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09 setembro 2013

Seminário: "Técnicas Geoquímicas Aplicadas a Exploração de Petróleo e a Problemas Ambientais"


No dia 12 de Setembro de 2013, às 14h30, realizar-se-á o seminário: "Técnicas Geoquímicas Aplicadas a Exploração de Petróleo e a Problemas Ambientais", no anfiteatro 6.2.56 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), proferido pelo Professor Doutor João Graciano Mendonça Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

14 novembro 2011

Lítio em Portugal - PARTE III - Mineralogia e Geoquímica do Lítio

O lítio é o mais leve de todos os metais, tendo metade da densidade de água. Por ser muito reactivo, não se encontra na natureza no estado livre e, apesar de ocorrer em cerca de 145 minerais, apenas quatro são objecto de exploração comercial.

Em termos geoquímicos, o lítio tende a concentrar-se nos últimos produtos resultantes da cristalização do magma. Este elemento difere dos restantes metais alcalinos devido à sua incapacidade de entrar nas estruturas dos feldspatos. O feldspato potássico e as plagioclases que se formam durante o estágio principal da cristalização são pobres em lítio, e, muito embora este metal forme minerais independentes nos pegmatitos, nunca foi encontrado como feldspato.

O lítio não forma estruturas feldspáticas por razões termoquímicas, cristalizando no seu lugar, a espodumena ou a petalite. Há um grande enriquecimento em lítio nas micas, anfíbolas e piroxenas durante o decorrer da cristalização do magma. O Li+ substitui o Mg2+ nos minerais, funcionando o segundo como seu «protector» devido à sua maior abundância.

Durante a substituição do Mg2+ pelo Li+, a estrutura sofre uma perda de energia, isto é, quando o ião Li+, de menor carga que o Mg2+, penetra na estrutura, esta fica debilitada. Daqui se conclui que esta substituição não pode ocorrer até ser atingida uma temperatura relativamente baixa, isto é, até às últimas fases de cristalização.

Como já foi referido, apesar de existir mais de uma centena de minerais com lítio na sua composição, a sua extracção é apenas viável em cerca de quatro:

ESPODUMENA
Piroxena (aluminossilicato de lítio, LiAlSi2O3). Da sua alteração resulta caulinite, montmorilonite e clorite. Constitui a principal fonte de lítio, variando os teores entre 1,3%-3,6%.

LEPIDOLITE
Mica lítica que apresenta uma solução sólida completa com a moscovite. Filossilicato de cor violácea ou rósea (K2(Li6-7Al2-1O20)(OH,F)4). O conteúdo em lítio varia desde os 1,53% ao máximo teórico de 3,6%, apesar de nos depósitos comerciais variar entre 1,4-1,9%. Ocorre geralmente em agregados compactos de lâminas finas, segundo corpos granulares ou ainda segundo cristais prismáticos.

PETALITE
Tectossilicato (LiAlSi4O10). O conteúdo teórico de lítio é 4,9%, mas em depósitos comerciais varia entre 3,6-4,7%.

AMBLIGONITE
Fosfato rico em flúor e lítio (LiAl(PO4)(F,OH)). O conteúdo em Li2O é de 10,1%. Ocorre segundo agregados grosseiros ou segundo massas arredondadas.

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Adaptado de:  
Ricardo Manuel (2011), Pegmatitos em Portugal - a importância das fontes de lítio, Rochas Industriais e Ornamentais, Departamento de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologias, Universidade Nova de Lisboa.

15 fevereiro 2011

Apoio ao estudo - PSS e Geoquímica

Disponibilizamos duas sebentas que pretendem servir como apoio no estudo das disciplina de PSS e Geoquímica. As nossas publicações constituem meros apoios ao estudo e não substituem de maneira nenhuma a frequência das aulas e a consulta da bibliografia indicada pelos docentes.

PSS - Petrologia Sedimentar e Sedimentologia 


PSS - por Ricardo Manuel; 58pág.

Sebenta com a matéria completa de acordo com o programa , baseada na bibliografia indicada (ver no interior).









PSS - por Bruno Silva; 21pág.

Sebenta com o essencial da matéria com base em apontamentos das aulas. 







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Geoquímica


Geoquímica - por Ricardo Manuel; 47 pág.

Sebenta com a matéria teórica leccionada no ano lectivo 2009/2010, faltando apenas a Geoquímica ambiental. Baseada nas apresentações powerpoint fornecidas pelo docente.







Para ter acesso às sebentas ENGEoweb, bastará contactar-nos em: engeo.web@hotmail.com


Pedimos desculpa por eventuais erros. Caso os detectem, podem sempre informar-nos. Estaremos sempre disponíveis para receber críticas, comentários ou sugestões (construtivas). Com o vosso apoio e compressão, esperamos ter sido, mais uma vez, úteis.

18 dezembro 2010

LNEG - Curso de mineralizações de Urânio Fev. 2011

Curso "Mineralizações de Urânio"

O curso "Mineralizações de Urânio" irá decorrer de 22 a 26 de Fevereiro de 2011, no Auditório do LNEG em Alfragide.

Objectivos
Consolidação de competências em mineralizações de urânio, com particular destaque nas seguintes temáticas:
·        - Conhecimento das propriedades do urânio;
·         -Conhecimento dos processos magmáticos e fontes de urânio;
·      -Compreensão dos conceitos principais relacionados com mineralização de urânio conhecidas mundialmente;
·         Actuais linhas de orientação para prospecção de mineralizações de urânio.

Destinatários
Profissionais da área de prospecção de depósitos de urânio, técnicos envolvidos directa ou indirectamente nos processos relacionados com prospecção mineral, departamentos/áreas de geociências de universidades, estudantes e investigadores.

Inscrições
A inscrição inclui almoço, cafés e documentação do curso, sendo limitada ao número de lugares disponíveis.

A pré-inscrição é obrigatória e deve ser efectuada por e-mail, até 15 de Janeiro de 2011, para: formacao_uranio@lneg.pt

Normal – 150 €
Estudante (apresentação de cartão) – 60€

Local
LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia
Estrada do Zambujal, Apartado 7586
2721-866 Alfragide
Portugal
www.lneg.pt


06 novembro 2010

Lítio - o metal do futuro

O lítio não se encontra livre na natureza. Tende a ficar enriquecido, concentrado, na fase final da cristalização magmática. É mais abundante nas rochas ígneas graníticas e ainda em sienitos e sienitos nefelínicos.
Está presente em micas, anfíbolas e piroxenas, não entrando na estrutura dos feldspatos por razões termoquímicas, diferindo aí dos restantes metais alcalinos. Mesmo que a composição química de uma solução contenha lítio suficiente para se formarem feldspatos, isso não ocorre, formando-se uma piroxena de lítio, como a espodumena ou um feldspatóide como a petalite.

Não ocupa uma posição estrutural semelhante ao potássio, mas substitui Al3+ e Mg2+ na estrutura dos minerais máficos.
Ao longo do seu ciclo geoquímico, o lítio segue o magnésio através da meteorização e sedimentação.
Os principais minerais de lítio são: espodumena, lepidolite, petalite e turmalina.

O lítio tem grande aplicação em baterias, materiais de transferência de calor, máquinas de ar-condicionado, sistemas de secagem industrial, lubrificantes de alta temperatura, vidros e cerâmicas especiais.

A futura frota de carros eléctricos poderá depender de um elemento obscuro actualmente apenas extraído em meia dúzia de locais. Ao usar o metal mais leve do mundo com capacidade para armazenar a corrente eléctrica, as baterias de lítio fornecem a energia de que os automóveis necessitam sem os tornar mais pesados e sem exigir paragens frequentes para recarga.

Este metal é extraído como minério suspenso em soluções salobras encontradas sob planícies de sal. Nos últimos, o Chile tem explorado as suas planícies de sal ricas em lítio, tornando-se o maior produtor do mundo. 

Ver também no engeo.web: Lítio - exploração em Portugal
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Fontes: 
National Geographic Portugal Nº105 (Dezembro 2009)
Wikipédia

06 outubro 2010

Nova idade da Terra

Um recente estudo britânico chegou à conclusão de que o nosso planeta é 70 milhões de anos mais novo do que aquilo que se supunha.