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22 janeiro 2013

'Mars Express' mostra leito de rio com 1500 quilómetros em Marte

O rio Reull Vallis é o leito de um rio com vários afluentes que corta as montanhas de Promethei Terra, onde a altitude atinge os 2500 metros, antes de correr na vasta bacia de Hellas, no planeta Marte.

Foi fotografado em alta resolução pela Mars Express (sonda da Agência Espacial Europeia (ESA), organização a que Portugal pertence) e mede 1500 quilómetros de comprimento, tendo 300 metros de profundidade na região que é mostrada na Fig. 1.

Fig. 1 - Pormenor do leito do rio Reull Vallis, no planeta Marte.

A bacia de Hellas é uma bacia de impacto circular localizada no hemisfério sul de Marte e tem um diâmetro de 2300 quilómetros, sendo a maior do planeta. Foi formada provavelmente pelo impacto de um grande asteróide há cerca de 3,9 mil milhões de anos.


Torrentes de água no estado líquido

Os investigadores dizem que o rio Reull Vallis terá sido formado pela passagem de grandes quantidades de água no estado líquido num passado distante do planeta, tendo os sulcos paralelos no leito do rio resultado da ação de detritos e gelo. 

Tudo isto aconteceu no chamado período Hesperiano de Marte, que terminou há 1,8 a 3,5 mil milhões de anos, mas os cientistas acreditam que os sulcos são ricos em gelo e podem também ser encontrados em muitas das crateras próximas do rio Reull Vallis.

Os geólogos da ESA afirmam que toda esta região tem muitas semelhanças com a morfologia das regiões da Terra moldadas pela passagem de glaciares.


A primeira missão planetária da ESA

A Mars Express foi lançada em 2003 e é a primeira missão planetária da ESA. O seu principal objectivo é procurar água no subsolo de Marte, mapear os minerais existentes na superfície do planeta, estudar a composição e circulação da atmosfera.

Apesar do sucesso desta missão em termos de recolha de dados e de descobertas científicas, que já levou ao seu prolongamento até 2014, houve uma parte que correu mal: a aterragem da nave Beagle 2 que a Mars Express transportava, destinada a detectar sinais de vida e a estudar a geoquímica do planeta.

Os cientistas perderam o contacto com a nave antes de pousar em solo marciano e calculam que se tenha despenhado, sendo oficialmente dada como perdida.

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Adaptado de:
Azevedo, V., Expresso, página consultada a 21 de Janeiro de 2013, <http://expresso.sapo.pt/sonda-mostra-leito-de-rio-com-1500-quilometros-em-marte=f780208#ixzz2IJsAA4zx>.

03 dezembro 2012

Actividade Vulcânica em Vénus


A missão levada a cabo pela ESA (European Space Agency) - Venus Express - que decorre há cerca de seis anos, demonstrou que existem alterações nas percentagens de dióxido de enxofre na atmosfera de Vénus. Tendo em conta que na Terra esse gás é produzido maioritariamente por actividade vulcânica, seria possível provar que Vénus é vulcanicamente activo.

Assim, seria também possível explicar a razão pela qual Vénus tem uma atmosfera mais densa e espessa que o planeta Terra. Vénus apresenta níveis elevados de Dióxido de Enxofre - cerca de um milhão de vezes a percentagem presente na atmosfera da Terra.

Uma particularidade deste gás, que permite esta afirmação, é o facto de ser facilmente destruído pela luz solar. Assim, com o passar do tempo, as concentrações diminuem, conforme o gás ascende acima das nuvens que cobrem o planeta. Deste modo, o aumento da concentração de dióxido de enxofre pode indicar uma erupção recente.

Outra "prova", seria o resultado de uma análise por infravermelhos, levada a cabo sobre a superfície do planeta, que mostrou algumas escoadas de lava, em redor de um vulcão, mas com composição distinta das escoadas que se encontravam em redor, sugerindo erupções no passado recente deste planeta.



Factos sobre a missão: Venus Express

Artigo completo (em inglês) em: esa.int

28 fevereiro 2012

Três satélites da ESA vão estudar campo magnético da Terra

   Já foram apresentados publicamente os três satélites que compõem a missão da Agência Espacial Europeia (ESA) para o estudo do campo magnético da Terra. Na sequência de um programa de testes rigorosos, os satélites foram exibidos na sala limpa antes de serem enviados para a Rússia, onde em Julho serão lançados.

Constelação Swarm


«Swarm» é a primeira constelação de satélites da ESA destinados a medir os sinais magnéticos do núcleo da Terra, do manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera. Estas medidas irão fornecer dados que permitirão aos cientistas estudar as complexidades do nosso campo magnético protector.


   O escudo magnético protege o planeta de partículas carregadas, como o vento solar. Sem esta protecção a vida na Terra seria impossível, explica a ESA. Este escudo é gerado sobretudo nas profundezas do planeta, no núcleo líquido externo, por um "oceano" de ferro em turbilhão. A forma como o campo é criado e como se altera ao longo do tempo é complexa e não foi ainda completamente compreendida.
   É uma força em constante mudança que, neste momento, mostra sinais de enfraquecimento significativo. Com uma nova geração de sensores, a constelação Swarm proporcionará maior conhecimento sobre estes processos naturais e de como está o “tempo” no espaço.

    A Swarm será a quarta missão Earth Explorer da ESA em órbita, depois das GOCE, SMOS e CryoSat. Daqui a cinco meses, os três satélites serão enviados em conjunto por um lançador Rockot, a partir do Cosmódromo de Plesetsk, norte da Rússia. Dois irão orbitar muito próximos um do outro e à mesma altitude, inicialmente a 460 quilómetros, enquanto o terceiro estará numa órbita mais alta, a 530 quilómetros. O recurso a diferentes órbitas polares próximas, juntamente com os vários instrumentos Swarm, melhorará a recolha de dados, ajudando na distinguir entre os efeitos de diferentes fontes de magnetismo.

   Volker Liebig, diretor dos programas de observação da Terra da ESA, diz esperar que “a inovadora constelação Swarm, com os seus três satélites orbitando em formação, consiga recolher os melhores dados de sempre sobre o campo magnético”.



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Adaptado de: