O Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) vai promover uma palestra subordinada ao tema: "Património geológico e mineiro da Zona Sul Portuguesa, fundamentos para o desenvolvimento de Geoparques no Alentejo".
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06 setembro 2014
16 maio 2014
Palestra: "Carta Radiométrica de Portugal: Uma ferramenta de prospecção"
No dia 20 de Maio, pelas 11 horas no Auditório do LNEG, em Alfragide, decorrerá a palestra "Carta Radiométrica de Portugal: Uma ferramenta de prospecção", apresentada pela Doutora Maria João Batista.
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| Fonte: http://www.scielo.br/img/revistas/rbg/v28n4/a11fig07.jpg |
29 março 2014
"Migmatitos, granulitos e outras rochas metamórficas de elevado fluxo térmico"
No próximo dia 2 de Abril, pelas 11 horas, realiza-se a palestra "Migmatitos, granulitos e outras rochas metamórficas de elevado fluxo térmico: cartografia, geoquímica e sua relevância na compreensão da evolução geodinâmica de zonas orogénicas" pelo Doutor Telmo Bento dos Santos. A apresentarão o tema será realizada no Auditório do LNEG, no Pólo de Alfragide.
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| Arquipélago das Berlengas. |
A palestra abordará conceitos fundamentais na compreensão das rochas metamórficas de alto grau e apresentará exemplos de trabalho realizado em faixas orogénicas de alto fluxo metamórfico no Brasil (Estado do Rio de Janeiro) e em Portugal, nomeadamente no Arquipélago das Berlengas e dos Farilhões e na Zona Centro Ibérica (sector entre Penalva do Castelo e Figueira de Castelo Rodrigo). Será abordada a relevância da cartografia e da geoquímica elementar e isotópica na compreensão destas faixas metamórficas.
O Doutor Telmo M. Bento dos Santos é geólogo e investigador da UGHGC - Unidade de Geologia, Hidrogeologia e Geologia Costeira do LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia. Licenciou-se em Geologia em 2003 e doutorou-se em Geoquímica em 2008 pela Universidade de Lisboa. Desde então, desenvolve investigação na área da petrologia e geoquímica de rochas metamórficas de médio/alto grau e granitóides, aplicando conhecimentos derivados da geocronologia, geologia isotópica, geoquímica elementar, petrologia, cartografia geológica e análise estrutural com o intuito de obter evidências para a evolução geodinâmica de faixas orogénicas e da evolução da crosta média/inferior. É autor de várias publicações científicas internacionais, editor associado da revista científica Earth Science Research e editor e revisor de vários periódicos internacionais. Colabora com o CeGUL - Centro de Geologia da Universidade de Lisboa, tendo sido regularmente convidado para apresentar palestras na área da Petrologia Metamórfica.
A inscrição é gratuita, mas obrigatória, e pode ser efectuada através do seguinte formulário de inscrição.
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Adaptado de:
http://www.lneg.pt/divulgacao/destaques/170
A inscrição é gratuita, mas obrigatória, e pode ser efectuada através do seguinte formulário de inscrição.
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Adaptado de:
http://www.lneg.pt/divulgacao/destaques/170
17 março 2014
"Caulinos sedimentares em Portugal: ocorrência, características e áreas potenciais"
No próximo dia 21 de Março, pelas 16 horas, realiza-se a palestra "Caulinos sedimentares em Portugal: ocorrência, características e áreas potenciais" pelo Doutor José Vitor Lisboa e Mestre Rui Sardinha. A apresentarão o tema será realizada no Auditório do LNEG, no Pólo de Alfragide.
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| Centro de Exploração de Caulino em Albergaria dos Doze, Pombal (Fonte:Argilis) |
Os caulinos sedimentares constituem uma matéria-prima utilizada essencialmente na indústria cerâmica e embora actualmente constituam a principal fonte deste tipo de argila, como recurso, encontra-se ainda pouco estudado em Portugal. Nesta palestra é feita uma caracterização geral dos caulinos sedimentares no país, são definidas as áreas/unidades geológicas potenciais para a sua ocorrência e é avançada uma estimativa do montante deste recurso.
O Doutor José Vítor Lisboa é Investigador Auxiliar do LNEG, na Unidade de Recursos Minerais e Geofísica. É doutorado em Geociências e exerce actividade desde 1993 na área dos recursos minerais não metálicos com incidência na cartografia e caracterização destes recursos e estudo de fracturarão de granitos para fins ornamentais. Actualmente tem como interesses de investigação principais a caracterização de matérias-primas cerâmicas.
O Mestre Rui Sardinha é Bolseiro de Investigação Científica desde 2009. Licenciou-se em 2008 em Engenharia Geológica na Universidade de Évora e mais recentemente obteve o diploma de Mestre. Tem desenvolvido trabalhos nas áreas da cartografia temática de rochas ornamentais, cartografia e caracterização de matérias-primas argilosas.
A inscrição é gratuita, mas obrigatória, e pode ser efectuada através do seguinte formulário de inscrição.
25 janeiro 2014
Identificados novos locais no Alentejo e Algarve com cobre, chumbo, níquel e zinco
Novos locais com cobre, chumbo, níquel ou zinco foram descobertos a sul de Portugal, permitindo actualizar a Carta das Ocorrências Mineiras do Alentejo e Algarve e atrair novos investimentos, disse hoje fonte do Laboratório Nacional de Energia e Geologia.
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| (www.lneg.pt) |
18 novembro 2013
Seminário de apresentação do projecto PanGeo
O Laboratório Nacional de Energia e Geologia irá realizar, no dia 19 de Novembro pelas 9h30, um seminário de apresentação do projecto PanGeo, no Auditório Carlos Ribeiro (Alfragide, LNEG).
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| Fonte: pangeoproject.eu |
Este seminário, dirigido a todos os interessados em perigosidade e riscos naturais, em especial a investigadores, geocientistas, autarquias e a todos os responsáveis pela gestão e mitigação de riscos naturais, tem como objectivos:
- Divulgar o projecto PanGeo e os seus objectivos;
- Apresentar casos de estudo na Europa;
- Apresentar a tecnologia InSAR aplicada à medição de movimentos activos do solo e sua aplicação na gestão da perigosidade geológica.
13 novembro 2013
LNEG integra consórcio em Angola
O Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) integra um dos três consórcios que assinaram contratos com Angola para a execução do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO).
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| Fonte: Angola25horas |
Os consórcios são dirigidos pela empresa chinesa CITIC, pela empresa brasileira Costa Negócios/Topocart e pela empresa espanhola Impulso. A escolha das empresas e instituições foi feita em concurso internacional e a área total de intervenção corresponde à totalidade da superfície do país, com excepção de Cabinda.
16 junho 2013
Aljustrel vai receber novo Centro de Estudos Geológicos
A construção do futuro Centro de Estudos Geológicos e Mineiros de Aljustrel (CEGMA) deverá arrancar ainda este ano, num investimento de pouco mais de 900 mil euros.
A empreitada é promovida pelo LNEG, com o apoio da Câmara de Aljustrel e da empresa Almina, e visa ser mais que um "arquivo inerte" de amostras e sondagens mineiras.
A empreitada é promovida pelo LNEG, com o apoio da Câmara de Aljustrel e da empresa Almina, e visa ser mais que um "arquivo inerte" de amostras e sondagens mineiras.
11 junho 2013
1º Seminário da Plataforma Portuguesa de Geotermia Superficial
A Plataforma Portuguesa de Geotermia Superficial (PPGS) organiza o seu primeiro seminário dia 8 de Julho de 2013, das 9 às 17 horas, no Auditório do LNEG em Alfragide.
A PPGS foi constituída através de um protocolo de cooperação entre a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), a Associação Portuguesa de Geólogos (APG) e a Agência para a Energia (ADENE), contanto com a colaboração de instituições tais como o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) e a Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET). Os seus objectivos passam pela criação de uma base de estudo, análise e divulgação do aproveitamento geotérmico através de bombas de calor, perspectivando a progressão do conhecimento na área da geotermia superficial em Portugal.
Este seminário visa dar a conhecer a plataforma e abordará assuntos transversais à geotermia de baixa entalpia, desde conceitos básicos a casos práticos, passando um olhar pelo panorama nacional e internacional ao nível da sua aplicação, legislação, formação, informação (cartografia), entre outros.
Programa AQUI
A inscrição gratuita mas obrigatória pode ser feita até ao dia 21 de Junho de 2013, indicando o nome e instituição/empresa para o seguinte e-mail: ppgs.seminario2013@gmail.com
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Retirado de:
http://apgeologos.wordpress.com/2013/06/09/1o-seminario-da-plataforma-portuguesa-de-geotermia-superficial-ppgs/
11 janeiro 2013
1º Workshop da Parceria Portuguesa para os Recursos Minerais
A Associação Portuguesa de Geólogos (APG) conjuntamente com a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) e com o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), com o apoio da Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora (ANIET) e da Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins (Assimagra, Recursos Minerais) encontram-se a promover a criação da Parceria Portuguesa para os Recursos Minerais (PPRM).
A PPRM pretende congregar toda a comunidade nacional relacionada com os recursos minerais: empresas mineiras, empresas de serviços e instituições de investigação.
O primeiro workshop desta parceria, que pretende lançar a discussão em torno da missão, objectivos, governação e contribuições do sector, irá realizar-se no auditório Carlos Ribeiro do LNEG, em Alfragide, no dia 29 de janeiro.
Fig. 1 - Cartaz do 1º Workshop da PPRM.
As entidades promotoras desta iniciativa convidam todos os interessados a participar neste workshop e a integrar esta Parceria.
Informações em:
Inscrições com entrada livre mas sujeita a uma pré-inscrição obrigatória até 24 de Janeiro para:
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Fonte/Source:
07 fevereiro 2012
LNEG estuda costa ocidental
O LNEG prepara-se para avançar com a cartografia geológica em profundidade à escala 200 mil, da costa portuguesa.
Em 2012, na sequência de protocolo assinado com a Direcção-Geral de Energia e Geologia, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) prepara-se para avançar com a cartografia geológica em profundidade, à escala de 200 mil, da costa portuguesa. "Essa cartografia e a análise da mesma e das sondagens existentes por parte de um Laboratório de Estado permitirá ao País, e não apenas às empresas petrolíferas, um conhecimento geral mais elevado", explica o geólogo Pedro Terrinha.
A primeira área a ser cartografada – de um total de cinco cartas – corresponde à zona entre Peniche e Setúbal. Segundo o geólogo, a escolha desta área está relacionada com o facto de já existir uma cartografia em terra bastante desenvolvida e por se tratar de uma região do país "onde se sabe que há hidrocarbonetos". No final do ano, estarão concluídas as primeiras cartas.
Para fazer o mapeamento geológico de jazigos em profundidade são utilizadas técnicas indirectas, como a sísmica de reflexão, em que um canhão de ar fornece um impulso acústico que viaja pela água e pela terra e, de cada vez que encontra um interface importante entre duas rochas, é reflectido. As ondas acústicas assim reflectidas por horizontes permitem conhecer a estrutura das bacias sedimentares, onde podem ou não estar alojados hidrocarbonetos. A partir destes dados, é possível também prever a temperatura a que a matéria orgânica – caso esta exista nos sedimentos – pode ter estado sujeita.
As técnicas directas, as sondagens, ajudam a prever a porosidade e a permeabilidade das rochas, a par da sua composição química e mineralógica. É a matéria orgânica alojada na rocha mãe que, ao ser submetida a temperaturas elevadas, se vai transformar em hidrocarbonetos, que possuem densidade inferior à água. Caso exista permeabilidade, o petróleo poderá então escapar para uma outra rocha, que servirá de reservatório, desde que esta tenha porosidade para funcionar como esponja e albergá-lo nos seus poros. A última condição para a existência de petróleo ou gás natural é haver rochas impermeáveis que não permitam que estes escapem da rocha reservatório.
Primeira perfuração de petróleo em Portugal pode avançar em 2013
In Água&Ambiente - Principal a 5 de janeiro de 2012
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Retirado de:
http://www.lneg.pt/divulgacao/noticias-institucionais/179
04 fevereiro 2011
Alentejo acolhe Centro de Estudos Geológicos e Mineiros

Um Centro de Estudos Geológicos e Mineiros sobre a Faixa Piritosa Ibérica vai ser criado em Beja, num projecto que inclui uma litoteca, para arquivar “várias centenas de quilómetros” de amostras do subsolo já recolhidas, revelaram os promotores.
A iniciativa é do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) e prevê um investimento perto dos 3,5 milhões de euros, a candidatar ao Programa Estratégico do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia (SRTT).
O SRTT, que envolve um consórcio de 21 parceiros e cujo protocolo de financiamento já foi assinado, pretende investir 41,8 milhões de euros, dos quais 29,3 milhões são fundos comunitários, nas áreas da ciência e tecnologia no Alentejo e Lezíria do Tejo.
Aproveitando este programa, o LNEG, que “há muitos anos” ambicionava instalar no Alentejo uma litoteca com material da Faixa Piritosa Ibérica, vai agora candidatar o projecto do Centro de Estudos Geológicos e Mineiros.
“Temos outras litotecas, mas estão muito cheias e não dá para armazenar e acondicionar devidamente todas as amostras que já possuímos da Faixa Piritosa Ibérica”, disse hoje à Lusa Machado Leite, do conselho directivo do LNEG. Os testemunhos de sondagens desta zona com forte potencial mineiro, que se estende desde Espanha até ao Alentejo, já totalizam “várias centenas de quilómetros”.
“A Faixa Piritosa Ibérica é um alvo mineiro mundialmente reconhecido e de que Portugal beneficia há décadas”, realçou, aludindo às actuais minas de Neves Corvo (Castro Verde) e Aljustrel e aos antigos pólos mineiros de Lousal (Grândola) e S. Domingos (Mértola).
E especialmente quando as cotações de minério estão em alta, frisou, as amostras geológicas do subsolo detidas pelo LNEG “têm um valor incalculável” para os investidores do sector. “A consulta deste tipo de amostras que o LNEG disponibiliza permite às empresas desenvolverem o seu conhecimento, para aumentar a probabilidade de descoberta de uma nova mina. O facto de a informação estar disponível, diminui o risco para quem investe”, explicou Magalhães Leite.
Além da litoteca, o LNEG vai congregar no Centro de Estudos Geológicos e Mineiros o “património acumulado, ao longo dos anos, sobre a Faixa Piritosa Ibérica”, nomeadamente competência técnica e científica, mapas e cartas geológicas.
“Queremos criar condições para atrair massa técnica científica e tecnológica, juntando também parceiros do sector, a nível nacional e internacional, em torno do centro”, frisou Magalhães Leite.
O LNEG, que possui um pólo em Beja, a transferir para o futuro centro, tem por missão desenvolver conhecimento para a identificação, valorização e promoção económica da exploração dos recursos mineiros em Portugal.
O projecto do centro de Beja vai ser candidatado ao SRTT e, segundo Magalhães Leite, que disse confiar na sua aprovação, deverá estar pronto “até ao final de 2013”, quando termina o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
Fonte: www.cienciahoje.pt
18 dezembro 2010
LNEG - Curso de mineralizações de Urânio Fev. 2011
Curso "Mineralizações de Urânio"
O curso "Mineralizações de Urânio" irá decorrer de 22 a 26 de Fevereiro de 2011, no Auditório do LNEG em Alfragide.
Objectivos
Consolidação de competências em mineralizações de urânio, com particular destaque nas seguintes temáticas:
· - Conhecimento das propriedades do urânio;
· -Conhecimento dos processos magmáticos e fontes de urânio;
· -Compreensão dos conceitos principais relacionados com mineralização de urânio conhecidas mundialmente;
· Actuais linhas de orientação para prospecção de mineralizações de urânio.
Destinatários
Profissionais da área de prospecção de depósitos de urânio, técnicos envolvidos directa ou indirectamente nos processos relacionados com prospecção mineral, departamentos/áreas de geociências de universidades, estudantes e investigadores.
Inscrições
A inscrição inclui almoço, cafés e documentação do curso, sendo limitada ao número de lugares disponíveis.
A pré-inscrição é obrigatória e deve ser efectuada por e-mail, até 15 de Janeiro de 2011, para: formacao_uranio@lneg.pt
Normal – 150 €
Estudante (apresentação de cartão) – 60€
Estudante (apresentação de cartão) – 60€
Local
LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia
Estrada do Zambujal, Apartado 7586
2721-866 Alfragide
Portugal
www.lneg.pt
Estrada do Zambujal, Apartado 7586
2721-866 Alfragide
Portugal
www.lneg.pt
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13 outubro 2010
Nova carta geológica de Portugal 1:1000 000
O Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) publicou uma carta geológica que descreve pela primeira vez à mesma escala o substrato geológico do território do continente, das ilhas e de parte da região imersa portuguesa. A carta, à escala de 1:1 000 000, apresentada na feira Portugal Tecnológico, foi realizada segundo novas tecnologias e, além de apresentar pela primeira vez as ilhas e a parte do território escondido pelo oceano, relaciona a diversidade do substrato geológico do território com as respectivas idades geocronológicas.
Até agora existia uma outra carta geológica, de 1968, agora obsoleta, que apenas continha o continente e que foi realizada ainda antes da divulgação da teoria da Tectónica de Placas e da evolução recente de conceitos científicos ligados à geologia.
«Há quem pense que a geologia é monótona, mas no nosso país é extremamente complexa e há muita diversidade, porque é uma daquelas zonas das periferias dos continentes que têm sido actuadas por diversos ciclos geológicos», explica à Lusa Luísa Duarte, da Unidade de Geologia e Cartografia Geológica do LNEG.
O solo e subsolo do continente têm vestígios geológicos que datam desde o período Pré-câmbrico (entre 4,5 Ma e 60 Ma atrás), o ciclo em que começou o movimento das placas tectónicas e se iniciou a atmosfera e a vida na Terra, um planeta com cerca de 4,6 mil milhões de anos.
Segundo os autores desta carta, a bacia imersa portuguesa é, em parte, continuação do continente, mas em mar aberto «a crusta já é oceânica».
Assim, em comparação com o continente, a Madeira «é uma jovem, com menos de cinco milhões de anos». Esta ilha é um grande vulcão que teve a sua última actividade há cerca de seis mil anos.
«Vamos agora fazer um estudo com a Empresa Eléctrica da Madeira, para ver se há possibilidade de encontrar energia geotérmica ainda quente, que nos permita trazer um fluido para cima e assim produzir electricidade», contou a especialista.
Embora as suas ilhas tenham idades diferentes, os Açores são ainda mais novos e encontram-se em expansão por influência da crista média atlântica, localizada entre as duas ilhas mais ocidentais e as outras, por onde continua a sair magma.
«Ainda há pouco tempo houve actividade no vulcão da Serreta [ilha Terceira] e também o dos Capelinhos [Faial] estenderam a ilha, embora depois tenha colapsado. No entanto, um dia pode acontecer que se venha desta forma a acrescentar terra ao país», lembrou. Segundo Telmo Bento dos Santos, também do LNEG, a nova carta era esperada há muito pela comunidade científica e, além de ser «uma síntese importante da geologia nacional», vai permitir cooperar internacionalmente com projectos como o da OneGeology Europe, cujo objectivo é fazer uma carta da Europa à escala 1:1 000 000.
Este geólogo salientou que projectos de cartografia como este são importantes, porque «permitem identificar e valorizar economicamente os recursos endógenos, servem de base à prospecção mineira e de recursos energéticos, dão suporte ao ordenamento do território e definem zonas de risco geológico», como regiões sísmicas, vulcânicas, de escorregamento de vertentes ou de queda de arribas «como a que aconteceu no ano passado na praia Maria Luísa».
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Adaptado de: TVI24
O engeo.web acrescenta que esta nova carta se pode encomendar online, através do site do LNEG (link disponível em «Sítios de Interesse»), e tem o custo de 14.15€ (mais IVA e portes de envio).
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