de magnitudes nunca antes registadas”, diz Delescluse, autor principal de um dos três estudos que analisam as causas e as consequências dos sismos.

   Não existe ainda uma fronteira clara que divida a placa, mas possivelmente surgirá entre o oeste de Sumatra e o sudeste da Índia. O primeiro terramoto, de 8.7 graus, foi desencadeado pela ocorrência de pelo menos quatro fissuras na placa, em apenas 160 segundos. O terramoto foi sentido desde a Índia até à Austrália, incluindo o sul e o sudeste asiático. Duas horas depois ocorreu um segundo sismo, de 8.2 graus na escala de Richter.

  “Nunca tínhamos visto um terramoto como este. Faz parte da cisão desordenada da placa. É um processo geológico que levará milhões de anos até que se forme uma nova fronteira e, provavelmente, será necessário haver milhares de terramotos de magnitudes semelhantes para que isso suceda”, diz Keith Koper, sismólogo e co-autor de um dos artigos.

   Ao contrário do sismo de Banda Aceh, os terramotos de Abril não deram lugar a tsunami apesar da sua elevada magnitude, já que foram provocados por movimentos horizontais de falhas oblíquas. Na região, nos dias seguintes a ambos os terramotos, o número de sismos com magnitudes superiores a 5.5 graus multiplicou-se cinco vezes, chegando a produzir-se até 1500 quilómetros do epicentro dos dois primeiros.


Artigos:


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Adaptado de:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=55713&op=all

19 setembro 2012

15ª Conferência Mundial sobre Engenharia Sísmica

   Entre 24 e 28 de Setembro de 2012 irá decorrer a 15.ª Conferência Mundial de Engenharia Sísmica (WCEE -World Conference on Earthquake Engineering ), no Centro de Congressos de Lisboa.
   A Conferência Mundial de Engenharia Sísmica é um evento que se realiza desde 1956, pretendendo constituir-se como um fórum internacional, ou seja, uma plataforma oficial onde profissionais e investigadores de todo o mundo possam partilhar informações sobre as mais recentes tecnologias e resultados de investigações, colaborando na redução do impacto dos terramotos na nossa sociedade e no meio ambiente. Actualmente, decorre de 4 em 4 anos, reunindo entre 2500 a 3000 especialistas, como engenheiros de diversas áreas (civil, estrutural, mecânica, e geotécnica), arquitectos, urbanistas, cientistas da terra (geólogos, sismólogos), funcionários públicos e cientistas sociais.

   Neste 15º encontro internacional aguarda-se a participação de quase 3000 profissionais da área, sendo que a escolha de Portugal para a organização deste encontro vem, sem dúvida, confirmar a importância que o nosso País tem no mundo da Engenharia Sísmica e que muito ultrapassa a sua dimensão geográfica.

   Nos dias que antecedem a Conferência, desenvolvem-se algumas actividades, entre as quais o projecto Lisbon in Motion, de 20 a 23 Setembro 2012, dirigido aos participantes mais novos da Conferência (alunos de mestrado, doutoramento, trabalhadores na área da mitigação do risco sísmico) e para técnicos portugueses que queiram participar no mesmo.
   Durante quatro dias, os participantes irão trabalhar em equipas multidisciplinares e desenvolver um "action plan" para os edifícios do Cais Sodré e da Rua do Ferragial, tocando nos temas de redução do risco sísmico. No final, cada equipa apresentará um relatório com estratégias de acção, reforço, mitigação, sendo os trabalhos disponibilizados à Câmara Municipal de Lisboa.

 Principais pontos em discussão:
  • Engenharia sísmica e fortes movimentações do solo
  • Tsunamis
  • Engenharia sísmica geotécnica
  • Comportamento sísmico das estruturas de engenharia
  • Avaliação e adaptação
  • Aspectos económicos e sociais dos terramotos
  • Prevenção e gestão de emergências em grandes terramotos


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Adaptado de:
http://www.15wcee.org/
http://www.cnpce.gov.pt/?noticias/conf-eng-sismica
http://www.esriportugal.pt/eventos/15-conferencia-mundial-de-engenharia-sismica/
http://expresso.sapo.pt/lisboa-15-conferencia-mundial-sobre-engenharia-sismica-decorre-entre-24-e-28-de-setembro=f754496#ixzz272RJglVx


11 abril 2012

Monitor Sismico / Seismic Monitor

Se queres/precisas de saber a actividade sísmica a tempo real e nos últimos 30 dias, então visita:




If you want/need to know the seismic activity in real time and in the last 30 days, thus visit:




Fig. 1 - Visualização do Monitor Sísmico / Preview of Seismic Monitor.


20 março 2012

Sismo de magnitude 7,4 abala o México


   Um sismo de 7,4 na escala de Richter registou-se hoje (20 de Março) no México, na região de Oaxaca, a sudoeste do país, e a 25 quilómetros da cidade de Omepetec, pelas 12h02 locais (18h02 em Lisboa). Sentiram-se pelo menos três réplicas após o primeiro abalo. 



   O abalo, que se prolongou por alguns minutos, teve epicentro 186 quilómetros a Este de Acapulco e a 25 quilómetros de Ometepec, no estado de Guerrero. O Instituto de Geologia mexicano (SSN),  referiu que o hipocentro ocorreu a cerca 20 quilómetros de profundidade do Golfo, também designado Mar de Cortez, que separa a península da Baixa Califórnia do resto do país. Nesta zona, a actividade sísmica é permanente.

   Muitas pessoas saíram dos edifícios e esperaram na rua enquanto o abalo era sentido. Na Cidade do México, as redes de telemóveis ficaram interrompidas após o abalo, mas o metro continuou a funcionar, e no aeroporto Benito Juárez não houve notícias de danos. As autoridades confirmaram "escassos danos materiais", embora diversas construções dos bairros mais antigos da cidade terem ficado danificadas .


   O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico adiantou que este sismo, em terra, não deverá gerar um tsunami de grande dimensão e destrutivo, mas não afastou a possibilidade de algumas situações localizadas. 


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Adaptado de:

02 fevereiro 2012

Portugal acolhe Conferência Mundial de Engenharia Sísmica

   

   Portugal vai ser, pela primeira vez, palco da Conferência Mundial de Engenharia Sísmica, um encontro que incentiva os cidadãos a pedir aos governantes uma maior prevenção relativamente às estruturas e métodos antisísmicos.



   Tal como as crianças são ensinadas em protegerem-se debaixo das mesas em caso de terramoto, também os adultos devem ensinar e consciencializar os seus governantes para uma maior prevenção sísmica. É este o objectivo crucial da Conferência Mundial de Engenharia Sísmica.
 
   A 15.ª edição do encontro vai decorrer entre os dias 24 e 28 de Setembro, no Centro de Congressos de Lisboa, e deverá contar com 2500 a 3000 especialistas de todo o mundo das áreas de sismologia, engenharia sísmica, segurança entre outras áreas.
  
  Além da engenharia, da geologia, da geotécnica, das estruturas críticas, das técnicas de reabilitação e do ordenamento, estarão também em debate temas como a relação entre engenheiros e arquitectos e com a comunicação social e sismos em centrais nucleares.
  
   Esta conferência internacional realiza-se de quatro em quatro anos. A última vez que o evento passou pela Europa foi no ano 1992, em Madrid.



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Retirado de:

07 janeiro 2011

Apontamentos de Geologia Geral I -Sismos e sismologia I


Sismos, terramotos ou abalos sísmicos, todos são movimentos naturais, bruscos e de duração relativamente curta. O seu estudo, assim como dos abalos artificiais provocados pelo Homem, é feito pela Sismologia, área científica que se tem vindo a revelar ser de grande importância para a compreensão das principais características do interior da Terra.

Os sismos podem ocorrer naturalmente devido a movimentos de origem tectónica, actividade vulcânica, deslocamentos superficiais de terreno (abatimentos, escorregamentos). No caso de serem induzidos pelo Homem, podem resultar de explosões nucleares subterrâneas, grandes barragens, da injecção de fluidos em furos profundos, etc.

Um sismo consiste na vibração das partículas do solo produzida por uma brusca libertação de energia acumulada num qualquer ponto no interior da Terra designado de foco ou hipocentro. Esta acumulação de energia resulta da deformação progressiva e elástica das rochas por efeito de enormes forças de tensão que se fazem sentir sobre elas, sobretudo nos limites das placas tectónicas.

De acordo com a Teoria do Ressalto Elástico, a libertação de energia ocorre quando é ultrapassado o limite de elasticidade das rochas sujeitas a deformação, ocorrendo rupturas no interior da massa rochosa. Na zona de fractura, a falha activa, verifica-se o deslizamento brusco (ressalto) de um lado da falha relativamente ao outro. Este fenómeno é seguido de um reajustamento elástico que tende a repor a posição original dos dois blocos da falha.

O epicentro não é mais do que o ponto geográfico na superfície terrestre directamente acima do foco, e, como tal, o ponto à superfície onde o sismo se faz sentir com maior força.
A ocorrência de um sismo de grande expressão é muitas vezes precedida de pequenos abalos conhecidos por abalos premonitórios. Igualmente frequentes, são as réplicas ocorridas após os sismos, que, podendo suceder-se em número variável, são abalos de menor dimensão que traduzem a existência de movimentos de reajustamento junto à falha gerada pelo sismo.


A medição dos sismos
Actualmente, um sismo é medido através da sua intensidade e/ou da sua magnitude.
A intensidade sísmica é uma grandeza subjectiva, uma vez que é determinada em função dos efeitos provocados pelas ondas sísmicas nas regiões atingidas. A escala mais utilizada para medir a intensidade é a escala modificada de Mercalli, de natureza qualitativa e variando em 12 graus. O facto de diferentes regiões atravessadas pelas ondas sísmicas apresentarem diferentes graus de intensidade está relacionado com as características litológicas regionais e com a densidade populacional. A primeira influencia a maneira como o terreno reage à passagem das ondas sísmicas (terrenos mais frágeis têm tendência a quebrar e estabilizar após a passagem das ondas, enquanto zonas pouco rígidas, como as areias, têm tendência para continuar a reproduzir os efeitos das ondas sísmicas, funcionando quase como que «amplificadores»). A segunda está relacionada com o carácter subjectivo da escala de Mercalli, isto é, não poderá ser atribuída uma intensidade sísmica a uma região se ninguém recolher dados sobre o que nela se passou. 


A magnitude é uma grandeza definida em função da amplitude máxima das ondas sísmicas verificada nos sismogramas. Este parâmetro, conjugado matematicamente com a distância epicentral, permite quantificar a energia libertada no foco de um sismo, independentemente do local onde as captações tenham sido feitas. Dado o seu carácter objectivo, é possível atribuir um único valor de magnitude a um sismo, utilizando-se para esse efeito a escala de Richter. Esta é uma escala logarítmica com base dez, o que, em termos práticos, significa que um sismo de intensidade 5, será 10 vezes maior do que um com intensidade 4, e por aí em diante.