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11 agosto 2012

Geoemprego - o futuro

 «Boas notícias para os geocientistas do futuro: as oportunidades de trabalho estão a crescer em todas as fases de carreira». É com estas palavras que se inicia um artigo da revista Nature sobre as perspectivas futuras de emprego em relação às ciências da Terra.


Quando se fala em Geologia, o pensamento parte imediatamente para uma qualquer região remota e para um grupo de pessoas sujas a martelar em rochas ao acaso. Esta visão não podia hoje estar mais longe da realidade, não só pelo exagero, como pela variedade de opções de trabalho dentro das ciências da Terra. Hoje, há oportunidades quer para os que adoram o trabalho de campo e não se importam de sujar as mãos, quer para aqueles que preferem utilizar a tecnologia de ponta na segurança e conforto dos seus gabinetes.

As ciências da Terra sempre se ocuparam do estudo da composição e estrutura interna do planeta, aspectos físicos destes materiais, do modo de como estes se relacionam espacial e cronologicamente. São, ainda, uma ajuda fundamental em termos de preservação ambiental, no entanto, existem campos vastos por estudar e dos quais pouco se sabe: química da atmosfera, oceanografia e formação de minerais a grandes profundidades.

Não é , pois, apenas de Geólogos «puros» que as Geociências modernas subsistem: analistas, modeladores matemáticos e informáticos, físicos, praticamente todos os tipos de investigação podem ajudar.

As grandes áreas de intervenção das Geociências, em especial da Engenharia Geológica, estão relacionadas com a Engenharia Civil e obras públicas e a pesquisa e exploração de recursos naturais.A relação como os serviços de preservação ambientais é essencial, assim como a relação com assessoria em companhias de seguros (avaliação de riscos geológicos e geotécnicos).


O MUNDO É PEQUENO
As três regiões com maior procura de especialistas em Ciências da Terra (EUA, China e Europa+Rússia) não conseguem preencher as vagas oferecidas, daí que os geocientistas do futuro terão de ter sempre em conta a Aldeia Global em que hoje se vive. Contando ainda com os países cujas economias têm crescido nos últimos tempos (Índia, Brasil, etc.), a oferta de emprego mundial irá certamente ultrapassar a procura. O futuro é global e a necessidade de falar outras línguas, mais do que uma capacidade, será uma obrigatoriedade para quem quiser ter sucesso.

Apesar do mal-estar geral da economia global dos últimos anos, as perspectivas para as Geociências são excelentes e têm tendência a crescer no futuro. De acordo com o US Bureau of Labor Statistics (BLS; www.bls.gov) em 2018, e apenas nos Estados Unidos, irão estar disponíveis cerca de 323000 cargos relacionados directamente com as Geociências.

Até hoje, a maioria dos cientistas da área, emigra para a América do Norte e Europa Ocidental em busca dos melhores salários, criando vazios nos países de origem. Assim, criam-se oportunidades únicas que, embora possam decorrer sob condições de trabalho árduas, em regiões difíceis e politicamente instáveis, não deixam de ser locais para se adquirir experiência. A quem estiver disposto a mexer-se não irá faltar trabalho.


PROCURA EM CRESCIMENTO
Apesar da crescente tentativa de mudança de atitude de muitos países face ao ambiente, isto é, da tentativa de utilização de fontes de energia renováveis, o crescimento económico continuará a pedir combustíveis fósseis e indivíduos capazes de os encontrar e explorar de forma rentável. Estima-se que em 2030 a indústria petrolífera terá, pelo menos, 13000 lugares por preencher. 

Mesmo o crescente número de países que querem diminuir sensivelmente a utilização dos combustíveis fósseis irá necessitar de pessoal com formação em Geociências, quer para a procura e exploração de recursos alternativos (minerais utilizados em tecnologia de ponta), quer para a própria produção de energias alternativas. 



SISTEMAS COMPLEXOS
A maioria dos Geocientistas hoje em funções, tiveram formação numa área muito específica, no entanto, o futuro requer um perfil diferente: capacidade de relacionar diferentes disciplinas, quer das Ciências da Terra, Matemática, Física, Química, Biologia, Informática, Economia, Gestão, etc.

Conhecimentos de estatística e computação serão essenciais para a modelação dos diferentes sistemas terrestres, permitindo uma melhor compressão dos fenómenos que se pretendem estudar. A matemática será essencial, mas o conhecimento dos fenómenos físicos e químicos dominantes será ainda mais importantes para uma correcta interpretação dos dados provenientes das simulações.


O domínio da informática será, também, chave para o futuro. A sua importância será preponderante  na análise de dados, cartografia digital, detecção remota e trabalhos com GPS. Conhecimentos nesta área serão essenciais para o desenvolvimento de novas técnicas de estudo, de novos instrumentos ou equipamento para recolha de dados.


O futuro das Geociências apresenta-se bastante animador, no entanto, como futuro que é, embora pareça sempre distante, caminha assustadoramente para cima de nós a velocidade de ponta. Desta corrida desenfreada, no entanto, sairão vencedores os que tiverem a capacidade de se adaptar às novas condições dominantes. E o futuro não é amanhã ou depois. O futuro é já.

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ADAPTADO DE: Revista Nature, 12 Maio 2011

28 janeiro 2012

Rio Tinto

   Rio Tinto is a leading international mining group, combining Rio Tinto plc, a London listed public company headquartered in the UK, and Rio Tinto Limited, which is listed on the Australian Stock Exchange, with executive offices in Melbourne. The two companies are joined in a dual listed companies (DLC) structure as a single economic entity, called the Rio Tinto Group.

   To deliver superior returns to shareholders over time, Rio Tinto takes a long term and responsible approach to the Group's business. This means concentrating on the development of first class orebodies into large, long life and efficient operations, capable of sustaining competitive advantage through business cycles. We are a world leader in finding, mining and processing the Earth's mineral resources. Our products help fulfil vital consumer needs and improve living standards. We operate, and eventually close, our operations safely, responsibly and sustainably.
   Rio Tinto's interests are diverse both in geography and product. We work in some of the world's most difficult terrains and climates. Most of our assets are in Australia and North America, but we also operate in Europe, South America, Asia and Africa. Our businesses include open pit and underground mines, mills, refineries and smelters as well as a number of research and service facilities.
   Rio Tinto operate as a global organisation, sharing best practices across the Group. Our values - accountability, respect, teamwork and integrity - are expressed through our business principles, policies and standards. We set these out in our worldwide code of business conduct, The way we work. Our values underpin the way we manage the economic, social and environmental effects of our operations, and how we govern our business.
   Wherever Rio Tinto operates, health and safety is the first priority. All our Group businesses put sustainable development at the heart of their operations, working as closely as possible with host countries and communities, respecting their laws and customs. For Rio Tinto it is important that the environmental effects of its activities are kept to a minimum and that local communities benefit as much as possible from operations.
Rio Tinto Canada (http://jobs.riotinto.ca/home)

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05 dezembro 2011

Geo-emprego

A lista de propostas de emprego que se segue foi retirada de naturlink.sapo.pt:

Professor associado ou assistente de Geologia/Engenharia Geológica; m/f; Dakota School of Mines and Technology (EUA); link;

Consultor geoambiental; m/f; Edimburgo, Escócia; link;

Geoquímico de minas sénior; m/f; Austrália; link;

Hidrogeólogo; Austrália; link;

Especialista em Detecção Remota e Tectónica; Nova Zelândialink;

Especialista em Detecção Remota: Noruega; link;

Responsável/ Técnico de Laboratórios Geotécnicos; m/f; Angola; link

Engenheiro sénior de Areias de Petróleo; m/f; Canadá; link;

Teaching Consultant in the Department of Earth Sciences; m/f; Universidade de Hong Kong; link


Geotécnico/Engenheiro Geólogo; Nova Zelândialink;

03 novembro 2010

Jovens geólogos emigram para a Mongólia

A falta de ofertas de emprego em Portugal levou quatro jovens licenciados em geologia a emigrar para a Mongólia, onde trabalham para uma empresa de exploração de carvão no deserto de Gobi, "no meio de nada". Sara Ferreira, um dos membros do grupo, disse à Lusa que tudo começou há pouco mais de um ano, quando, concluída a licenciatura, procurava em vão um trabalho de geologia em Portugal. Sem encontrar oportunidades de emprego soube então, através de ex-colegas do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da oferta de trabalho na Mongólia. 

 "Decidi concorrer e fui aceite, mesmo sem experiência em exploração geológica", afirmou, acrescentando que fez a primeira viagem até à Mongólia em meados de Agosto de 2005. Mais tarde, em Outubro, juntaram-se a ela os colegas João Geraldes e Rita Ferreira e, em Fevereiro passado, chegou Sónia Coelho, todos finalistas de 2004, com idades entre os 25 e os 26 anos, e amigos desde os tempos da faculdade.
O trabalho envolve uma equipa de 70 pessoas - entre geólogos, geofísicos, perfuradores e pessoal de apoio -, que estão instaladas em Gobi sul, a 60 quilómetros de Dalanzdgag, "precisamente no meio de nada", explicou Sara Ferreira.  "O grupo é bastante internacional e, além de mongóis, tem norte-americanos, australianos, irlandeses, búlgaros, sul-africanos, russos, neo-zelandeses, canadianos, panamenses e colombianos". E afirmou: "O nosso contingente é o maior a seguir aos mongóis".
 
Todos eles trabalham e vivem no deserto, um campo composto unicamente por "gers", as habitações tradicionais mongóis, durante períodos de seis semanas intervalados por duas semanas de férias, geralmente gozadas em casa, em Portugal , referiu. "O trabalho é duro, uma vez que envolve turnos de entre 12 e 14 horas, sem dias de descanso", contou. Além disso, acrescentou, "a língua é das mais difíceis que conheço e o tempo é de extremos, com calor no Verão e temperaturas até 30 graus negativos no Inverno".


Boas condições de trabalho

Porém, tendo em conta o local, as condições de trabalho são boas: "Temos Internet, computadores, um 'ger' para ver televisão e DVDs, e as casas de banho, também em 'gers' são bastante aceitáveis". O trabalho resume-se a um projecto de exploração de carvão e vai desde o reconhecimento à cartografia, passando pela perfuração, até à modelação de recursos e aos estudos geotécnicos que precederão a abertura de uma mina.

"O projecto dura há dois anos e é neste momento incerto quando acabará" para passar à fase de abertura da mina, disse ainda. Localizado no centro-leste da Ásia, a Mongólia é um vasto país de 1.565 .000 kms2 e apenas 2,3 milhões de habitantes, ocupado em grande parte pelo deserto de Gobi. Independente da China desde 1921, o país passou a República Popular em 1924 e autonomizou-se da ex-URSS, de que era estado satélite, a partir de 1990.

Mas apesar da distância e da dureza das condições de vida, Sara Ferreira sente que teve "muita sorte" em trabalhar na Mongólia, "ainda por cima como primeiro emprego", e considera os mongóis gente "bastante amigável, hospitaleira e humilde". "Gostam de comer, rir e beber, como qualquer português", concluiu.
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Fonte: Ciência Hoje (2006)