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26 outubro 2013

Sismo de 7,3 de magnitude na região de Fukushima

    O USGS registou, ontem, um sismo de 7,3 de magnitude na região de Fukushima, no Japão. A central nuclear foi evacuada e houve um alerta de tsunami, já levantado.

Localização da região epicentral (Fonte: BBC News)

06 outubro 2013

Cavernas de Gás Natural em Portugal sem Risco Sísmico

Geólogo garante ao Expresso que o armazenamento de gás natural nas quatro cavernas em Pombal não poderá provocar sismos, tal como está a acontecer na costa de Valência. 

 
Armazenamento subterrâneo de gás natural em Carriço, concelho de Pombal

Em Portugal existem quatro cavernas onde é armazenado gás natural mas, ao contrário do projeto espanhol em Valência, que terá provocado mais de 20 sismos nas últimas 24 horas, por cá não há esse risco, garantiu ao Expresso o presidente da Associação Portuguesa de Geólogos.

05 outubro 2013

Valência: Sismos continuam junto a armazém de gás






Mais de 20 sismos, incluindo um de magnitude 4,1 na escala de Richter, registaram-se desde a noite de terça-feira na zona do Golfo de Valência próximo de um polémico armazém subterrâneo de gás natural instalado nas costas de Vinarós (Castellón, Espanha).

Dados do Instituto Geográfico Nacional referem que desde meados de Setembro a zona registou já quase 350 sismos, numa situação que está a suscitar polémica e amplo debate em torno do futuro do projecto.

03 outubro 2013

NASA divulga primeiras imagens de satélite da nova ilha formada no Paquistão

    Na sequência da formação de um vulcão de lama aquando do sismo que abalou a província do Baluchistão no Paquistão, a NASA divulgou as primeiras imagens de satélite.

26 setembro 2013

Pequena ilha surge na costa do Paquistão após sismo

    As autoridades paquistanesas estão a investigar o aparecimento de uma pequena ilha na costa do Paquistão, um dia depois do sismo que abalou a província do Baluchistão, a sudoeste do país.
    O Baluchistão é a província mais vasta, a menos populosa e a mais pobre do Paquistão, mas o seu solo é rico em hidrocarbonetos e minerais.
Ilha formada
    Esta ilha tem cerca de 30 metros de comprimento, 76 de largura e 18 de altura, e emergiu perto de Gwadar, após o terramoto que destruiu dezenas de milhares de habitações em Awaran e se fez sentir na capital Karachi, onde vivem 20 milhões de pessoas, na Índia e no Irão. Segundo dados da ONU, 61 mil pessoas vivem num raio de 50 quilómetros do epicentro do sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter, registado às 16h29 de terça-feira (dia 24) (12h29 em Lisboa).

20 junho 2013

29 novembro 2012

Tsunami "voltou a invadir" a costa portuguesa

Um tsunami semelhante ao provocado pelo terramoto de 1755, com ondas que podem chegar aos nove metros de altura na ponta de Sagres, foi simulado nos dias 27 e 28 deste mês nos computadores em rede dos centros de alerta de 19 países do nordeste do Atlântico, incluindo Portugal (Fig. 1).

Fig. 1 - Simulação de um tsunami gerado por um maremoto
a 165 km a Sudoeste do Cabo de São Vicente.

Trata-se de um exercício patrocinado pela UNESCO, que estará operacional em 2013, no âmbito da criação do Sistema de Mitigação e Aviso Prévio de Tsunamis para o Nordeste do Atlântico e Mediterrâneo, chamado NEAMWave12. O seu objectivo é testar pela primeira vez e em simultâneo as comunicações e a capacidade de resposta das autoridades de protecção civil ou de gestão de emergência a um evento extremo deste tipo.

As comunicações serão testadas entre os países candidatos à instalação do futuro centro regional de alerta (Portugal, Grécia, Turquia e França) e vão ser utilizados quatro cenários de tsunami, um dos quais para o Atlântico Nordeste, que será gerido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) recentemente criado, onde se integram as estruturas do Instituto de Meteorologia.

Este cenário procura reproduzir o tsunami desencadeado pelo terramoto de 1755, com epicentro a 165 quilómetros a sudoeste do Cabo de S. Vicente, na zona das falhas da Ferradura e do Marquês de Pombal, a 35 quilómetros de profundidade, e com uma magnitude estimada de 8,7 na escala de Richter.
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Adaptado de:

11 abril 2012

Monitor Sismico / Seismic Monitor

Se queres/precisas de saber a actividade sísmica a tempo real e nos últimos 30 dias, então visita:




If you want/need to know the seismic activity in real time and in the last 30 days, thus visit:




Fig. 1 - Visualização do Monitor Sísmico / Preview of Seismic Monitor.


20 março 2012

Sismo de magnitude 7,4 abala o México


   Um sismo de 7,4 na escala de Richter registou-se hoje (20 de Março) no México, na região de Oaxaca, a sudoeste do país, e a 25 quilómetros da cidade de Omepetec, pelas 12h02 locais (18h02 em Lisboa). Sentiram-se pelo menos três réplicas após o primeiro abalo. 



   O abalo, que se prolongou por alguns minutos, teve epicentro 186 quilómetros a Este de Acapulco e a 25 quilómetros de Ometepec, no estado de Guerrero. O Instituto de Geologia mexicano (SSN),  referiu que o hipocentro ocorreu a cerca 20 quilómetros de profundidade do Golfo, também designado Mar de Cortez, que separa a península da Baixa Califórnia do resto do país. Nesta zona, a actividade sísmica é permanente.

   Muitas pessoas saíram dos edifícios e esperaram na rua enquanto o abalo era sentido. Na Cidade do México, as redes de telemóveis ficaram interrompidas após o abalo, mas o metro continuou a funcionar, e no aeroporto Benito Juárez não houve notícias de danos. As autoridades confirmaram "escassos danos materiais", embora diversas construções dos bairros mais antigos da cidade terem ficado danificadas .


   O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico adiantou que este sismo, em terra, não deverá gerar um tsunami de grande dimensão e destrutivo, mas não afastou a possibilidade de algumas situações localizadas. 


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Adaptado de:

10 novembro 2011

Sismo na Turquia faz ruir hotel e um edifício de escritórios

Um sismo de magnitude 5,6 na escala de Richter, registado esta noite no leste da Turquia, provocou o desmoronamento de um hotel de seis andares, noticiou a televisão privada turca NTV.

O abalo foi sentido às 21:23 locais (19:23 de Lisboa) e o epicentro foi localizado no distrito de Edremit, acrescentou a mesma estação televisiva. Um despacho da AFP, esclarece que o referido distrito está localizado a cerca de 15 quilómetros da província de Van, atingida no passado dia 23 de Outubro por um outro sismo, de magnitude 7,4, que causou mais de 600 mortos.
(Notícia de última hora)
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Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/

13 março 2011

Cenários são devastadores para região de Lisboa

Num futuro mais ou menos próximo, um grande terramoto na região de Lisboa e Vale do Tejo é inevitável. E, se nada for feito, as consequências serão gravíssimas.

De cada vez que ocorre um sismo, fala-se em magnitude segundo a escala de Richter e em intensidade segundo a escala de Mercalli. A primeira é uma medição da quantidade de energia libertada pelas ondas sísmicas; a segunda contempla os efeitos de forma qualitativa. A de Richter é "aberta", na medida em que não se conhece o nível máximo possível; contudo, os maiores terramotos jamais registados, entre os quais o de Lisboa em 1755, rondam o grau 9 nesta escala. A partir da magnitude 6, o sismo é considerado forte. Já a escala de Mercalli vai de I (quase imperceptível) a XII (catastrófico) passando por IX (devastador) e mede os estragos provocados pelo sismo em termos de destruição material e humana.

As duas escalas não dizem o mesmo, apesar do que poderia parecer à primeira vista. Um sismo pode não ser muito forte em termos de energia libertada (6 na escala de Richter, por exemplo), mas ter efeitos devastadores sobre as construções e as pessoas merecendo um IX na escala de Mercalli. Por outro lado pode ser de grau 9 na escala de Richter, não ser sentido por ninguém e corresponder a I na escala de Mercalli, caso ocorra no meio do deserto, longe das habitações.

Maria Ana Baptista, professora do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa, exemplifica essa influência da distância ao epicentro com dois sismos portugueses: "Faz em Abril, cento e dois anos que ocorreu o sismo com epicentro em Benavente, a norte de Lisboa, e cujos estragos foram imensos [apesar de a magnitude ser próxima de 6 na escala de Richter]. Mas no último grande sismo em Lisboa, a 28 Fevereiro de 1969, apesar de a magnitude ter sido 8 [Richter], como o epicentro estava a cerca de 250 km, se bem que tenha havido estragos, eles teriam sido muito piores se o epicentro estivesse mais próximo."

Mas então, por que é que o terramoto de 1755 foi tão devastador, visto que o seu epicentro foi ao largo da costa alentejana? "Quanto mais afastado o sismo, menores os danos", diz-nos José Fernando Borges, membro do Centro de Geofísica de Évora e docente do Departamento de Física da Universidade de Évora. "Mas existe também um efeito de amplifi cação [das ondas sísmicas] e, em Lisboa e Vale do Tejo, o tipo de solo, com zonas de aluviões, é propício a esse fenómeno de amplifi -cação." Foi o que aconteceu no século XVIII. E vai tornar a acontecer. Só não se sabe é quando.

Inevitável
Mais precisamente, frisa o investigador, "se o epicentro for a sudoeste do cabo de São Vicente, tal como em 1755 [e com magnitude de quase 9 na escala de Richter], em Lisboa, devido à densidade populacional, a destruição será igualmente grave. A intensidade poderá atingir IX na escala de Mercalli, com queda de edifícios, destruição das vias de comunicação, incêndios.

Isso será devastador não só para Lisboa, mas também para toda a costa alentejana e o Algarve." Acrescenta Maria Ana Baptista: "se um sismo de 8,75 [na escala de Richter] como o de 1755 fosse gerado no mar, tal como em 1755, a probabilidade de haver um tsunami seria muito grande. E também podemos imaginar o que aconteceria com um sismo de grau 9 com epicentro próximo de Lisboa: o mesmo que aconteceu às populações de Sumatra que, não o esqueçamos, antes de serem atingidas pelo tsunami foram atingidas por um sismo de magnitude 9".

Porém, se o epicentro estiver situado mais perto de Lisboa, o mais provável, faz notar José Fernando Borges, é que não seja tão forte como o de 1755. Mas isso não é necessariamente uma boa notícia. "Se o epicentro for em Lisboa ou numa zona próxima, a magnitude não deverá ser muito superior a 6,3 na escala de Richter", explica. "É pouco provável [mas não impossível] que seja superior a isso.

Foi o caso do sismo de 1909, que destruiu Benavente. Mas nas zonas muito próximas do epicentro, a intensidade poderá ir até VIII ou mesmo IX na escala de Mercalli. O que significa que poderá verificar-se um grande nível de destruição nas zonas densamente povoadas." Seja como for, Lisboa e arredores são dados à partida como perdedores nesta lotaria sísmica.Mas será que nos devemos mesmo preocupar agora? Não estaremos a ser alarmistas antes do tempo? Quando é que terramotos devastadores poderão tornar a acontecer? Dentro de séculos, de milénios? Infelizmente, pode ser já amanhã. "Um sismo [com epicentro em Lisboa ou perto, magnitude à volta de 6 na escala de Richter] vai acontecer, isso é inevitável", responde José Fernando Borges.

Há uma grande imprecisão mas pode perfeitamente ocorrer nos próximos 50 anos." Como se irão comportar as construções? Em 2005, uma simulação do LNEC deu os seguintes resultados para um sismo do tipo de 1755: 53.387 prédios danificados só em Lisboa e quase meio milhão (477.170) na Grande Lisboa, com danos que iriam de ligeiros (26,3 por cento) ao colapso total (1,8 por cento). Balanço humano: cerca de 10 mil mortos, dependendo, contudo, da hora em que acontecesse o abalo. E uma catástrofe económica também.
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Fonte: publico.pt

08 março 2011

Falha desconhecida pode ter estado na origem de sismo no Haiti

Os geólogos procuram uma explicação para aquilo que aconteceu à aproxidamente um ano no Haiti. A questão do cenário é importante para prever a frequência e intensidade de próximos sismos.

Quando a terra tremeu, os geofísicos não ficaram surpreendidos, tendo em conta que Port-au-Prince se encontra numa zona sísmica activa, próxima da falha Enriquillo-Plantain Garden (EPG), mas a origem precisa do terramoto permanece um mistério. Uma falha setentrional, a fronteira entre a placa das caraíbas e a norte-americana, faz com que estas escorreguem uma contra a outra a uma velocidade de dois centímetros por ano.

Segundo um estudo publicado na «Nature Geoscience», o cenário não é totalmente inofensivo. Aliás, uma boa compreensão do fenómeno permitirá prevenir sobre novos sismos, saber a sua frequência e estimar a probabilidade da intensidade.

O sismo do Haiti está ligado à deslocação das placas das Caraíbas e norte-americana, mas a crosta não se rompeu na superfície tal como pensavam os investigadores e, por isso, continuam a analisar imagens de satélites de “antes” e “após” a medições de GPS de pequenas deformações que seguiram o tremor. A partir daqui, formularam-se três cenários distintos.

A ausência de desnível poderia ser explicada pela ruptura de uma falha, até agora desconhecida e situada nas profundezas da EPG. Outra hipótese é o sismo ser resultado de pequenas falhas na superfície. Os especialistas sugerem ainda que pequenas deformações observadas sejam compatíveis com a ruptura gigantesca da EPG, mas sem ligação a pequenas falhas secundárias.

Até agora, nenhuma das três possibilidades foi comprovada e os geólogos temem um novo tremor de terra devastador a curto prazo.
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Fonte: cienciahoje.pt

22 fevereiro 2011

Sismo arrasa Christchurch

Um sismo de magnitude 6.3 na escala de Richter abalou Christchurch, a segunda maior cidade da Nova Zelândia.

Link vídeo: http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=51a953d3-34bb-42a7-aa3d-ca015e0b616c
Fotos: http://static.publico.clix.pt/docs/mundo/sismonovazelandia/

Fonte: Reuters/PÚBLICO

07 janeiro 2011

Apontamentos de Geologia Geral I -Sismos e sismologia I


Sismos, terramotos ou abalos sísmicos, todos são movimentos naturais, bruscos e de duração relativamente curta. O seu estudo, assim como dos abalos artificiais provocados pelo Homem, é feito pela Sismologia, área científica que se tem vindo a revelar ser de grande importância para a compreensão das principais características do interior da Terra.

Os sismos podem ocorrer naturalmente devido a movimentos de origem tectónica, actividade vulcânica, deslocamentos superficiais de terreno (abatimentos, escorregamentos). No caso de serem induzidos pelo Homem, podem resultar de explosões nucleares subterrâneas, grandes barragens, da injecção de fluidos em furos profundos, etc.

Um sismo consiste na vibração das partículas do solo produzida por uma brusca libertação de energia acumulada num qualquer ponto no interior da Terra designado de foco ou hipocentro. Esta acumulação de energia resulta da deformação progressiva e elástica das rochas por efeito de enormes forças de tensão que se fazem sentir sobre elas, sobretudo nos limites das placas tectónicas.

De acordo com a Teoria do Ressalto Elástico, a libertação de energia ocorre quando é ultrapassado o limite de elasticidade das rochas sujeitas a deformação, ocorrendo rupturas no interior da massa rochosa. Na zona de fractura, a falha activa, verifica-se o deslizamento brusco (ressalto) de um lado da falha relativamente ao outro. Este fenómeno é seguido de um reajustamento elástico que tende a repor a posição original dos dois blocos da falha.

O epicentro não é mais do que o ponto geográfico na superfície terrestre directamente acima do foco, e, como tal, o ponto à superfície onde o sismo se faz sentir com maior força.
A ocorrência de um sismo de grande expressão é muitas vezes precedida de pequenos abalos conhecidos por abalos premonitórios. Igualmente frequentes, são as réplicas ocorridas após os sismos, que, podendo suceder-se em número variável, são abalos de menor dimensão que traduzem a existência de movimentos de reajustamento junto à falha gerada pelo sismo.


A medição dos sismos
Actualmente, um sismo é medido através da sua intensidade e/ou da sua magnitude.
A intensidade sísmica é uma grandeza subjectiva, uma vez que é determinada em função dos efeitos provocados pelas ondas sísmicas nas regiões atingidas. A escala mais utilizada para medir a intensidade é a escala modificada de Mercalli, de natureza qualitativa e variando em 12 graus. O facto de diferentes regiões atravessadas pelas ondas sísmicas apresentarem diferentes graus de intensidade está relacionado com as características litológicas regionais e com a densidade populacional. A primeira influencia a maneira como o terreno reage à passagem das ondas sísmicas (terrenos mais frágeis têm tendência a quebrar e estabilizar após a passagem das ondas, enquanto zonas pouco rígidas, como as areias, têm tendência para continuar a reproduzir os efeitos das ondas sísmicas, funcionando quase como que «amplificadores»). A segunda está relacionada com o carácter subjectivo da escala de Mercalli, isto é, não poderá ser atribuída uma intensidade sísmica a uma região se ninguém recolher dados sobre o que nela se passou. 


A magnitude é uma grandeza definida em função da amplitude máxima das ondas sísmicas verificada nos sismogramas. Este parâmetro, conjugado matematicamente com a distância epicentral, permite quantificar a energia libertada no foco de um sismo, independentemente do local onde as captações tenham sido feitas. Dado o seu carácter objectivo, é possível atribuir um único valor de magnitude a um sismo, utilizando-se para esse efeito a escala de Richter. Esta é uma escala logarítmica com base dez, o que, em termos práticos, significa que um sismo de intensidade 5, será 10 vezes maior do que um com intensidade 4, e por aí em diante. 


22 dezembro 2010

Açores dão sinal de vida - actividade sísmica ao largo da ilha das Flores (Azores seismic activity)

 Nos últimos dias tem se vindo a verificar a ocorrência de sucessivos sismos na Crista Média Oceânica, gigantesca cadeia montanhosa submarina sob a qual estão as ilhas dos Açores. Admite-se uma possível origem vulcânica para os mais de 100 abalos que se têm registado.


Os sismos de comportamento irregular, têm tido magnitudes entre os 3 e 4 graus na escala de Richter, e,  por isso não têm sido notados pelas populações mais próximas (na ordem dos 120/150km  de distância).

Dada a posição e origem da próprias ilhas dos Açores, admite-se que os recentes abalos estejam directamente relacionados com actividade vulcânica localizada entre os 800 e 2000m de profundidade.

Tendo em conta a profundidade a que se está a desenrolar a actividade sísmica mais significativa, seria necessária uma elevadíssima quantidade de material vulcânico para que se formasse um novo ilhéu. Apesar de tudo, no passado há registos de ilhéus que surgiram desta forma nos Açores. Em 1811 surgiu um ao largo da ilha de S. Miguel, onde o mar é menos profundo do que na zona em que se registaram os sismos mais recentes. No entanto, esse novo ilhéu, que chegou a receber o nome de ilha Sabrina, não resistiu intacto até ao fim desse mesmo ano devido à erosão marinha.

As populações insulares não correm quaisquer riscos, sendo que os únicos cuidados a ter vão para os navios que naveguem na zona da possível erupção.


Quando ocorrem próximo da superfície, os vulcões submarinos podem projectar cinzas para a atmosfera, no entanto, e este é o caso, quando ocorrem a maiores profundidades na ordem dos mil metros, o material expelido é lava, que pelo contacto brusco do material escaldante com as águas a muito menor temperatura, vai assumindo uma forma característica: as «lavas em almofada» ou pillow-lavas.


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In the last few days it has been observed the occurrence of successive earthquakes in the Mid-Atlantic Ridge Ocean, a vast underwater mountain range beneath which are the islands of the Azores. It is assumed a possible volcanic origin for the more than 100 quakes that have occurred.
  
The earthquakes have an erratic behavior, with magnitudes ranging between 3 and 4 degrees on the Richter scale.

Given the depth where more significant seismic activity  is taking place, it would be necessary a enormous amount of volcanic material in order to form a new island. After all, in the past there are records of small islands which born this way in the Azores. In 1811, off the coast of the island of St. Miguel, where the sea is shallower than the zone in which earthquakes have been recorded more recently, a new island emerged. However, this new island, which came to be named after Sabrina Island, did not survive intact until the end of that same year due to sea erosion. 

The islanders are not at risk, and the only care to have  is with ships sailing in the area of the possible eruption.

When eruptions occur near the surface, the submarine volcanoes can project ash into the atmosphere, however, and this is the case, when they occur at greater depths in the order of one thousand meters, the expelled material is lava, which at the sudden contact with water at much lower temperature, takes on a characteristic shape: the pillow lavas.
 


01 novembro 2010

255 anos sobre o Terramoto que destrui Lisboa

Na madrugada em que que fazem 255 anos desde o grande terramoto que destruiu a cidade de Lisboa, a equipa enGeo.web disponibiliza ao público um documentário sobre o acontecimento.

Aqui podem fazer o download integral:
Earthquake.The.Destruction.Of.Lisbon.HDTV.XVID