Mostrar mensagens com a etiqueta Shale Gas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Shale Gas. Mostrar todas as mensagens

29 janeiro 2014

Shale gas garante supremacia económica dos EUA durante as próximas décadas

O shale gas está a mexer com o mundo. Se para uns é uma das grandes ameaças ambientais dos últimos anos, para outros é a galinha dos ovos de ouro. É o caso dos Estados Unidos. O país tem a quarta maior reserva deste tipo de combustível, atrás da China, Argentina e Argélia.

09 novembro 2013

Conferência: "A revolução do Shale Gas e o impacto na matriz energética mundial"

O Colégio de Engenharia Mecânica, em conjunto com os seus congéneres de Engenharia Química e Biológica, de Geológica e de Minas e de Ambiente, da Região Sul da Ordem dos Engenheiros (OE), vai promover uma conferência com o tema: "A Revolução do Shale Gas e o impacto na matriz energética mundial", que terá como orador convidado o Eng. António Costa Silva (Presidente da Partex Oil and Gas).

Processo de exploração do Shale Gas (Fonte).

O evento terá lugar no próximo dia 20 de Novembro, pelas 18h00, no Auditório da Sede da Região Sul da OE em Lisboa. O que é o Shale Gas? Como nasceu a descoberta? O que representa uma inovação tecnológica disruptiva no mundo da energia? Qual o seu impacto? Quais as consequências na matriz energética mundial? Estas serão algumas das abordagens discutidas.

23 agosto 2013

Contra a Chevron, contra o gás de xisto na Polónia

Os habitantes da aldeia de Zurawlow, no distrito de Grabowiec, Sudoeste da Polónia, ocupam desde dia 3 de Junho uma área onde a norte-americana Chevron pretende explorar gás de xisto.

Numa luta de David contra Golias, os agricultores de Zurawlow já ganharam uma batalha no ano passado, quando acusaram a multinacional petrolífera de violar a directiva europeia sobre a conservação das aves silvestres. 

Agricultores polacos temem a poluição provocada pela exploração do gás de xisto
Mas a Chevron não se deu por vencida e, apoiada pelo governo de Donald Tusk (centro-direita), voltou à região e começou por tentar vedar a zona da concessão. Os habitantes locais ofereceram-lhe resistência, mantendo os terrenos sob ocupação desde há dois meses, alegando que a Chevron não pode vedar a propriedade que lhe foi concedida para fins públicos e exigem que a comunidade tenha conhecimento prévio e possa escrutinar as suas actividades. 

30 junho 2013

Shale Gas/gás de xisto - E Portugal?

As maiores concentrações de shale gas/gás de xisto no mundo
Locais com potencial para formação de "recursos energéticos não convencionais"
 
“Nos EUA, os preços do gás caíram 32% no ano passado, a indústria renasceu e há muitos novos empregos. Há, de facto, grandes alterações na paisagem mas se a extracção for bem feita, não há problemas ambientais e, depois de desmontados os poços, a paisagem volta ao normal”, garante o director de Economia Energética da BP, Paul Appleby.

É com base nestes números que países como a China, o Reino Unido ou a Polónia estão já a investir milhões na exploração, mas outros, como França, proibiram as técnicas de extracção. Em Portugal, a contestação só chegou ao Parlamento quarta-feira, pela voz da deputada d’Os Verdes, Heloísa Miranda, mas o país está mais atento que nunca.

“Portugal aparece em vários mapas como tendo potencial de gás de xisto e já estamos a fazer os primeiros estudos. Estamos numa fase muito inicial e há grandes pontos de interrogação, mas há também muita informação que nos permite já fazer um ranking das melhores zonas”, diz a investigadora do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), Zélia Pereira.

17 junho 2013

Shale Gas e Fracking: Um recurso não-convencional, novos desafios e riscos

"Gás de Xisto"?! Sim? Não? Porquê? Como? Onde?

04/06/2013

Shale Gas e Fracking: Um recurso não-convencional, novos desafios e riscos

18 de Junho de 2013

Departamento de Geologia, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Campus FCUL, Edifício C6, sala 6.2.56. 16h30 - 18h00

Oradores:

Rui Baptista - FCUL

Hidrocarbonetos não-convenconais - algumas ideias

Sheila Lucas - Baker Hughes, Canada

Shale-Gas e Fracking - Novas fronteiras da energia

05 abril 2013

Petróleo e Gás: A Nova Oportunidade

   O primeiro grande choque petrolífero ocorre em 1973, quando a Organização de Países Produtores de Petróleo (OPEP) eleva o preço do barril de 3 para 12 US$, baixando a produção e decretando o embargo à Europa (devido ao apoio a Israel na guerra de Yom Kipur). 


   O 25 de Abril de 1974 decorre neste contexto. Com a independência de Angola (país produtor de petróleo) e a nacionalização das empresas petrolíferas nacionais, o Governo português abandona toda a área da exploração e produção, ficando apenas ligado à refinação e distribuição. Desaparece aqui a oportunidade de criar uma boa empresa nacional de exploração e produção e a oportunidade de construir uma boa escola da área de petróleos. "Faltou-nos aqui visão, cultura e governança".

   Até ao virar do século, existia mais atracção em se investir no Norte de África do que em Portugal. Como tal, pode-se dizer que não se conhece as reversas de petróleo e gás do país, principalmente nas águas profundas do "offshore", no entanto, actualmente existe um grande esforço de prospecção  devido às mudanças na legislação.
   A decisão de fazer um primeiro poço exploratório será tomada ainda em 2013, após a fase de prospecção sísmica 3D na zona de Peniche e Alentejo. No Algarve, os estudos indicam um potencial de gás elevado, sendo o primeiro furo iniciado pelo menos em 2014, pela Repsol aliada à Partex Oil anda Gas. No "onshore", a Mohave Oil & Gas e a Galp Energia passaram à fase de desenvolvimento da concessão de Aljubarrota.

   Quanto aos recursos não convencionais, denominados shale-oil e shale-gas, que revolucionaram o mercado do gás, Portugal apenas tem de iniciar o caminho dos recursos convencionais, atraindo empresas para a prospecção.


   As empresas nacionais da área também sofreram uma grande transformação. A Galp (que se tornou numa empresa de produção e exploração no virar do século) e a Partex Oil and Gas possuem parceiras no Brasil, Moçambique, Angola, Timor, Médio Oriente, Cazaquistão, etc., com exploração de reservas bastante significativas.
   Para além do aspecto financeiro, uma componente estratégica muito relevante é o "know-how" nacional e a consequente criação de uma cultura empresarial, numa área que irá desempenhar  um papel crucial na politica energética mundial, durante muitos anos. Como tal, as decisões técnicas e de gestão são fundamentais em grandes projectos, com os maiores desafios tecnológicos da actualidade: a exploração em águas ultra profundas e a exploração do pré-sal.  Estes desafios passam pelas seguintes áreas de engenharia:

"Up-stream"
  • Avaliação de risco nas fases de prospecção e avaliação;
  • Caracterização de reservatórios;
  • Integração sísmica;
  • Modelização geomecânica;
  • Campos digitais inteligentes.
Desenvolvimento e Produção
  • Técnicas de furação;
  • Técnicas de recuperação (Enhanced Oil Recovery);
  • Simulação de reservatórios;
  • Riscos tecnológicos;
  • Riscos ambientais;
  • Logística e gestão de risco.



   "As oportunidades estão criadas para a criação de uma escola e uma cultura empresarial na área dos petróleos. Temos a obrigação, para com as gerações futuras, de não as desperdiçar."


______________________________________________
Adaptado de:
SOARES, Almicar (2012). "Petróleo e Gás - A Nova Oportunidade na Exploração e Produção". Ingenium, 131, pág. 38-39.

02 outubro 2012

Shale Gas - Portugal possui importantes reservas desta energia tanto a nível europeu como global

Os avanços tecnológicos permitiram ultrapassar uma série de barreiras que impediam a extração de um tipo de gás, não convencional, cuja formação ocorre em argilas betuminosas. Este é o shale gás e encontra-se a grandes profundidades, entre os 600 e os 3000m.

As formações deste gás prolongam-se por vários quilómetros de extensão e a única forma de acompanhar essas formações no subsolo é através da perfuração horizontal, uma técnica que é complementada pela fracturação hidráulica que consiste na "estimulação do reservatório através da injecção de água a grande pressão, químicos e areia para criar porosidade e permeabilidade artificialmente", segundo Diogo Rosa do Laboratório Nacional de Energia e Geologia.

Presente no Bombarral, Cadaval e Alenquer

Os Estados Unidos da América são o maior produtor mundial de shale gás. As estimativas indicam que as reservas deste gás na América do Norte têm capacidade para abastecer os EUA nos próximos 45 anos. Os olhos viram-se agora para Europa e Portugal faz parte da lista de países com formações que possuem shale gás. De acordo com os estudos realizados no território nacional, "a formação da Brenha será a formação com mais interesse para o shale gás, portanto, esta formação está presente nos conselhos de Bombarral, Cadaval, Alenquer, logo, aí será o local onde poderá haver mais potencial", acrescenta Diogo Rosa.

Vantagens da exploração de shale gás

Em termos de consumo, o shale gás, é um recurso mais barato e menos poluente, ainda assim, para os especialistas a exploração deste gás levanta questões quanto às consequências para o meio ambiente, nomeadamente para contaminação das reservas de água potável existentes nos aquíferos, devido à técnica de fracturação hidráulica, se esta não for manuseada com precaução.

Na Europa este mercado está a crescer e para além de Portugal há registo de potenciais reservas na Eslováquia, Ucrânia e França. A Polónia e a Alemanha já iniciaram alguns projetos de exploração.

__________________________________________
Adaptado de:

26 março 2012

Galp descobre gás natural em Moçambique



A Galp Energia anunciou hoje uma nova descoberta de gás natural de grande dimensão no poço Mamba North East-1, em Moçambique.

"Os resultados deste poço, perfurado na parte leste da Área 4, são de especial importância, uma vez que aumentam os recursos dos reservatórios naquela área em pelo menos 10 biliões de pés cúbicos (tcf), dos quais 8 tcf estão localizados exclusivamente em reservatórios na Área 4", destaca a empresa que é parceira do consórcio para a exploração daquela área na bacia do Rio Rovuma, no offshore de Moçambique.

Segundo acrescenta em comunicado, "esta nova descoberta aumenta o potencial estimado de gás no complexo Mamba na Área 4 para, no mínimo, 40 tcf de gás no jazigo", e faz subir os recursos in place atribuíveis à Galp Energia em Moçambique para mais de 110 biliões de metros cúbicos (bcm). Em Portugal, o consumo de gás natural totalizou 5 bcm em 2011.


"Moçambique vai definitivamente tornar-se um produtor de gás natural incontornável a nível mundial", sustenta a Galp Energia, adiantando que "o plano de perfurações prevê a realização de quatro novos poços ainda este ano".


De acordo com a empresa portuguesa, que detém uma participação de 10% no consórcio que explora a Área 4, cabendo 70% à ENI (operadora), 10% à KOGAS e 10% à ENH, o poço descoberto contém um total de 240 metros de reservatório de gás natural em areias oligocénicas e eocénicas de elevada qualidade e provou a continuidade e a comunicação de pressão com os poços Mamba South-1 e Mamba North-1.


Localizado a 50 quilómetros da costa de Cabo Delgado, com uma altura de água de 1848 metros, o poço Mamba North East-1 atingiu já uma profundidade total de 4560 metros e encontra-se cerca de 15 quilómetros a nordeste da descoberta Mamba South-1 e a 12 quilómetros a sudoeste da descoberta Mamba North-1.
Durante 2012, o consórcio que integra a Galp Energia pretende perfurar quatro poços adicionais em estruturas próximas, "de modo a inferir o potencial adicional de recursos no complexo Mamba".

Adaptado de:

05 fevereiro 2012

Geologia e Política de Mãos Dadas

 O choque geopolítico do shale gas polaco:

A perspectiva de independência energética da Polónia em virtude da exploração das enormes reservas de shale gas – existe um potencial de abastecimento de 300 anos do mercado polaco – está a gerar um novo foco de tensão geopolítica entre a UE e a Rússia.

É que se a exploração e produção de shale gas avançar a fundo na Europa Central, isso significa o fim da dependência energética extrema da UE do gás natural russo. A primeira reacção dos europeus centrais, como a Alemanha,  face a esta notícia, deveria ser de satisfação. Mas não é.

Pelo contrário, há enormes movimentações nos bastidores de Bruxelas, com o apoio da Alemanha e da França, para banir a exploração do gás de xisto na UE, agitando a bandeira dos impactos ambientais negativos, devido ao risco de contaminação dos lençóis freáticos.

Gazprom e Ambientalistas: a estranha aliança

Mas as verdadeiras razões são outras. Ironia das ironias, o grande aliado dos ambientalistas nesta "causa" é a Gazprom.  A empresa russa está superactiva em Bruxelas para promover legislação para banir a exploração de shale gas na UE. Isto porque se o projecto avançar, a UE deixa de estar dependente energeticamente da Rússia, e em consequência, a Alemanha perde a moeda de troca para um acesso facilitado ao mercado russo (a Alemanha é o maior consumidor da UE de gás natural russo). E a Rússia, por sua vez, perde o acesso facilitado à tecnologia alemã.

Além disso, isto também significaria um aumento significativo do poder polaco na UE, afirmando-se como um concorrente a prazo face à influência alemã a Leste. Ainda por cima com o apoio forte dos EUA, já que a exploração do shale gas é realizado somente com tecnologia americana.

Com efeito, esta tecnologia disruptiva nascida nos EUA fez com que o preço do gás descesse a pique, retirando força às ambições de potência energética russa ancorada no gás natural.

Este é apenas mais um sinal comprovativo de que a política energética europeia está, atualmente, desenhada apenas para servir os interesses germânicos no sector, desde a promoção de determinadas tecnologias renováveis (solar e eólica) e da aposta no gás natural como energia primária-base.

Mas nem todos os países da UE vão na cantiga: a Suécia, por exemplo, quer fazer da biomassa e não o gás natural a principal fonte de energia primária. Por isso, é altura de Portugal também de ter uma política energética que contribua para a recuperação da sua soberania económica, à semelhança do que está a fazer a Polónia.

A imagem abaixo mostra as principais reservas de shale gas na Europa, entre as quais uma reserva na Bacia Lusitaniana, em Portugal.


Reportagem sobre o shale gas em Portugal no programa "Falar Global" da Sic Notícias:


_______________________________________________
Fontes: 

http://raizpolitica.wordpress.com/2011/10/11/o-choque-geopolitico-do-%C2%ABshale-gas%C2%BB-polaco/
http://www.europeanenergyreview.eu/data/docs/Viewpoints/ppt0000002.pdf